Todos aqueles que possuem sentimentos nobres como amor, solidariedade, humildade e principalmente caridade são bem vindos.
Precisando conversar e/ou receber um passe energético (benzer) estou à disposição todos os dias, para jogar cartas (ler a sorte) somente com hora marcada.
Cobro apenas para ler as cartas R$ 70,00, para manutenção de nossa casa. Qualquer outro tipo de consulta não pode ser cobrada pois na verdadeira caridade não se coloca preço, a verdadeira caridade quem paga é Deus.
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sexta-feira, 17 de julho de 2015

Palestra

Palestra Mitologia e os Orixas – Um mix de historia e umbanda.
Ministrado por Dani de Iansã
Mãe Pequena do Templo de Umbanda Pai Xangô e Mãe Oxum
Formada em Teologia de Umbanda – EAD Alexandre Cumino
Sábado dia 25/07 das 14:00 às 18:00
Material da palestra: apostila digital (CD ROM)
Valor: R$ 20,00
Inscrições e informações: d12edani@gmail.com

Apenas 20 vagas

quinta-feira, 16 de julho de 2015

ESTUDO

Estudar aquilo que se pratica é essencial pois é através do estudo que evoluímos nosso mental e espiritual. 
A Umbanda não tem segredos, ela tem fundamentos e rituais próprios que devem ser vividos e absorvidos para daí então ser compreendidos.
Hoje em dia é muito fácil saber sobre religião basta perguntar ao pai Google que ele te lista muitas coisas, mais ai é que está se você não conhece como pode ter certeza de que o que está ali está correto, se você ainda não passou por uma gira, não presenciou a incorporação de uma entidade ou participou de algum ritual umbandista como saber se o que o pai Google diz esta certo?
É simples basta entender um pouco sobre Deus, sobre caridade, sobre humildade, entendendo isso pode consultar o pai Google e verificar se o que está descrito na sua pesquisa atende esses requisitos Deus, Humildade e Caridade, se atender é Umbanda.
Porém, para entender as religiões não basta apenas o pai Google, ou um pai/mãe de santo é necessário ler bons livros, na umbanda posso citar Tambores de Angola e Aruanda de Robson Pinheiro, para entender candomblé posso citar Orixás de Pierre Fatumbi Verger, estudar, conhecer e entender.
Um outro tema interessante para se entender as religiões é estudar a mitologia, as principais mitologia africana, grega, romana e egípcia que vão encontrar varias similaridades nos deuses de diferentes nações. 
Então fica aqui meu conselho: Fora da caridade não há salvação, mais na ignorância também não!

Orixas de umbanda e candomble são os mesmos?

Sem duvidas que sim são os mesmos. Gostaríamos de esclarecer que não há uma separação entre orixás de candomblé e orixás de umbanda, o que acontece é que existem vários orixás por cultura, principalmente no candomblé que mantém um culto mais antigo e enraizado, a umbanda busca a simplicidade e unificação das coisas entre elas os orixás.

Na umbanda se trabalha muito mais a essência de todas as coisas do que a historia ou raízes, portanto ensinamos todos os princípios para que possam entender como é possível por exemplo Nanã vir na linha de Oxum ou Oya e Tempo na linha de Iansã.

Quando trabalhamos com elementos e elementais encontramos a junção dos orixás, onde um não atua sem o outro, portanto há a simplificação e a unificação onde trabalhamos com elementos e pontos da natureza, por exemplo Oxum regente das águas doces e Nanã regente da chuva e dos pântanos que são de água doce.

Que fique bem claro que não é porque sou umbandista que meus orixás de cabeça serão exclusivamente de umbanda, pode ocorrer sim, e neste caso o orixá de candomblé será tratado com os fundamentos da umbanda, pois não devemos esquecer que os orixás são vibrações cósmicas do criador sendo assim teremos aquilo que vibrarmos se vibramos amor nos trarão amor, se vibramos raiva nos deixarão aprender e controlá-la, pois Orixá nunca castiga, Orixá ensina!

Como exemplo um filho de Nana fará suas obrigações a ela e a Oxum, pois na umbanda as duas trabalham na mesma vibração. Filhos de Tempo ou Oba farão suas obrigações em conjunto com Iansã, pois a ela corresponde o tempo e o fogo. Um filho de Exu fará obrigações a Ogum, Oxossi ou Omulu.

Na umbanda as lendas servem apenas como referencia para a regência dos orixás, o candomblé acredita que os orixás viveram na Terra muito tempo antes da raça humana e as lendas se passa nessa época, na umbanda um orixá jamais poderia ter vida terrena por ser uma energia pura e ancestral. O que importa realmente não é se eles estiveram ou não na Terra e sim a força e a proteção que eles dão a seus filhos independentemente do culto que professam.

É muito importante compreender que os orixás existem e que trabalham todos juntos e não separado, quando alguém ouvir que é filho de algum orixá de candomblé não quer dizer necessariamente que não possa ser umbandista.

Orixá não tem ciumes, vaidade, ira etc. Orixá é uma emanação divina e como tal não pode apresentar sentimentos humanos. Portanto se sou filho de Obá mais na minha casa não cultua Oba, fazem minhas obrigações a Iansã, Otimo! Tudo que é de coração e com fé o orixá aceita, Obá jamais te castigará por nada, muito menos te abandonará pois Iansã não vai nunca roubar dela sua coroa!

Contudo fica o aviso: se algo em seu intimo diz que está errado pare, questione, procure entender, pode ser seu orixá falando com você que o caminho não é esse.



quarta-feira, 15 de julho de 2015

NANÃ

A mais velha divindade do panteão, associada às águas paradas, à lama dos pântanos, ao lodo do fundo dos rios e dos mares. É tanto reverenciada como sendo a divindade da vida, como da morte. Seu símbolo é o Íbíri - um feixe de ramos de folha de palmeira com a ponta curvada e enfeitado com búzios.
Nanã é a chuva e a garoa. O banho de chuva é uma lavagem do corpo no seu elemento, uma limpeza de grande força, uma homenagem a este grande orixá.

Nanã Buruquê representa a junção daquilo que foi criado por Deus. Ela é o ponto de contato da terra com as águas, a separação entre o que já existia, a água da terra por mando de Deus, sendo, portanto também sua criação simultânea a da criação do mundo.

Portanto, para alguns, Nanã é a Divindade Suprema que junto com Zambi fez parte da criação, sendo ela responsável pelo elemento Barro, que deu forma ao primeiro homem e de todos os seres viventes da terra, e da continuação da existência humana e também da morte, passando por uma transmutação para que se transforme continuamente e nada se perca.

Orixá que também rege a Justiça, Nanã não tolera traição, indiscrição, nem roubo. Por ser Orixá muito discreto e gostar de se esconder, suas filhas podem ter um caráter completamente diferente do dela. Por exemplo, ninguém desconfiará que uma dengosa e vaidosa aparente filha de Oxum seria uma filha de Nanã "escondida".

Nanã faz o caminho inverso da mãe da água doce. É ela quem reconduz ao terreno do astral, as almas dos que Oxum colocou no mundo real. É a Deusa do reino da morte, sua guardiã, quem possibilita o acesso a esse território do desconhecido.

Nanã forma par com Obaluaiê. E enquanto ela atua na decantação emocional e no adormecimento do espírito que irá encarnar, ele atua na passagem do plano espiritual para o material (encarnação), o envolve em uma irradiação especial, que reduz o corpo energético ao tamanho do feto já formado dentro do útero materno onde está sendo gerado, ao qual já está ligado desde que ocorreu a fecundação.

Este mistério divino que reduz o espírito é regido por nosso amado pai Obaluaiê, que é o "Senhor das Passagens" de um plano para outro.

Já nossa amada mãe Nanã envolve o espírito que irá reencarnar em uma irradiação única, que dilui todos os acúmulos energéticos, assim como adormece sua memória, preparando-o para uma nova vida na carne onde não se lembrará de nada do que já vivenciou. É por isso que Nanã é associada à senilidade, à velhice, que é quando a pessoa começa a se esquecer de muitas coisas que vivenciou na sua vida carnal. Portanto, um dos campos de atuação de Nanã é a "memória" dos seres e se Oxossi aguça o raciocínio, ela adormece os conhecimentos do espírito para que eles não interfiram com o destino traçado para toda uma encarnação.

A orixá Nanã rege sobre a maturidade e seu campo preferencial de atuação é o racional dos seres. Atua decantando os seres emocionados e preparando-os para uma nova "vida", já mais equilibrada.

CARACTERÍSTICAS

Cor: Roxa ou Lilás (Em algumas casas: branco e o azul)
Fio de Contas: Contas, firmas e miçangas de cristal lilás.
Ervas: Manjericão Roxo, Colônia, Ipê Roxo, Folha da Quaresma, Erva de Passarinho, Dama da Noite, Canela de velho, Salsa da Praia, Manacá, assa peixe, cipreste, erva macaé, dália vermelho escura, folha de berinjela, folha de limoeiro
Símbolo: Chuva.
Pontos da Natureza: Lagos, águas profundas, lama, cemitérios, pântanos.
Flores: Todas as flores roxas.
Essências: Lírio, Orquídea, limão, narciso, dália.
Pedras: Ametista, cacoxenita, tanzanita
Metal: Latão ou Níquel
Saúde: Dor de cabeça e Problemas Intestino
Planeta: Lua e Mercúrio
Dia da Semana: Sábado (Em algumas casas: Segunda)
Elemento: Água
Chakra: Frontal e Esplenico
Saudação: Saluba Nanã (nos refugiaremos da morte com Nanã)
Bebida: Champanhe
Animais: Cabra, Galinha ou Pata. (Brancas)
Comidas: Feijão Preto com Purê de Batata doce. Aberum. Mungunzá
Data Comemorativa: 26 de julho
Sincretismo: Nossa Senhora Santana
Incompatibilidades: Lâminas, multidões.

AS CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE NANÃ

Uma pessoa que tenha Nanã como Orixá de cabeça, pode levar em conta principalmente a figura da avó: carinhosa às vezes até em excesso, levando o conceito de mãe ao exagero, mas também ranzinza, preocupada com detalhes, com forte tendência a sair censurando os outros. Não tem muito senso de humor, o que a faz valorizar demais pequenos incidentes e transformar pequenos problemas em grandes dramas. Ao mesmo tempo, tem uma grande capacidade de compreensão do ser humano, como se fosse muito mais velha do que sua própria existência. Por causa desse fator, o perdão aos que erram e o consolo para quem está sofrendo é uma habilidade natural. Nanã, através de seus filhos-de-santo, vive voltada para a comunidade, sempre tentando realizar as vontades e necessidades dos outros.

Às vezes porém, exige atenção e respeito que julga devido mas não obtido dos que a cercam. Não consegue entender como as pessoas cometem certos enganos triviais, como optam por certas saídas que para um filho de Nanã são evidentemente inadequadas. É o tipo de pessoa que não consegue compreender direito as opiniões alheias, nem aceitar que nem todos pensem da mesma forma que ela.

Suas reações bem equilibradas e a pertinência das decisões mantêm-nas sempre no caminho da sabedoria e da justiça.

Todos esses dados indicam também serem os filhos de Nanã, um pouco mais conservadores que o restante da sociedade, desejarem a volta de situações do passado, modos de vida que já se foram. Querem um mundo previsível, estável ou até voltando para trás: são aqueles que reclamam das viagens espaciais, dos novos costumes, da nova moralidade, etc.

Quanto à dados físicos, são pessoas que envelhecem rapidamente, aparentando mais idade do que realmente têm.

Os filhos de Nanã são calmos e benevolentes, agindo sempre com dignidade e gentileza. São pessoas lentas no exercício de seus afazeres, julgando haver tempo para tudo, como se o dia fosse durar uma eternidade. Muito afeiçoadas às crianças, educam-nas com ternura e excesso de mansidão, possuindo tendência a se comportar com a indulgência das avós. Suas reações bem equilibradas e a pertinência de suas decisões mantêm-nas sempre no caminho da sabedoria e da justiça, com segurança e majestade.

O tipo psicológico dos filhos de NANÃ é introvertido e calmo. Seu temperamento é severo e austero. Rabugento, é mais temido do que amado. Pouco feminina, não tem maiores atrativos e muito afastada da sexualidade. Por medo de amar e de ser abandonada e sofrer, ela dedica sua vida ao trabalho, à vocação, à ambição social.

OFERENDAS

Canjica branca cozida, leite de coco. Colocar a canjica em tigela de louça branca, despejando mel por cima, e uvas brancas, se desejar.

Banana da terra, aberta e coberta de mel em louça branca.



Calda de ameixa ou de figo; melancia, uva, figo, ameixa e melão, tudo depositado à beira de um lago ou mangue.

IBEJI

Ibeji, o único Orixá permanentemente duplo. É formado por duas entidades distintas e sua função básica é indicar a contradição, os opostos que coexistem. Num plano mais terreno, por ser criança a ele é associado a tudo o que se inicia: a nascente de um rio, o germinar das plantas, o nascimento de um ser humano. No dia de Ibeji, 27 de setembro (o mesmo de Cosme e Damião, com quem são sincretizados) é costume as casas de culto abrirem suas portas e oferecerem mesas fartas de doces e comidas para as crianças, elevadas à condição de representantes na terra do Orixá. Regem a falange das crianças que trabalham na Umbanda.

É a divindade que rege a alegria, a inocência, a ingenuidade da criança. Sua atribuição é tomar conta do bebê até a adolescência, independente do orixá que a criança carrega. Ibeji é tudo de bom, belo e puro que existe, uma criança pode nos mostrar seu sorriso, sua alegria, sua felicidade, seu engatinhar, falar, seus olhos brilhantes. Na natureza, a beleza do canto dos pássaros, nas evoluções durante o vôo das aves, na beleza e perfume das flores, a criança que temos dentro de nós, as recordações da infância. Feche os olhos e lembre-se de uma felicidade, de uma travessura e você estará vivendo ou revivendo uma lenda dessa divindade, pois tudo aquilo de bom que nos aconteceu em nossa infância, foi regido, gerado e administrado por Ibeji. Portanto, ele já viveu todas as felicidades e travessuras que todos nós, seres humanos, vivemos.

As Forças Superiores que se manifestam na Linha das Crianças, Linha de Yori ou Linha de ibeji costumam ter nomes típicos de crianças brasileiras, como Rosinha, Mariazinha, Ritinha, Pedrinho, Paulinho, Vítor, Cosminho, como também recebem nomes ligados ao Orixá regente do médium como, por exemplo, Pipocão e Formigão, para os filhos de Obaluaiê; Pingo Verde e Folhinha Verde, para os de Oxossi; Rosinha, para os de Oxum; Conchinha Dourada para um de Iemanjá. Estas crianças possuem as características do elemento em que atuam, trabalham sobre a influência do ar são alegres e expansivas, sendo da linha do elemento fogo são irritáveis facilmente; sendo da terra são caladas; sendo água são carinhosas e melodiosas no falar.

Essa Linha de trabalho que se manifesta alegremente dentro de nossa Umbanda distribuindo sorrisos e balas de esperança é uma das poucas Linhas que consegue dominar a Magia na sua essência natural e muitas vezes de forma extremamente imperceptível. Isso fica claro quando observamos que as formas, um tanto quanto peculiares, de suas incorporações nada mais são que ações mágicas capazes de exercer funções específicas no médium, no Terreiro e em toda a assistência. As incorporações de forma alegre, dançante, os pulos, os cantos e até os choros, são ações de descargas energéticas, de equilíbrio emocional, de cura etérica, além, é claro, de estimular a alegria interna das pessoas, assim como o espírito infantil de cada um. Aliás, o espírito infantil, já que não é mantido, deveria ser a verdadeira busca das pessoas, assim todos poderiam encontrar a tão desejada alegria de viver. Basta observarmos que uma criança não mente, não tem maldade acredita nas pessoas, não carrega mágoa, acorda sempre feliz e brinca com tudo, sem dúvida, isso é viver em felicidade e harmonia plena.

Sabemos que poucos são aqueles que dão a devida importância às giras onde o trabalho acontece com a linha de Crianças. Com suas balinhas “melecadas” e falas infantis, recebem pouca valorização por parte da assistência que vê essas entidades como sendo ‘apenas crianças’ que não têm capacidade de ajudar em seus problemas. Percebemos até mesmo médiuns cheios de vergonha e preocupados com o que os outros irão pensar vendo-o, por exemplo, com o dedo na boca e falando errado. Além, é claro, de descaracterizar a figura autoritária e machista que muitos homens impõem às pessoas em sua volta, mexendo com o ego e a vaidade. Tudo isso é uma pena, pois atrás dessa vibração infantil se escondem espíritos de extraordinário conhecimento, sem contar a força pura da natureza que é capaz de envolver o íntimo de qualquer pessoa, afinal é impossível conter os risos diante das palavras e atitudes dessas crianças, o que, mais uma vez, é puro ato de magia transmutadora e transformadora.

É com o doce e com a Magia que essas Forças Espirituais elevadíssimas nos envolvem e nos auxiliam, regeneram o corpo astral e adoçam nosso espírito. São grandes conselheiros e curadores, não se calam diante de nossos erros, quase sempre caracterizado pelo nosso mau humor e impaciência. Com certeza é uma Linha fenomenal e para compreendê-la ou manifestá-la, só com muita pureza e amor no coração. Na umbanda este orixá é como Oxalá não incorpora, pois tem como seus mensageiros os eres ou crianças, é muito raro encontrar um filho de Ibeji por ser um orixá ancestral, de extrema pureza, por não suportarem sentimentos negativos por isso preferem ficar perto das crianças até perderem sua inocência.

São sincretizados como Cosme e Damião que se assemelha muito ao Ibeji africano, pois foram médicos em vida e cuidavam dos pobres e não cobravam por isso, o Doum representa a trindade, representa a essência, a pureza de Cosme e Damião. Doum é a união da dualidade de Ibeji.

CARACTERISTICAS

Cor: Rosa e azul (branco, colorido)
Fio de Contas: Rosa e azul claro
Ervas: jasmim, alecrim, rosa
Símbolo: Gêmeos
Pontos da Natureza: Jardins, praias, cachoeiras, matas...
Flores: Margaridas, rosa mariquinha.
Essências: De frutas
Pedras: Quartzo rosa
Metal: Estanho
Saúde: Alergias, anginas, raquitismo, acidentes
Planeta: Mercúrio
Dia da Semana: Domingo
Elemento: Fogo
Chakra: Todos, especialmente o Laríngeo
Saudação: Oni Beijada (senhor dos gêmeos)
Bebida: Guaraná (Suco de frutas, água de coco, água com mel)
Animais: Animais de estimação.
Comidas: Caruru, doces e frutas.
Data Comemorativa: 27 de Setembro
Sincretismo: São Cosme e São Damião
Incompatibilidades: Coisas de Exu. Morte, Assovio.

OFERENDAS

Aceitam todos os tipos de doces e guloseimas, em algumas casas caruru. Adoram brinquedos e chupetas, pois representa a inocência das crianças.


ATOTO OBALUAIE

Na Umbanda, o culto é feito a Obaluaiê, que se desdobra com o nome de Omulu. É um Orixá sombrio, tido entre os iorubanos como severo e terrível, caso não seja devidamente cultuado, porém Pai bondoso e fraternal para aqueles que se tornam merecedores, através de gestos humildes, honestos e leais. Nanã decanta os espíritos que irão reencarnar e Obaluaiê estabelece o cordão energético que une o espírito ao corpo (feto). Para a maior parte dos devotos do Candomblé e da Umbanda, os nomes são praticamente intercambiáveis, referentes a um mesmo arquétipo e, correspondentemente, uma mesma divindade. São também comuns as variações gráficas Obaluaiê e Abaluaê.

Um dos mais temidos Orixás, comanda as doenças e, consequentemente, a saúde. Assim como sua mãe Nanã, tem profunda relação com a morte. Tem o rosto e o corpo cobertos de palha da costa, em algumas lendas para esconder as marcas da varíola, em outras já curado não poderia ser olhado de frente por ser o próprio brilho do sol. Seu símbolo é o Xaxará - um feixe de ramos de palmeira enfeitado com búzios. Em termos mais estritos, Obaluaiê é a forma jovem do Orixá Xapanã, enquanto Omulu é sua forma velha. Existem alguns mitos como o nome Xapanã que é um nome proibido tanto no Candomblé como na Umbanda, não deve ser mencionado, pois pode atrair a doença inesperadamente (melhor não desafiar afinal a fé é que faz o santo), a forma Obaluaiê é a que mais se vê.

A figura de Omulu/Obaluaiê, assim como seus mitos, é completamente cercada de mistérios e dogmas indevassáveis. Em termos gerais, a essa figura é atribuído o controle sobre todas as doenças, especialmente as epidêmicas. Faz parte da essência básica vibratória do Orixá tanto o poder de causar a doença como o de possibilitar a cura do mesmo mal que criou. Em algumas narrativas mais tradicionalistas tentam apontar-se que o conceito original da divindade se referia ao Deus da varíola, tal visão, porém, é uma evidente limitação. A varíola não seria a única doença sob seu controle, simplesmente era a epidemia mais devastadora e perigosa que conheciam os habitantes da comunidade original africana, onde surgiu Omulu/Obaluaiê, o Daomé. Pierre Verger, nesse sentido, sustenta que a cultura do Daomé é muito mais antiga que a iorubá, o que pode ser sentido em seus mitos.

Esta Grande Potência Astral Inteligente, quando relacionado à vida e à cura, recebe o nome de Obaluaiê. Tem sob seu comando incontáveis legiões de espíritos que atuam nesta Irradiação ou Linha, trabalhadores do Grande Laboratório do Espaço e verdadeiros cientistas, médicos, enfermeiros etc., que preparam os espíritos para uma nova encarnação, além de promoverem a cura das nossas doenças. Atuam também no plano físico, junto aos profissionais de saúde, trazendo o bálsamo necessário para o alívio das dores daqueles que sofrem.

O Senhor da Vida é também Guardião das Almas que ainda não se libertaram da matéria. Assim, na hora do desencarne, são eles, os falangeiros de Omulu, que vem nos ajudar a desatar nossos fios de agregação astral-físico (cordão de prata), que ligam o períspirito ao corpo material. Os comandados de Omulu, dentre outras funções, são diretamente responsáveis pelos sítios pré e pós morte física (Hospitais, Cemitérios, Necrotérios etc.), envolvendo estes lugares com poderoso campo de força fluídico magnético, a fim de não deixarem que os vampiros astrais (kiumbas desqualificados) sorvam energias do duplo etérico daqueles que estão em vias de falecerem ou falecidos.

Muitos associam o divino Obaluaiê apenas com o Orixá curador, que ele realmente é, pois cura mesmo! Mas Obaluaiê é muito mais do que já o descreveram. Ele é o "Senhor das Passagens" de um plano para outro, de uma dimensão para outra, e mesmo do espírito para a carne e vice-versa.

As entidades de Obaluaie tratam das doenças do corpo e da alma, fazem a transição dos eguns, obsessores e ajudam na limpeza do ambiente. Geralmente não são entidades de consulta.

CARACTERÍSTICAS

Cor: Preto e branco
Fio de Contas: Contas e Miçangas Pretas e Brancas leitosas.
Ervas: Canela de Velho, Erva de Bicho, Erva de Passarinho, Barba de Milho, Barba de Velho, Cinco Chagas, Fortuna, Hera. (cuféia -sete sangrias, erva-de-passarinho, canela de velho)
Símbolo: Cruz
Pontos da Natureza: Cemitério, grutas, praia
Flores: Monsenhor branco
Essências: Cravo e Menta
Pedras: Obsidiana, Ônix, Olho-de-gato
Metal: Chumbo
Saúde: Todas as partes do corpo (É o Orixá da Saúde)
Planeta: Saturno
Dia da Semana: Segunda-feira
Elemento: Terra
Chakra: Básico e Esplenico
Saudação: Atôtô (Significa “Silêncio, Respeito”)
Bebida: Água mineral (vinho tinto)
Animais: Galinha d’angola, caranguejo e peixes de couro, cachorro.
Comidas: Feijão preto, carne de porco, Deburú - pipoca, (Abadô - amendoim pilado e torrado; latipá - folha de mostarda; e, Ibêrem - bolo de milho envolvido na folha de bananeira)
Data Comemorativa: 16 de Agosto (17 de Dezembro)
Sincretismo: São roque e São Lázaro.
Incompatibilidades: Claridade, sapos

CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OBALUAIÊ
Arquetipicamente lega a seus filhos tendências ao masoquismo e à autopunição, um austero código de conduta e possíveis problemas com os membros inferiores, em geral, ou pequenos outros defeitos físicos.

Pierre Verger define os filhos de Omulu como pessoas que são incapazes de se sentirem satisfeitas quando a vida corre tranquila para elas. Podem até atingir situações materiais e rejeitar, um belo dia, todas essas vantagens por causa de certos escrúpulos imaginários. São pessoas que, em certos casos, se sentem capazes de se consagrar ao bem-estar dos outros, fazendo completa abstração de seus próprios interesses e necessidades vitais.

Em outra forma de extravasar seu arquétipo, um filho do Orixá, menos negativista, pode apegar-se ao mundo material de forma sôfrega, como se todos estivessem perigosamente contra ele, como se todas as riquezas lhe fossem negadas, gerando um comportamento obsessivo em torno da necessidade de enriquecer e ascender socialmente.

Mesmo assim certo toque do recolhimento e da autopunição de Omulu/Obaluaiê será visível em seus casamentos: não raro se apaixonam por figuras extrovertidas e sensuais (como a indomável Iansã, a envolvente Oxum, o atirado Ogum) que ocupam naturalmente o centro do palco, reservando ao cônjuge de Omulu/Obaluaiê um papel mais discreto. Gostam de ver seu amado brilhar, mas o invejam, e ficam vivendo com muita insegurança, pois julga o outro, fonte de paixão e interesse de todos.

Mesmo tendo um grande círculo de amizades, frequentando o mundo social, seu comportamento seria superficialmente aberto e intimamente fechado, mantendo um relacionamento superficial com o mundo e guardando sua intimidade para si própria. O filho do Orixá oculta sua individualidade com uma máscara de austeridade, mantendo até uma aura de respeito e de imposição, de certo medo aos outros. Pela experiência inerente a um Orixá velho, são pessoas irônicas. Seus comentários, porém não são prolixos e superficiais, mas secos e diretos, o que colabora para a imagem de terrível que forma de si próprio. Entretanto, podem ser humildes, simpáticos e caridosos. Assim é que na Umbanda este Orixá toma a personalidade da caridade na cura das doenças, sendo considerado o "Orixá da Saúde”.

O tipo psicológico dos filhos de Omulu é fechado, desajeitado, rústico, desprovido de elegância ou de charme. Pode ser um doente marcado pela varíola ou por alguma doença de pele e é frequentemente hipocondríaco.

Tem considerável força de resistência e é capaz de prolongados esforços. Geralmente é um pessimista, com tendências autodestrutivas que o prejudicam na vida. Amargo, melancólico, torna-se solitário. Mas quando tem seus objetivos determinados, é combativo e obstinado em alcançar suas metas. Quando desiludido, reprime suas ambições, adotando uma vida de humildade, de pobreza voluntária, de mortificação.

É lento, porém perseverante. Firme como uma rocha. Falta-lhe espontaneidade e capacidade de adaptação, e por isso não aceita mudanças. É vingativo, cruel e impiedoso quando ofendido ou humilhado. Essencialmente viril, por ser Orixá fundamentalmente masculino, falta-lhe um toque de sedução e sobra apenas um brutal solteirão. Fenômeno semelhante parece ocorrer no caso de Nanã: quanto mais poderosa e mais acentuada é a feminilidade, mais perigosa ela se torna e, paradoxalmente, perde a sedução.

OFERENDAS

Feijão preto: Cozinha-se o feijão preto, só em água, e depois se refoga cebola ralada, camarão seco e azeite-de-dendê, misturando ao feijão.

Pipoca: em um prato de louça ou alguidar se oferece pipocas sem sal envoltas em mel.


segunda-feira, 13 de julho de 2015

IANSÃ

Iansã é um Orixá feminino muito famoso no Brasil, sendo figura das mais populares entre os mitos da Umbanda e do Candomblé em nossa terra e também na África, onde é predominantemente cultuada sob o nome de Oiá.

Em termos de sincretismo, costuma ser associada à figura católica de Santa Bárbara. Iansã costuma ser saudada após os trovões, não pelo raio em si (propriedade de Xangô ao qual ela costuma ter acesso), mais pelos ventos que chocam as nuvens uma contra as outras e que ocasiona os raios e trovões ela é a senhora dos ventos e, consequentemente, das tempestades.

Iansã é a Senhora dos Eguns (espíritos dos mortos), os quais controla com um rabo de cavalo chamado Eruexim - seu instrumento litúrgico durante as festas, uma chibata feita de rabo de cavalo atado a um cabo de chifre de búfalo, madeira ou metal.

É ela que servirá de guia, ao lado de Obaluaiê, para aquele espírito que se desprendeu do corpo. É ela que indicará o caminho a ser percorrido por aquela alma. Comanda também a falange dos Boiadeiros.

Uma de suas atribuições é colher os seres fora-da-lei e, com um de seus magnetismos, alterar todo o seu emocional, mental e consciência, para, só então, redirecioná-lo numa outra linha de evolução, que o aquietará e facilitará sua caminhada pela linha reta da evolução.

Iansã é a Deusa da tempestade, do fogo e da sensualidade. Simboliza as mulheres guerreiras e todas as pessoas que têm determinação e vivacidade.

É a mulher que acorda de manhã, beija os filhos e sai em busca do sustento. Capaz de grandes esforços para conquistar os homens e para proteger seus rebentos. Sabe conquistar, seja no fervor das guerras, seja na arte do amor. É o retrato da mulher batalhadora que vende quitutes no mercado para sustentar seus noves filhos.

As entidades de Iansã trabalham em sua maioria com limpeza espiritual e auxiliando na condução de almas sofredoras para o caminho da luz. Trabalham também com assuntos materiais, emprego, pendências judiciais, etc..

CARACTERÍSTICAS

Cor: Amarelo, Laranja
Fio de Contas: Amarelo, laranja, Coral (marrom, bordô, vermelho, amarelo)
Ervas: Cana do Brejo, Erva Prata, Espada de Iansã, Erva de Santa Bárbara, Folha de Fogo, Colônia, Folha de pitanga, Folha da Canela, Peregum amarelo, Catinga de Mulata, Para Raio
Símbolo: Raio (Eruexim cabo de ferro ou cobre com um rabo de cavalo)
Pontos da Natureza: Bambuzal
Flores: Amarelas ou corais
Essências: Patchouli
Pedras: Coral, Coralina, Rubi, Granada
Metal: Cobre
Saúde: Sistema nervoso, coração
Planeta: Lua e Júpiter
Dia da Semana: Quarta - feira
Elemento: Fogo
Chakra: Laringeo
Saudação: EPARREI OIÁ (salve oya, mãe dos nove espaços de Orum)
Bebida: Champanhe
Animais: Cabra amarela, Coruja rajada
Comidas: Acarajé (Ipetê, Bobó de Inhame)
Data Comemorativa: 4 de dezembro
Sincretismo: Sta. Bárbara, Joana d’arc.
Incompatibilidades: Rato, Abóbora.

CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE IANSÃ

Seu filho é conhecido por seu temperamento explosivo. Está sempre chamando a atenção por ser inquieto e extrovertido. Sempre a sua palavra é que vale e gosta de impor aos outros a sua vontade. Não admite ser contrariado, pouco importando se tem ou não razão, pois não gosta de dialogar. Em estado normal é muito alegre e decidido. Questionado torna-se violento, partindo para a agressão, com berros, gritos e choro. Tem um prazer enorme em contrariar todo tipo de preconceito. Passa por cima de tudo que está fazendo na vida, quando fica tentado por uma aventura. Em seus gestos demonstra o momento que está passando, não conseguindo disfarçar a alegria ou a tristeza. Não tem medo de nada. Enfrenta qualquer situação de peito aberto. É leal e objetivo. Sua grande qualidade, a garra, e seu grande defeito, a impensada franqueza, o que lhe prejudica o convívio social.

Iansã é a mulher guerreira que, em vez de ficar no lar, vai à guerra. São assim os filhos de Iansã, que preferem as batalhas grandes e dramáticas ao cotidiano repetitivo. Costumam ver guerra em tudo, sendo portanto competitivos, agressivos e dados a ataques de cólera. Ao contrário, porém, da busca de certa estratégia militar, que faz parte da maneira de ser dos filhos de Ogum, os filhos de Iansã costumam ser mais individualistas, achando que com a coragem e a disposição para a batalha, vencerão todos os problemas.

São fortemente influenciados pelo arquétipo da Deusa aquelas figuras que repentinamente mudam todo o rumo da sua vida por um amor ou por um ideal. Talvez uma súbita conversão religiosa, fazendo com que a pessoa mude completamente de código de valores morais e até de eixo base de sua vida, pode acontecer com os filhos de Iansã num dado momento de sua vida.

Da mesma forma que o filho de Iansã revirou sua vida uma vez de pernas para o ar, poderá novamente chegar à conclusão de que estava enganado e, algum tempo depois, fazer mais uma alteração - tão ou mais radical ainda que a anterior.

São de Iansã, aquelas pessoas que podem ter um desastroso ataque de cólera no meio de uma festa, num acontecimento social, na casa de um amigo - e, o que é mais desconcertante, momentos após extravasar uma irreprimível felicidade, fazer questão de mostrar, à todos, aspectos particulares de sua vida.

Os Filhos de Iansã são atirados, extrovertidos e chocantemente diretos. Às vezes tentam ser maquiavélicos ou sutis, mas, em longo prazo, um filho de Iansã sempre acaba mostrando cabalmente quais seus objetivos e pretensões.

Têm uma tendência a desenvolver vida sexual muito irregular, pontilhada por súbitas paixões, que começam de repente e podem terminar mais inesperadamente ainda. Mostram-se incapazes de perdoar qualquer traição - que não a que ele mesmo faz contra o ser amado. Enfim, seu temperamento sensual e voluptuoso pode levá-las a aventuras amorosas extraconjugais múltiplas e freqüentes, sem reserva nem decência, o que não as impede de continuarem muito ciumentas dos seus maridos, por elas mesmas enganados. Mas quando estão amando verdadeiramente são dedicadas a uma pessoa são extremamente companheiras.

Todas essas características criam uma grande dificuldade de relacionamentos duradouros com os filhos de Iansã. Se por um lado são alegres e expansivos, por outro, podem ser muito violentos quando contrariados; se têm a tendência para a franqueza e para o estilo direto, também não podem ser considerados confiáveis, pois fatos menores provocam reações enormes e, quando possessos, não há ética que segure os filhos de Iansã, dispostos a destruir tudo com seu vento forte e arrasador. Ao mesmo tempo, costumam ser amigos fiéis para os poucos escolhidos ara seu círculo mais íntimo.

OFERENDAS

Ipetê: Cozinhe inhames descascados em água pura sem sal. Frite, a seguir, os inhames cozidos e cortados em rodelas no azeite de dendê e separe. No próprio azeite que usou para a fritura, coloque o camarão seco descascado e picado e salsa, de modo a fazer um "molho". Coloque os inhames fritos num prato e regue-os com esse "molho".

Acarajé: Na véspera, ponha o feijão fradinho de molho. No dia seguinte, ele estará bem inchado. Descasque o feijão - grão por grão - retirando o olho preto, e passe na chapa mais fina da máquina de moer carne. Bata bastante para que a massa fique leve, isto é, até arrebentarem bolhas. Tempere com sal e a cebola ralada. Ponha uma frigideira no fogo com azeite de dendê e aí frite os acarajés às colheradas (com uma colher das de sopa), formando, assim, os bolinhos. Depois de fritos, reserve-os e prepare o molho: soque juntos a cebola, os camarões secos, as pimentas e o dente de alho. Depois de tudo bem socado e triturado, refogue em uma xícara de azeite de dendê. Sirva os acarajés abertos com o molho, tudo bem quente.


quarta-feira, 8 de julho de 2015

OXOSSI

Divindade da caça que vive nas florestas. Seus principais símbolos são o arco e flecha, chamado Ofá. Em algumas lendas aparece como irmão de Ogum e de Exú.

Oxossi vive na floresta, onde moram os espíritos e está relacionado com as árvores e os antepassados. Orixá das matas, seu habitat é a mata fechada, rei da floresta e da caça, sendo caçador domina a fauna e a flora, gera progresso e riqueza ao homem, e a manutenção do sustento, garante a alimentação em abundância, o Orixá Oxossi está associado ao Orixá Ossain, que é a divindade das folhas medicinais e ervas usadas nos rituais de Umbanda.

Irmão de Ogum, habitualmente associa-se à figura de um caçador, passando a seus filhos algumas das principais características necessárias a essa atividade ao ar livre: concentração, atenção, determinação para atingir os objetivos e uma boa dose de paciência.

No dia-a-dia, encontramos o Deus da caça no almoço, no jantar, enfim em todas as refeições, pois é ele que provê o alimento. Rege a lavoura, a agricultura, permitindo bom plantio e boa colheita para todos.

O mito do caçador explica sua rápida aceitação no Brasil, pois se identifica com diversos conceitos dos índios brasileiros, conceitos igualmente arraigados na Umbanda popular e nos Candomblés de Caboclo criando um sincretismo entre os ritos africanos e os dos índios brasileiros, comuns no Norte do País.

Talvez seja por isso que, mesmo em cultos um pouco mais próximos dos ritos tradicionalistas africanos alguns filhos de Oxossi o identifiquem não com um negro, como manda a tradição, mas como um Índio.

Oxossi é o caçador por excelência, mas sua busca visa o conhecimento. Logo, é o cientista e o doutrinador, que traz o alimento da fé e o saber aos espíritos fragilizados tanto nos aspectos da fé quanto do saber religioso.

As entidades de Oxossi buscam alimentar a fé em seus consulentes, auxiliam materialmente abrindo caminhos e espiritualmente renovando as energias dos consulentes, tratam também da saúde tanto mental quanto carnal.

CARACTERÍSTICAS

Cor: Verde
Fio de Contas: Verde
Ervas: Alecrim, Guiné, Vence Demanda, Abre Caminho, Eucalipto, Goiabeira, Guaco, Espinheira Santa, Jurema, Jureminha, Mangueira, Desata Nó.
Símbolo: Ofá (arco e flecha).
Pontos da Natureza: Matas
Flores: Flores do campo
Essências: Alecrim
Pedras: Esmeralda, Amazonita. (Turquesa, Quartzo Verde, Calcita Verde)
Metal: Bronze (Latão)
Saúde: Aparelho Respiratório
Planeta: Vênus
Dia da Semana: Quinta - feira
Elemento: Terra
Chakra: Esplênico e Frontal
Saudação: OKÊ ARÔ (autoridade o rei que fala mais alto ou salve o rei que é aquele que fala mais alto)
Bebida: Vinho tinto (água de coco, caldo de cana, aluá)
Animais: Tatu, Veado, Javali. (qualquer tipo de caça)
Comidas: Axoxô – milho com fatias de coco, Frutas.(Carne de caça, Taioba, Ewa - feijão fradinho torrado na panela de barro, papa de coco e frutas.)
Data Comemorativa: 20 janeiro
Sincretismo: S. Sebastião.
Incompatibilidades: Mel, Cabeça de bicho (nos sacrifícios e alimentos), Ovo

CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OXOSSI

O filho de Oxossi apresenta arquetipicamente as características atribuídas do Orixá. Representa o homem impondo sua marca sobre o mundo selvagem, nele intervindo para sobreviver, mas sem alterá-lo.

Os filhos de Oxossi são geralmente pessoas joviais, rápidas e espertas, tanto mental como fisicamente. Tem, portanto, grande capacidade de concentração e de atenção, aliada à firme determinação de alcançar seus objetivos e paciência para aguardar o momento correto para agir.

Fisicamente, os filhos de Oxossi, tendem a ser relativamente magros, um pouco nervosos, mas controlados. São reservados, tendo forte ligação com o mundo material, sem que esta tendência denote obrigatoriamente ambição e instáveis em seus amores.

No tipo psicológico a ele identificado, o resultado dessa atividade é o conceito de forte independência e de extrema capacidade de ruptura, o afastar-se de casa e da aldeia para embrenhar-se na mata, a fim de caçar. Seus filhos, portanto são aqueles em que a vida apresenta forte necessidade de independência e de rompimento de laços. Nada pior do que um ruído para afastar a caça, alertar os animais da proximidade do caçador.

Assim os filhos de Oxossi trazem em seu inconsciente o gosto pelo ficar calado, a necessidade do silêncio e desenvolver a observação tão importantes para seu Orixá. Quando em perseguição a um objetivo, mantêm-se de olhos bem abertos e ouvidos atentos.

Sua luta é baseada na necessidade de sobrevivência e não no desejo de expansão e conquista. Busca a alimentação, o que pode ser entendido como sua luta do dia-a-dia. Esse Orixá é o guia dos que não sonham muito, mas sua violência é canalizada e represada para o movimento certo no momento exato. É basicamente reservado, guardando quase que exclusivamente para si seus comentários e sensações, sendo muito discreto quanto ao seu próprio humor e disposição.

Os filhos de Oxossi, portanto, não gostam de fazer julgamentos sobre os outros, respeitando como sagrado o espaço individual de cada um. Buscam preferencialmente trabalhos e funções que possam ser desempenhados de maneira independente, sem ajuda nem participação de muita gente, não gostando do trabalho em equipe. Ao mesmo tempo , é marcado por um forte sentido de dever e uma grande noção de responsabilidade. Afinal, é sobre ele que recai o peso do sustento da tribo.

Os filhos de Oxossi tendem a assumir responsabilidades e a organizar facilmente o sustento do seu grupo ou família. Podem ser paternais, mas sua ajuda se realizará preferencialmente distante do lar, trazendo as provisões ou trabalhando para que elas possam ser compradas, e não no contato íntimo com cada membro da família. Não é estranho que, quem tem Oxossi como Orixá de cabeça, relute em manter casamentos ou mesmo relacionamentos emocionais muito estáveis. Quando isso acontece, dão preferência a pessoas igualmente independentes, já que o conceito de casal para ele é o da soma temporária de duas individualidades que nunca se misturam.

Os filhos de Oxossi, compartilham o gosto pela camaradagem, pela conversa que não termina mais, pelas reuniões ruidosas e tipicamente alegres, fator que pode ser modificado radicalmente pelo segundo Orixá.

Gostam de viver sozinhas, preferindo receber grupos limitados de amigos. É portanto, o tipo coerente com as pessoas que lidam bem com a realidade material, sonham pouco, têm os pés ligados à terra.

São pessoas cheias de iniciativa e sempre em vias de novas descobertas ou de novas atividades. Têm o senso da responsabilidade e dos cuidados para com a família. São generosas, hospitaleiras e amigas da ordem, mas gostam muito de mudar de residência e achar novos meios de existência em detrimento, algumas vezes, de uma vida doméstica harmoniosa e calma.

O tipo psicológico, do filho de Oxossi é refinado e de notável beleza. É o Orixá dos artistas intelectuais. É dotado de um espírito curioso, observador de grande penetração. São cheios de manias, volúveis em suas reações amorosas, multo susceptíveis e tidos como "complicados". É solitário, misterioso, discreto, introvertido.

Não se adapta facilmente à vida urbana e é geralmente um desbravador, um pioneiro. Possui extrema sensibilidade, qualidades artísticas, criatividade e gosto depurado. Sua estrutura psíquica é muito emotiva e romântica.

OFERENDAS

Axoxô: É a comida mais comum de Oxossi. Cozinha-se milho vermelho somente em água, depois se deixa esfriar, coloca-se numa Gamela e enfeita-se por cima com fatias de coco. (pode-se cozinhar junto com o milho, um pouco de amendoim).

Quibebe: Descasca-se e corta-se 1kg de abóbora em pedaços. Numa panela, faz-se um refogado com 2 colheres de manteiga e 1 cebola média picadinha, até que esta fique transparente ou levemente corada. Acrescenta-se 2 ou 3 tomates cortados em pedaços miúdos, 1 pimenta malagueta socada, e a abóbora picada. Põe-se um pouco de água, sal e açúcar. Tampa-se a panela e cozinha-se em fogo lento até que a abóbora esteja bem macia. Ao arrumar na travessa que vai à mesa, amassa-se um pouco.



terça-feira, 7 de julho de 2015

OGUM

Divindade masculina ioruba, figura que se repete em todas as formas mais conhecidas da mitologia universal. Ogum é o arquétipo do guerreiro. Bastante cultuado no Brasil, especialmente por ser associado à luta, à conquista, é a figura do astral que, depois de Exu, está mais próxima dos seres humanos. É sincretizado com São Jorge ou com Santo Antônio, tradicionais guerreiros dos mitos católicos, também lutadores, destemidos e cheios de iniciativa.

A relação de Ogum com os militares tanto vem do sincretismo realizado com São Jorge, sempre associado às forças armadas, como da sua figura de comandante supremo ioruba.

É orixá das contendas, Deus da guerra. Seu nome, traduzido para o português, significa luta, batalha, briga. O sangue que corre no nosso corpo é regido por Ogum. É a vida em sua plenitude.

Ogum é o Deus do ferro, a divindade que brande a espada e forja o ferro, transformando-o no instrumento de luta. Assim seu poder vai-se expandindo para além da luta, sendo o padroeiro de todos os que manejam ferramentas: ferreiros, barbeiros, militares, soldados, trabalhadores, agricultores e, hoje em dia, mecânicos, motoristas de caminhões e maquinistas de trem.

É o símbolo do trabalho, da atividade criadora do homem sobre a natureza, da produção e da expansão, da busca de novas fronteiras, de esmagamento de qualquer força que se oponha à sua própria expansão.

Ogum é aplicador natural da Lei e age com a mesma inflexibilidade, rigidez e firmeza, pois não se permite uma conduta alternativa. Onde estiver um Ogum, lá estarão os olhos da Lei, mesmo que seja um "caboclo" de Ogum, avesso às condutas liberais dos frequentadores das tendas de Umbanda, sempre atento ao desenrolar dos trabalhos realizados, tanto pelos médiuns quanto pelos espíritos incorporadores. Dizemos que Ogum é em si mesmo, os atentos olhos da Lei, sempre vigilante, marcial e pronto para agir onde lhe for ordenado.

Nas tendas de umbanda ele é sempre clamado para auxiliar no combate a demandas, para fechar a porteira para os inimigos tanto espirituais quanto carnais e junto com Oxossi para abrir os caminhos dos filhos necessitados.

As entidades de Ogum são enérgicas em seu modo de falar e tratar seus filhos, suas consultas são em sua maioria para limpeza espiritual e para resolver problemas materiais, ajudam dando coragem e determinação aos consulentes.

CARACTERÍSTICAS

Cor: Vermelha (Azul Rei) (Em algumas casas também o verde)
Fio de Contas: Contas e Firmas Vermelhas
Ervas: Peregum (verde), Losna, Arruda, Ipê, Lança de Ogum, Coroa de Ogum, Espada de Ogum, Sabugueiro, Alfavaquinha, Aroeira, Carqueja, Losna, Folhas de manga, Folhas de Romã
Símbolo: Espada. (Também, em algumas casas: ferramentas, ferradura, lança e escudo)
Pontos da Natureza: Estradas e Caminhos (Estradas de Ferro). O Meio da encruzilhada pertence a Ogum.
Flores: Crista de Galo, cravos e palmas vermelhas.
Essências: Violeta
Pedras: Granada, Rubi, Sardio. (Em algumas casas: Lápis-Lazúli, Topázio Azul)
Metal: Ferro (Aço e Manganês).
Saúde: Coração e Glândulas Endócrinas
Planeta: Marte
Dia da Semana: Terça-Feira
Elemento: Fogo
Chakra: Umbilical e Laringeo
Saudação: PATAKI ORI OGUM IÊ (salve Ogum, cabeça coroada)
Bebida: Cerveja Branca
Animais: Cachorro, galo vermelho
Comidas: Cará, feijão mulatinho com camarão e dendê. Manga Espada
Data Comemorativa: 23 de Abril (13 de Junho)
Sincretismo: São Jorge. (Santo Antônio na Bahia)
Incompatibilidades: Quiabo

CARACTERÍSTICAS DOS FILHOS DE OGUM

Não é difícil reconhecer um filho de Ogum. Tem um comportamento extremamente coerente, arrebatado e passional, aonde as explosões, a obstinação e a teimosia logo avultam, assim como o prazer com os amigos e com o sexo oposto. São conquistadores, incapazes de fixarem-se num mesmo lugar, gostando de temas e assuntos novos, consequentemente apaixonados por viagens, mudanças de endereço e de cidade. Um trabalho que exija rotina tornará um filho de Ogum um desajustado e amargo. São apreciadores das novidades tecnológicas, são pessoas curiosas e resistentes, com grande capacidade de concentração no objetivo em pauta; a coragem é muito grande.

Os filhos de Ogum custam a perdoar as ofensas dos outros. Não são muito exigentes na comida, no vestir, nem tão pouco na moradia, com raras exceções. São amigos camaradas, porém estão sempre envolvidos com demandas. Divertidos, despertam sempre interesse nas mulheres, tem seguidos relacionamentos sexuais, e não se fixam muito a uma só pessoa até realmente encontrarem seu grande amor.

São pessoas determinadas e com vigor e espírito de competição. Mostram-se líderes natos e com coragem para enfrentar qualquer missão, mas são francos e, às vezes, rudes ao impor sua vontade e ideais. Arrependem-se quando veem que erraram, assim, tornam-se abertos a novas ideias e opiniões, desde que sejam coerentes e precisas.

As pessoas de Ogum são práticas e inquietas, nunca "falam por trás" de alguém, não gostam de traição, dissimulação ou injustiça com os mais fracos.

Nenhum filho de Ogum nasce equilibrado. Seu temperamento, difícil e rebelde, o torna, desde a infância, quase um desajustado. Entretanto, como não depende de ninguém para vencer suas dificuldades, com o crescimento vai se libertando e acomodando-se às suas necessidades. Quando os filhos de Ogum conseguem equilibrar seu gênio impulsivo com sua garra, a vida lhe fica bem mais fácil. Se ele conseguisse esperar ao menos 24 hs para decidir, evitaria muitos revezes, muito embora, por mais incrível que pareça, são calculistas e estrategistas. Contar até 10 antes de deixar explodir sua zanga, também lhe evitaria muitos remorsos. Seu maior defeito é o gênio impulsivo e sua maior qualidade é que sempre, seja pelo caminho que for, será sempre um Vencedor.

A sua impaciência é marcante. Tem decisões precipitadas. Inicia tudo sem se preocupar como vai terminar e nem quando. Está sempre em busca do considerado o impossível. Ama o desafio. Não recusa luta e quanto maior o obstáculo mais desperta a garra para ultrapassá-lo. Como os soldados que conquistavam cidades e depois a largavam para seguir em novas conquistas, os filhos de Ogum perseguem tenazmente um objetivo: quando o atinge, imediatamente o larga e parte em procura de outro. É insaciável em suas próprias conquistas. Não admite a injustiça e costuma proteger os mais fracos, assumindo integralmente a situação daquele que quer proteger. Sabe mandar sem nenhum constrangimento e ao mesmo tempo sabe ser mandado, desde que não seja desrespeitado. Adapta-se facilmente em qualquer lugar. Come para viver, não fazendo questão da qualidade ou paladar da comida. Por ser Ogum o Orixá do Ferro e do Fogo seu filho gosta muito de armas, facas, espadas e das coisas feitas em ferro ou latão. É franco, muitas vezes até com assustadora agressividade. Não faz rodeio para dizer as coisas. Não admite a fraqueza e a falta de garra.

Têm um grave conceito de honra, sendo incapazes de perdoar as ofensas sérias de que são vítimas. São desgarrados materialmente de qualquer coisa, pessoas curiosas e resistentes, tendo grande capacidade de se concentrar num objetivo a ser conquistado, persistentes, extraordinária coragem, franqueza absoluta chegando à arrogância. Quando não estão presos a acessos de raiva, são grandes amigos e companheiros para todas as horas.

É pessoa de tipo esguio e procura sempre manter-se bem fisicamente. Adora o esporte e está sempre agitado e em movimento, tendem a ser musculosos e atléticos, principalmente na juventude, tendo grande energia nervosa que necessita ser descarregadas em qualquer atividade que não implique em desgastes físicos.

Sua vida amorosa tende a ser muito variada, sem grandes ligações perenes, mas sim superficiais e rápidas.

OFERENDAS

Cará com Dendê e Mel: Lave um inhame em sete águas (sete vezes), depois coloque numa gamela de madeira ou alguidar. Com uma faca, bem afiado, corte-o na vertical. Na banda do lado esquerdo se passa dendê e na do lado direito mel.

Paliteiro de Ogum: Cozinhe um Cará com casca e tudo. Coloque numa gamela de madeira ou alguidar. Espete palitos de Mariô por toda a superfície. Pode regar com dendê ou mel.

O mais comum é a feijoada, servida em alguidar com farinha de mandioca, cerveja preta, também é usado peixes de água doce.


segunda-feira, 6 de julho de 2015

OXUM

Oxum é orixá da água doce e por extensão, de todos os rios. Portanto seu elemento é a água em discreto movimento nos rios, a água semi parada das lagoas não pantanosas, pois as predominantemente lodosas são destinadas à Nanã que é um orixá geralmente cultuado no candomblé e em nossa casa é cultuada na mesma linha de Oxum ou de Atoto Obaluaie, principalmente as cachoeiras são de Oxum, onde costumam ser-lhe entregues as comidas rituais votivas e presentes de seus filhos. Nas lendas é a filha predileta de Oxalá e Yemanja, é aquela que carrega consigo vibrações desses dois orixás ancestrais, mãe pura e amorosa.

Oxum domina os rios e as cachoeiras, ou seja, atrás de uma superfície aparentemente calma podem existir fortes correntes e cavernas profundas. Oxum é conhecida por sua delicadeza. As lendas adornam-na com ricas vestes e objetos de uso pessoal Orixá feminino, onde sua imagem é quase sempre associada a maternidade, sendo comum ser invocada com a expressão "Mamãe Oxum".

À Oxum pertence o ventre da mulher e ao mesmo tempo controla a fecundidade, por isso as crianças lhe pertencem. A maternidade é sua grande força, tanto que quando uma mulher tem dificuldade para engravidar é à Oxum que se pede ajuda. Oxum é essencialmente o Orixá das mulheres, preside a menstruação, a gravidez e o parto. Desempenha importante função nos ritos de iniciação, que são a gestação e o nascimento. Orixá da maternidade ama as crianças, protege a vida e tem funções de cura.

Oxum mostrou que a menstruação, em vez de constituir motivo de vergonha e de inferioridade nas mulheres, pelo contrário proclama a realidade do poder feminino, a possibilidade de gerar filhos. Fecundidade e fertilidade são abundância e fartura e num sentido mais amplo a fertilidade irá atuar no campo das ideias, despertando a criatividade do ser humano, que possibilitará o seu desenvolvimento. Oxum tem a ela ligado o conceito de fertilidade e é a ela que se dirigem as mulheres que querem engravidar, sendo sua a responsabilidade de zelar tanto pelos fetos em gestação até o momento do parto, onde Iemanjá ampara a cabeça da criança e a entrega aos seus Pais e Mães de cabeça. Oxum continua ainda zelando pelas crianças recém-nascidas, até que estas aprendam a falar. Oxum é o orixá da riqueza dona do ouro, fruto das entranhas da terra.

Ela estimula a união matrimonial, e favorece a conquista da riqueza espiritual e a abundância material. Atua na vida dos seres estimulando em cada um os sentimentos de amor, fraternidade e união.

As entidades da linha de Oxum costumam ser amorosos, porém com rigidez (assim como uma mãe zelosa educa seu filho), zelam pela boa conduta dos filhos da casa, ajudam muito em questões psicológicas como depressão, desânimo etc.

CARACTERISTICAS

Cor: Azul Escuro (Em algumas casas: Amarelo)
Fio de Contas: Cristal azul escuro. (Em algumas casas: Amarelo)
Ervas: Pata de vaca, Erva de Santa Maria, Dinheiro em Penca, Manjericão Branco, Calêndula,Narciso.
Símbolo: Coração ou cachoeira
Pontos da Natureza: Cachoeira e rios (calmos)
Flores: Lírio, rosa amarela.
Essências: Lírio, rosa.
Pedras: Topázio (amarelo e azul).
Metal: Ouro
Saúde: Órgãos reprodutores (femininos), coração.
Planeta: Vênus (Lua)
Dia da Semana: Sábado
Elemento: Água
Chakra: Cardíaco e Umbilical (Frontal)
Saudação: ORA AIE EU (salve menina cuidadosa, salve rainha Oxum) 

Bebida: Champanhe
Animais: Pomba Rola.
Comidas: Omolocum. Ipeté. Quindim (Em algumas casas: banana frita, moqueca de peixe e pirão feito com a cabeça do peixe)
Data Comemorativa: 12 de outubro
Sincretismo:  Nossa Senhora Da Conceição, Nossa Senhora Da Aparecida, Nossa Senhora Da Fátima, Nossa Senhora Da Lourdes, Nossa Senhora Das Cabeças, Nossa Senhora De Nazaré.
Incompatibilidades: abacaxi, barata

CARACTERISTICAS DOS FILHOS DE OXUM

Os filhos de Oxum amam espelhos, jóias caras, ouro, são impecáveis no trajar e não se exibem publicamente sem primeiro cuidar da vestimenta, do cabelo e as mulheres da pintura. As pessoas de Oxum são vaidosas, elegantes, sensuais, adoram perfumes, jóias caras, roupas bonitas, tudo que se relaciona com a beleza.

Talvez ninguém tenha sido tão feliz para definir a filha de Oxum como o pesquisador da religião africana, o francês Pierre Verger, que escreveu: "o arquétipo de Oxum é das mulheres graciosas e elegantes, com paixão pelas jóias perfumes e vestimentas caras. Das mulheres que são símbolo do charme e da beleza. Voluptuosas e sensuais, porém mais reservadas que as de Iansã. Elas evitam chocar a opinião publica, á qual dão muita importância. Sob sua aparência graciosa e sedutora, escondem uma vontade muito forte e um grande desejo de ascensão social".

Os filhos de Oxum são mais discretos, pois, assim com apreciam os destaques sociais temem os escândalos ou qualquer coisa que possa denegrir a imagem de inofensivos, bondosos, que constroem cautelosamente. A imagem doce, que esconde uma determinação forte e uma ambição bastante marcante.

Os filhos de Oxum têm tendência para engordar; gostam da vida social, das festas e dos prazeres em geral. Gostam de chamar a atenção do sexo oposto. O sexo é importante para os filhos de Oxum. Eles tendem a ter uma vida sexual intensa e significativa, mas diferente dos filhos de Iansã ou Ogum. Representam sempre o tipo que atrai e que é sempre perseguido pelo sexo oposto. Aprecia o luxo e o conforto, é vaidoso, elegante, sensual e gosta de mudanças, podendo ser infiel. Despertam ciúmes nas mulheres e se envolvem em intrigas.

Na verdade os filhos de Oxum são narcisistas demais para gostarem muito de alguém que não eles próprios, mas sua facilidade para a doçura, sensualidade e carinho pode fazer com que pareçam os seres mais apaixonados e dedicados do mundo. São boas donas de casa e companheiras. São muito sensíveis a qualquer emoção, calmos, tranquilos, emotivos, normalmente têm uma facilidade muito grande para o choro.

O arquétipo psicológico associado a Oxum se aproxima da imagem que se tem de um rio, das águas que são seu elemento, aparência da calma que pode esconder correntes, buracos no fundo, grutas tudo que não é nem reto nem direto, mas pouco claro em termos de forma, cheio de meandros.

Faz parte do tipo, certa preguiça coquete, uma ironia persistente, porém discreta e na aparência, apenas inconsequente. Pode vir a ser interesseiro e indeciso, mas seu maior defeito é o ciúme. Um dos defeitos mais comuns associados à superficialidade de Oxum é compreensível como manifestação mais profunda: seus filhos tendem a ser fofoqueiros, mas não pelo mero prazer de falar e contar os segredos dos outros, mas porque essa é a única maneira de terem informações em troca.

É muito desconfiado e possuidor de grande intuição que muitas vezes é posta à serviço da astúcia, conseguindo tudo que quer com imaginação e intriga. Os filhos de Oxum preferem contornar habilmente um obstáculo a enfrentá-lo de frente. Sua atitude lembra o movimento do rio, quando a água contorna uma pedra muito grande que está em seu leito, em vez de chocar-se violentamente contra ela, por isso mesmo, são muito persistentes no que buscam, tendo objetivos fortemente delineados, chegando mesmo a ser incrivelmente teimosos e obstinados.

Entretanto, ás vezes, parecem esquecer um objetivo que antes era tão importante, não se importando mais com o mesmo. Na realidade, estará agindo por outros caminhos, utilizando outras estratégias.

Oxum é assim: bateu, levou. Não tolera o que considera injusto e adora uma pirraça. Da beleza à destreza, da fragilidade à força, com toque feminino de bondade.


OFERENDAS

Omolocum: Feijão fradinho cozido, passado no azeite de dendê com salsa picada e camarão seco também picado ou ralado. Coloca-se em tigela de louça branca, acrescentando de ovos cozidos por cima.
Prato de louça branca com arroz cru e uma gema de ovo no centro representando a vida, a fertilidade, com folhas de boldo decorando as bordas.


sexta-feira, 3 de julho de 2015

LENDAS DOS ORIXÁS

LENDAS (s.f. Narrativa de caráter maravilhoso, em que fatos históricos são deformados pela imaginação popular ou pela invenção poética. As lendas frequentemente contêm um elemento real, mas às vezes são inverídicas.)

O orixá nunca teve vida na carne, as lendas servem para explicar seus pontos de atuação na natureza e a influência na personalidade humana.
Existem alguns orixás que são ditos de candomblé, mais partindo do principio que orixá é uma vibração energética um ser de imensa luz, todos os orixás podem ser de umbanda, pois a umbanda é uma religião de inclusão o que impossibilita seus seguidores de excluir este ou aquele orixá, o que se exclui pela pureza da umbanda são rituais antigos que não condizem com os dias de hoje, pois assim como a humanidade evolui a religião automaticamente vai se adequando para que suas raízes sejam preservadas.
Na umbanda as lendas servem apenas como referencia para a regência dos orixás, o candomblé acredita que os orixás viveram na Terra muito tempo antes da raça humana e as lendas se passa nessa época, na umbanda um orixá jamais poderia ter vida terrena por ser uma energia pura e ancestral. O que importa realmente não é se eles estiveram ou não na Terra e sim a força e a proteção que eles dão a seus filhos independentemente do culto que professam. É muito importante compreender que os orixás existem e que trabalham todos juntos e não separado

Vamos a algumas delas:

Oxala (lenda da criação)

Oxalá, "O Grande Orixá" ou "O Rei do Pano Branco". Foi o primeiro a ser criado por Olorum, o Deus supremo. Tinha um caráter bastante obstinado e independente.
Oxalá foi encarregado por Olorum de criar o mundo com o poder de sugerir (àbà) e o de realizar (àse). Para cumprir sua missão, antes da partida, Olorum entregou-lhe o "saco da criação". O poder que lhe fora confiado não o dispensava, entretanto de submeter-se a certas regras e de respeitar diversas obrigações como os outros orixás. Uma história de Ifá nos conta como:
Em razão de seu caráter altivo, ele se recusou fazer alguns sacrifícios e oferendas a Exu, antes de iniciar sua viagem para criar o mundo.
Oxalá pôs-se a caminho apoiado num grande cajado de estanho, seu òpá osorò ou paxorô, cajado para fazer cerimônias. No momento de ultrapassar a porta do Além, encontrou Exu, que, entre as suas múltiplas obrigações, tinha a de fiscalizar as comunicações entre os dois mundos. Exu descontente com a recusa do Grande Orixá em fazer as oferendas prescritas, vingou-se o fazendo sentir uma sede intensa. Oxalá, para matar sua sede, não teve outro recurso senão o de furar com seu paxorô, a casca do tronco de um dendezeiro. Um líquido refrescante dele escorreu: era o vinho de palma. Ele bebeu-o ávida e abundantemente. Ficou bêbado, e não sabia mais onde estava e caiu adormecido. Veio então Odudua, criado por Olorum depois de Oxalá e o maior rival deste. Vendo o Grande Orixá adormecido, roubou-lhe o "saco da criação", dirigiu-se à presença de Olorum para mostrar-lhe o seu achado e lhe contar em que estado se encontrava Oxalá. Olorum exclamou: "Se ele está neste estado, vá você, Odudua! Vá criar o mundo!" Odudua saiu assim do Além e encontrou diante de uma extensão ilimitada de água.
Deixou cair a substância marrom contida no "saco da criação". Era terra. Formou-se, então, um montículo que ultrapassou a superfície das águas. Aí, ele colocou uma galinha cujos pés tinham cinco garras. Esta começou a arranhar e a espalhar a terra sobre a superfície das águas.
Onde ciscava, cobria as águas, e a terra ia se alargando cada vez mais, o que em iorubá se diz ilè nfè, expressão que deu origem ao nome da cidade de Ilê Ifé. Odudua aí se estabeleceu, seguido pelos outros orixás, e tornou-se assim o rei da terra.
Quando Oxalá acordou não mais encontrou ao seu lado o "saco da criação". Despeitado, voltou a Olorum. Este, como castigo pela sua embriaguez, proibiu ao Grande Orixá, assim como aos outros de sua família, os orixás funfun, ou "orixás brancos", beber vinho de palma e mesmo usar azeite-de-dendê. Confiou-lhe, entretanto, como consolo, a tarefa de modelar no barro o corpo dos seres humanos, aos quais ele, Olorum, insuflaria a vida.
Por essa razão, Oxalá também é chamado de Alamorere, o "proprietário da boa argila".
Pôs-se a modelar o corpo dos homens, mas não levava muito a sério a proibição de beber vinho de palma e, nos dias em que se excedia, os homens saiam de suas mãos contrafeitas, deformadas, capengas, corcundas. Alguns, retirados do forno antes da hora, saíam mal cozidos e suas cores tornavam-se tristemente pálidas: eram os albinos. Todas as pessoas que entram nessas tristes categorias são-lhe consagradas e tornam-se adoradoras de Oxalá.

Iemanjá

Yemanjá foi casada com Okere. Como o marido a maltratava, ela resolveu fugir para a casa do pai Olokum.
Okere mandou um exército atrás dela mas, quando estava sendo alcançada, Yemanjá se transformou num rio para correr mais depressa. Mais adiante, Okere a alcançou e pediu que voltasse; como Yemanjá não atendeu, ele se transformou numa montanha, barrando sua passagem.
Então Yemanjá pediu ajuda a seu filho Xangô; o orixá do fogo juntou muitas nuvens e, com um raio, provocou uma grande chuva, que encheu o rio; com outro raio, partiu a montanha em duas e Yemanjá pôde correr para o mar.

Oxum

Diz a lenda que quando os Orixás chegaram à terra, organizaram reuniões onde mulheres não eram admitidas. Osun ficou aborrecida por ter sido posta de lado, por não poder participar de todas as decisões. Para se vingar, tornou as mulheres estéreis e impediu que as atividades desenvolvidas pelos deuses chegassem a resultados favoráveis.
Desesperados, os Orixás dirigiram-se a Olodumaré e explicaram-lhe que as coisas iam mal sobre a terra, apesar das decisões que tomavam em suas assembleias. Olodumaré explicou-lhes então que, sem a presença de Osun e seu poder sobre a fecundidade, nenhum de seus empreendimentos poderia dar certo. De volta à terra, os Orixás convidaram Osun para participar de seus trabalhos, o que ela acabou aceitando, depois de muito lhe rogarem. Em seguida, as mulheres tornaram-se fecundas e todos os projetos obtiveram felizes resultados.

Ogum

Ogum lutava sem cessar contra os reinos vizinhos. Ele trazia sempre um rico espólio em suas expedições, além de numerosos escravos. Todos estes bens conquistados, ele entregava a Odúduá, seu pai, rei de Ifé.
Ogum continuou suas guerras. Durante uma delas, ele tomou Irê e matou o rei, Onirê e o substituiu pelo próprio filho, conservando para si o título de Rei. Ele é saudado como Ogum Onirê! - "Ogum Rei de Irê!"
Entretanto, ele foi autorizado a usar apenas uma pequena coroa, "akorô". Daí ser chamado, também, de Ogum Alakorô - "Ogum dono da pequena coroa".
Após instalar seu filho no trono de Irê, Ogum voltou a guerrear por muitos anos. Quando voltou a Irê, após longa ausência, ele não reconheceu o lugar. Por infelicidade, no dia de sua chegada, celebrava-se uma cerimônia, na qual todo mundo devia guardar silêncio completo. Ogum tinha fome e sede. Ele viu as jarras de vinho de palma, mas não sabia que elas estavam vazias. O silêncio geral pareceu-lhe sinal de desprezo. Ogum, cuja paciência é curta, encolerizou-se. Quebrou as jarras com golpes de espada e cortou a cabeça das pessoas. A cerimônia tendo acabado, apareceu, finalmente, o filho de Ogum e ofereceu-lhe seus pratos prediletos: caracóis e feijão, regados com dendê, tudo acompanhado de muito vinho de palma. Ogum, arrependido e calmo, lamentou seus atos de violência, e disse que já vivera bastante, que viera agora o tempo de repousar. Ele baixou, então, sua espada e desapareceu sob a terra. Ogum tornara-se um Orixá.

Oxossi

A cada ano, apos a colheita, o rei de Ijexá saudava a abundância de alimentos com uma festa, oferecendo a população inhame, milho e côco. O rei comemorava com sua família e seus súditos; só as feiticeiras não eram convidadas.
Furiosas com a desconsideração, enviaram a festa um pássaro gigante que pousou no teto do palácio, encobrindo-o e impedindo que a cerimônia fosse realizada.
O rei mandou chamar os melhores caçadores da cidade. O primeiro conhecido como òsótògún tinha vinte flechas. Ele lançou todas elas, mas nenhuma acertou o grande pássaro. Então o rei aborreceu-se, e mandou-o embora.
Um segundo caçador conhecido como òsótogí se apresentou, este com quarenta flechas; o fato repetiu-se e o rei mandou prendê-lo. Osótododá, o caçador de 50 flechas, também não foi feliz.
Bem próximo dali vivia òsótokansósó, um jovem que costumava caçar à noite, antes do sol nascer. Ele usava apenas uma flecha vermelha. O rei mandou chamá-lo para dar fim ao pássaro. Sabendo da punição imposta aos outros caçadores, a mãe de òsótokansósó, temendo pela vida do filho, consultou um babalaô que aconselhou que se fosse feita uma oferenda para as feiticeiras, assim ele teria sucesso.
A oferenda consistia em sacrificar uma galinha e na hora da entrega dizer três vezes: que o peito do pássaro receba esta oferenda! Nesse exato momento, òsótokansósó deveria atirar sua única flecha. E assim o fez, acertando o pássaro bem no peito. O povo então gritava: oxó wussi, (caçador do povo) passando a ser conhecido por oxóssi. O rei, agradecido pelo feito, deu ao caçador metade de sua riqueza e a cidade de ketu, "terra dos panos vermelhos", onde osóssi governou até sua morte, tornando-se depois um Orixá.

Xango

Certa vez, viu-se Xangô acompanhado de seus exércitos frente a frente com um inimigo que tinha ordens de seus superiores de não fazer prisioneiros, as ordens era aniquilar o exército de Xangô, e assim foi feito, aqueles que caiam prisioneiros eram barbaramente aniquilados, destroçados, mutilados e seus pedaços jogados ao pé da montanha onde Xangô estava. Isso provocou a ira de Xangô que num movimento rápido, bate com o seu machado na pedra provocando faíscas que mais pareciam raios. E quanto mais batia mais os raios ganhavam forças e mais inimigos com eles abatia. Tantos foram os raios que todos os inimigos foram vencidos. Pela força do seu machado, mais uma vez Xangô saíra vencedor. Aos prisioneiros, os ministros de Xangô pediam os mesmo tratamento dado aos seus guerreiros, mutilação, atrocidades, destruição total. Com isso não concordou com Xangô.
- Não! O meu ódio não pode ultrapassar os limites da justiça, eram guerreiros cumprindo ordens, seus líderes é quem devem pagar!
E levantando novamente seu machado em direção ao céu, gerou uma série de raios, dirigindo-os todos, contra os líderes, destruindo-os completamente e em seguida libertou a todos os prisioneiros que fascinados pela maneira de agir de Xangô, passaram a segui-lo e fazer parte de seus exércitos.

Iansã

Chegando de viagem à aldeia onde nascera, Obaluaiê viu que estava acontecendo uma festa com a presença de todos os orixás. Obaluaiê não podia entrar na festa, devido à sua medonha aparência. Então ficou espreitando pelas frestas do terreiro. Ogum, ao perceber a angústia do Orixá, cobriu-o com uma roupa de palha, com um capuz que ocultava seu rosto doente, e convidou-o a entrar e aproveitar a alegria dos festejos. Apesar de envergonhado, Obaluaiê entrou, mas ninguém se aproximava dele, nenhuma mulher quis dançar com ele.
Iansã tudo acompanhava com o rabo do olho. Ela compreendia a triste situação de Obaluaiê e dele se compadecia. Iansã esperou que ele estivesse bem no centro do barracão. O xirê (festa, dança, brincadeira) estava animado. Os orixás dançavam alegremente com suas ekedes. Iansã chegou então bem perto dele e soprou suas roupas de palha com seu vento. Nesse momento de encanto e ventania, as feridas de Obaluaiê pularam para o alto, transformadas numa chuva de pipocas, que se espalharam brancas pelo barracão. Obaluaiê, o Deus das doenças, transformara-se num jovem belo e encantador.
O povo o aclamou por sua beleza. Obaluaiê ficou mais do que contente com a festa, ficou grato. E, em recompensa, dividiu com ela o seu reino. Iansã então dançou e dançou de alegria. Para mostrar a todos seu poder sobre os mortos, quando ela dançava agora, agitava no ar o eruexim (o espanta-mosca com que afasta os eguns para o outro mundo). Iansã tornou-se Iansã de Balé, a rainha dos espíritos dos mortos, a condutora dos eguns, rainha que foi sempre a grande paixão de Obaluaiê.

Obaluaie

Filho de Oxalá e Nanã, nasceu com chagas, uma doença de pele que fedia e causava medo aos outros, sua mãe Nanã morria de medo da varíola, que já havia matado muita gente no mundo. Por esse motivo Nanã, o abandonou na beira do mar.
Ao sair em seu passeio pelas areias que cercavam o seu reino, Iemanjá encontrou um cesto contendo uma criança. Reconhecendo-a como sendo filho de Nanã, pegou-a em seus braços e a criou como seu filho em seus seios lacrimosos. O tempo foi passando e a criança cresceu e tornou um grande guerreiro, feiticeiro e caçador.
Cobria-se com palha da costa, não para esconder as chagas com a qual nasceu, e sim porque seu corpo brilhava como a luz do sol. Um dia Iemanjá chamou Nanã e apresentou-a a seu filho Xapanã, dizendo: Xapanã, meu filho receba Nanã sua mãe de sangue. Nanã, este é Xapanã nosso filho. E assim Nanã foi perdoada por Omulu e este passou a conviver com suas duas mães. 


Nanã

Dizem que quando Olorum encarregou Oxalá de fazer o mundo e modelar o ser humano, o Orixá tentou vários caminhos. Tentou fazer o homem de ar, como ele. Não deu certo, pois o homem logo se desvaneceu. Tentou fazer de pau, mas a criatura ficou dura. De pedra, mas ainda a tentativa foi pior. Fez de fogo e o homem se consumiu. Tentou azeite, água e até vinho de palma, e nada. Foi então que Nanã veio em seu socorro e deu a Oxalá a lama, o barro do fundo da lagoa onde morava ela, a lama sob as águas, que é Nanã. Oxalá criou o homem, o modelou no barro. Com o sopro de Olorum ele caminhou. Com a ajuda dos Orixás povoou a Terra. Mas tem um dia que o homem tem que morrer. O seu corpo tem que voltar à terra, voltar à natureza de Nanã. Nanã deu a matéria no começo, mas quer de volta no final tudo o que é seu.





Yemanja

Yemanja ou A MÃE DAS MÃES, senhora da criação atua cuidando das famílias sejam elas carnais ou espirituais, protetora das crianças e dos navegantes.
Deusa da nação de Egbé, nação esta Iorubá onde existe o rio Yemanjá (Yemanjá). No Brasil é rainha das águas e mares. Orixá muito respeitada e cultuada é tida como mãe das mães. É protetora dos pescadores e jangadeiros.

Comparada com as outras divindades, Yemanjá é uma figura extremamente simples. Ela é um dos Orixás mais conhecidos nos cultos brasileiros, com o nome sempre bem divulgado pela imprensa, pois suas festas anuais sempre movimentam um grande número de iniciados e simpatizantes, tanto da Umbanda como do Candomblé.

É uma das rainhas das águas, sendo as duas salgadas: as águas provocadas pelo choro da mãe que sofre pela vida de seus filhos, que os vê se afastarem de seu abrigo tomando rumos independentes, e o mar (calunga grande), sua morada, local onde costuma receber os presentes e oferendas dos devotos.

A majestade dos mares, senhora dos oceanos, sereia sagrada, Yemanjá é a rainha das águas salgadas, regente absoluta dos lares, protetora da família. Chamada também de Deusa das Pérolas, é aquela que apara a cabeça dos bebês no momento de nascimento.

Numa Casa de Santo, Yemanjá atua dando sentido ao grupo, à comunidade ali reunida e transformando essa convivência num ato familiar, criando raízes e dependência, proporcionando sentimento de irmão para irmão em pessoas que há bem pouco tempo não se conheciam, proporcionando também o sentimento de pai para filho ou de mãe para filho e vice-versa. A necessidade de saber se aquele que amamos estão bem, a dor pela preocupação, é uma regência de Yemanjá, que não vai deixar morrer dentro de nós o sentido de amor ao próximo, principalmente em se tratando de um filho, filha, pai, mãe, outro parente ou amigo muito querido. É a preocupação e o desejo de ver aquele que amamos a salvo, sem problemas, é a manutenção da harmonia do lar.

É ela que proporcionará boa pesca nos mares, regendo os seres aquáticos e provendo o alimento vindo do seu reino. É ela quem controla o mar, é a praia em ressaca, é a onda do mar, é o maremoto. Protege a vida marinha.

Essa força da natureza também tem papel muito importante em nossas vidas, pois é ela que rege nossos lares, nossas casas. É ela que dá o sentido da família às pessoas que vivem debaixo de um mesmo teto. Ela é a geradora do sentimento de amor ao seu ente querido, que vai dar sentido e personalidade ao grupo formado por pai, mãe e filhos tornando-os coesos. Rege as uniões, os aniversários, as festas de casamento, todas as comemorações familiares. É o sentido da união por laços consanguíneos ou não.

As entidades da falange de Yemanjá costumam ser calmas e alegres, emanam amor e carinho pelos consulentes, buscam sempre preservar a harmonia familiar. Fazem a limpeza espiritual do ambiente e dos consulentes.

CARACTERISTICAS:

Cor: Azul Claro. (Em algumas casas: Branco, verde e rosa claro) Fio de Contas Contas e Miçangas: de cristal ou azul claro. 

Ervas: Alfazema, Embaúba, Abebê, Jarrinha, Golfo, Rama de Leite, Rosa branca, Erva de Bicho, Anis estrelado, Margarida, Camomila, Jasmim, Levante, Pessegueiro. 
Símbolo: Lua minguante, ondas, peixes. 
Pontos da Natureza: Mar. 
Flores: Rosas brancas, palmas brancas, angélicas, orquídeas, crisântemos brancos.
Essências: Jasmim, Alfazema, Rosa Branca, Orquídea, Crisântemo. 
Pedras: Pérola, Água Marinha, Lápis-Lazúli, Calcedônia, Turquesa. 
Metal: Prata. 
Saúde: Psiquismo, Sistema Nervoso. 
Planeta: Lua 
Dia da Semana: Sábado. 
Elemento: Água 
Chakra: Frontal 
Saudação: ODOIA OU ODOCIABA (mãe das águas) 
Bebida: Água Mineral ou Champanhe branca 
Animais: Peixes, Cabra Branca, Pata ou Galinha branca. 
Comidas: Peixe, Camarão, Canjica, Arroz, Manjar; Mamão. 
Data Comemorativa: 8 de dezembro (Em algumas casas: 2 de fevereiro, em 15 de agosto) 
Sincretismo: Nossa Senhora das Candeias, Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora dos Navegantes
Incompatibilidades Poeira, Sapo

CARACTERISTICAS DOS FILHOS DE YEMANJÁ:

Pelo fato de Yemanjá ser a Criação, sua filha normalmente tem um tipo muito maternal. Aquela que transmite a todos a bondade, confiança, grande conselheira. É mãe. Sempre tem os braços abertos para acolher junto de si todos aqueles que a procuram. A porta de sua casa sempre está aberta para todos, e gosta de tutelar pessoas. Tipo a grande mãe. Aquela mulher amorosa que sempre junta os filhos dos outros com os seus. O homem filho de Yemanjá carrega o mesmo temperamento: é o protetor. Cuida de seus tutelados com muito amor. Geralmente é calmo e tranquilo, exceto quando sente-se ameaçado na perda de seus filhos, isto porque não divide isto com ninguém. É sempre discreto e de muito bom gosto. Veste-se com muito capricho. É franco e não admite a mentira. Normalmente fica zangado quando ofendido e o que tem como ajuntó o orixá Ogum, torna-se muito agressivo e radical. Diferente é quando o ajuntó é Oxóssi, aí sim, é pessoa calma, tranquila, e sempre reage com muita tolerância. O maior defeito do filho de Yemanjá é o ciúme.
É extremamente ciumento com tudo que é seu, principalmente das coisas que estão sob sua guarda. Gostam de viver num ambiente confortável e, mesmo quando pobres, pode-se notar uma certa sofisticação em suas casas, se comparadas com as demais da comunidade de que fazem parte. Apreciam o luxo, as jóias caras e os tecidos vistosos e bons perfumes. Entretanto, não possuem a mesma vaidade coquete de Oxum, sempre apresentando uma idade maior, mais responsáveis e decididos do que os filhos da Oxum. A força e a determinação fazem parte de suas características básicas, assim como o sentido de amizade, sempre cercada de algum formalismo. Apesar do gosto pelo luxo, não são pessoas ambiciosas nem obcecadas pela própria carreira, detendo-se mais no dia a dia, sem grandes planos para atividades a longo prazo. Pela importância que dá a retidão e à hierarquia, Yemanjá não tolera mentira e a traição. Assim sendo, seus filhos demoram a confiar em alguém, e quando finalmente passam a aceitar uma pessoa no seu verdadeiro círculo de amigos, deixam de ter restrições, aceitando-a completamente e defendendo-a, seja nos erros como nos acertos, tendo grande capacidade de perdoar as pequenas falhas humanas. Não esquecem uma ofensa ou traição, sendo raramente esta mágoa esquecida. Um filho de Yemanjá pode tornar-se rancoroso, remoendo questões antigas por anos e anos sem esquecê-las jamais. Fisicamente, existe uma tendência para a formação de uma figura cheia de corpo, um olhar calmo, dotada de irresistível fascínio (o canto da sereia). Enquanto os filhos de Oxum são diplomatas e sinuosos, os de Yemanjá se mostram mais diretos. São capazes de fazer chantagens emocionais, mas nunca diabólicas. A força e a determinação fazem parte de seus caracteres básicos, assim como o sentido da amizade e do companheirismo.
São pessoas que não gostam de viver sozinhas, sentem falta da tribo, inconsciente ancestral, e costumam, por isso casar ou associar-se cedo. Não apreciam as viagens, detestam os hotéis, preferindo casas onde rapidamente possam repetir os mecanismos e os quase ritos que fazem do cotidiano.
Todos esses dados nos apresentam uma figura um pouco rígida, refratária a mudanças, apreciadora do cotidiano. Ao mesmo tempo, indicam alguém doce, carinhoso, sentimentalmente envolvente e com grande capacidade de empatia com os problemas e sentimentos dos outros. Mas nem tudo são qualidades em Yemanjá, como em nenhum Orixá. Seu caráter pode levar o filho desse Orixá a ter uma tendência a tentar concertar a vida dos que o cercam, o destino de todos estariam sob sua responsabilidade. Gostam de testar as pessoas.

OFERENDAS
Canjica branca cozida, leite de coco. Colocar a canjica em tigela de louça branca, despejando mel por cima, e uvas brancas, se desejar.
Manjar: Leite, maizena, leite de coco, açúcar. Também se usa frutas como mamão, maça, pêssego e champanhe branca, tudo servido em louças brancas.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

OXALA

Oxalá é o orixá regente do planeta Terra e de todo os seus habitantes, é o orixá irradiador da fé. Oxalá é considerado um pai pelos umbandistas ele se encontra logo abaixo de Deus/Olorum/Zambi junto com os outros orixás. Pai por ele ser o responsável por nós, jamais excluindo Deus/Olorum/Zambi como Pai Maior. É Oxalá o mediador entre a humanidade e Deus/Olorum/Zambi.
O uso das roupas brancas nas casas umbandistas se deve a Oxalá como forma de respeito e adoração ao ancestral dos ancestrais. O seu campo de atuação é a religiosidade dos seres, aos quais ele envia o tempo todo, as suas vibrações estimuladoras da fé individual e suas irradiações geradoras de sentimentos de religiosidade. Orixá associado à criação do mundo e da espécie humana. É calmo, sereno, pacificador, é o criador, portanto respeitado por todos os Orixás e todas as nações. Oxalá é sincretizado como Jesus Cristo, pois é ele o Orixá que zela pelos seres humanos, que intercede junto a Olorum/Deus/Zambi a nosso favor, Orixá da paz, do amor incondicional, do perdão e que se encontra dentro de cada ser vivo, lá no fundo de nossos corações ele faz sua morada. 
As atribuições de Oxalá são as de não deixar um só ser sem o amparo religioso dos mistérios da Fé. Mas nem sempre o ser absorve suas irradiações quando está com a mente voltada para o materialismo desenfreado dos espíritos encarnados.
Homenageia-se Oxalá na representação daquele que foi o "filho dileto de Deus entre os homens", entretanto, permanece, no íntimo desse sincretismo, a herança da tradição africana: "Jesus foi um enviado foi carne, nasceu, viveu e morreu entre os homens" Oxalá nasceu com a formação do mundo, no principio da criação, Jesus é um espírito de extrema evolução que foi criado depois de Oxalá, portanto: Oxalá já era antes que Jesus o fosse.
Oxalá, assim como Jesus, proporciona aos filhos a melhor forma de praticar a caridade, isto é, se doando, dando a outra face, para que na espiritualidade possamos trilhar o caminho da luz que nos conduzirá ao seu Divino Mestre.
Todos têm Oxalá em sua coroa, pois ele é o orixá regente de nosso planeta, portanto, orixá responsável por todos os seres vivos. Nas oferendas a qualquer Orixá ele é sempre lembrado, em qualquer casa de culto afro este orixá é muito importante, por todos os motivos aqui explicados e por motivos próprios as raízes de cada casa de culto. 
As entidades da falange de Oxalá, são muito sérias e serenas, trazem sempre uma mensagem de paz aos consulentes, costumam tratar o espiritual das pessoas, trabalhando em prol da fé, refazendo desgastes psicológicos, trazendo esperança aos corações machucados, tratam os consulentes como filhos e buscam reavivar e preservar a fé em Deus/Olorum/Zambi. 
Este Orixá é sempre louvado no começo de qualquer trabalho de umbanda para que traga equilíbrio e paz para a gira do dia, é louvado também para pedir ao anjo da guarda a proteção de um filho (firmar anjo da guarda). Não há em nossa casa a incorporação desse orixá pelos motivos acima citados, hoje em dia é muito raro se encontrar um filho de Oxalá. É comum encontrar a incorporação de Oxalá em outros cultos, porem na umbanda ele é uma energia cósmica ancestral, pela nossa cultura e entendimento muitos médiuns filhos de Oxala de frente não sabem lidar com essa energia e também o veem como Jesus Cristo o que impossibilita a manifestação do Orixa, Oxalá não é Jesus, talvez Jesus tenha tido Oxalá como pai de cabeça, pela sua historia podemos quase que afirmar! 

CARACTERISTICAS:

Cor: Branca
Fio de Contas: Contas e Miçangas brancas e leitosas. Firmas Brancas.
Ervas : Tapete de Oxalá (Boldo), Saião, Colônia, Manjericão Branco, Rosa Branca, Folha de Algodoeiro, Sândalo, Malva, Patchouli, Alfazema, Folha do Cravo, Neve Branca, Folha de Laranjeira. 
Símbolo: Estrela de 5 pontas. (Em algumas casas, a Cruz)
Pontos da Natureza: Todos, pois ele é o regente de nosso planeta
Flores: Lírios brancos e todas as flores que sejam dessa cor, as rosas de preferência sem espinhos.
Pedras: Diamante, cristal de rocha, perola brancas.
Metal : Prata (Em algumas casas: platina, ouro branco).
Saúde: Não tem área de saúde específica, pois abrange todo nosso corpo e nosso espírito.
Planeta: Sol.
Dia da Semana: Todos, especialmente a Sexta-Feira.
Elemento: Ar
Chakra: Coronário
Saudação: ÊPA BABÁ (olá, com admiração e espanto ao ancestral dos ancestrais)
Bebida: Água mineral, ou vinho branco doce ou vinho tinto doce.
Animais: Pomba Branca, Caramujo, coruja branca
Comidas: Canjica, Acaçá, Mungunzá.
Data Comemorativa: 25 de Dezembro
Sincretismo: Jesus. 
Incompatibilidades: Vinho de palma, dendê, carvão, roupa escura, cor vermelha, cachaça, bichos escuros. Lâminas 

CARACTERISTICAS DOS FILHOS DE OXALÁ

Os filhos de Oxalá são pessoas tranquilas, com tendência à calma, até nos momentos mais difíceis, conseguem o respeito mesmo sem que se esforcem objetivamente para obtê-lo. São amáveis e pensativos, mas nunca de maneira subserviente. Às vezes chegam a ser autoritários, mas isso acontece com os que têm Orixás guerreiros ou autoritários como adjutórios (ajuntós). 
São muito dedicados, caprichosos, mantendo tudo sempre bonito, limpo, com beleza e carinho. Respeitam a todos, mas exigem ser respeitados. Sabem argumentar bem, tendo uma queda para trabalhos que impliquem em organização. Gostam de centralizar tudo em torno de si mesmos. São reservados, mas raramente orgulhosos. 
Seu defeito mais comum é a teimosia, principalmente quando têm certeza de suas convicções, será difícil convencê-los de que estão errados ou que existem outros caminhos para a resolução de um problema. Para Oxalá, a idéia e o verbo são sempre mais importantes que a ação, não sendo raro encontrá-los em carreiras onde a linguagem (escrita ou falada) seja o ponto fundamental. 
Fisicamente, os filhos de Oxalá tendem a apresentar um porte majestoso ou no mínimo digno, principalmente na maneira de andar e não na constituição física, não é alto e magro como o filho de Ogum nem tão compacto e forte como os filhos de Xangô. Às vezes, porém, essa maneira de caminhar e se postar dão lugar a alguém com tendência a ficar curvado, como se o peso de toda uma longa vida caísse sobre seus ombros, mesmo em se tratando de alguém muito jovem.
Para que o filho de Oxalá tenha uma vida melhor, deve procurar despertar em seu interior a alegria pelas coisas que o cerca e tentar ceder à sua natural teimosia. 

OFERENDAS 

Canjica branca (sem aquele olhinho escuro e mal cozida). Colocar em tigela de louça branca. Cobrir com Algodão, Folhas de Saião ou Claras em Neve. Podendo colocar um cacho de uva branca por cima de tudo. Regar com mel
Também se faz agrado com uma mesa de frutas, que não podem ter espinhos farpas ou fiapos, como por exemplo: manga, abacaxi, carambola, cajá-manga, etc.

Piada?

Um Pai-de-Santo, para definir bem a influência dos orixás nas pessoas contou uma estória: Simulemos um fato: Imaginem duas pessoas brigando.

Passando um filho de Ogum, ou ele passa direto e nem olha, ou já vai se meter na briga. Um filho de Xangô para, fica olhando, e já começa a reclamar. Coitado do baixinho! Porque será esta briga? Acho que aquele alto não tem razão. E pior, nem sabe brigar. É um fraco. E fica questionando. Um filho de Oxóssi para, senta no chão e, rindo, fica assistindo e se deleitando com a briga. Uma filha de Iemanjá chamaria os dois, colocaria suas cabeças em seu colo e os acalmaria recomendando paz. Uma filha de Iansã já reclamaria e chamaria a polícia. Alguém perguntou:_ E uma filha de Oxum, que faria?

Ele Respondeu:_ Nada, e nem poderia. Os dois estavam brigando por causa dela...