Todos aqueles que possuem sentimentos nobres como amor, solidariedade, humildade e principalmente caridade são bem vindos.
Precisando conversar e/ou receber um passe energético (benzer) estou à disposição todos os dias, para jogar cartas (ler a sorte) somente com hora marcada.
Cobro apenas para ler as cartas R$ 70,00, para manutenção de nossa casa. Qualquer outro tipo de consulta não pode ser cobrada pois na verdadeira caridade não se coloca preço, a verdadeira caridade quem paga é Deus.
Endereço: Rua 22 nº 281 Jardim Morada do Sol Indaiatuba - SP
trabalho assistencial toda sexta feira às 20:00
telefone: 19 995829299
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PEÇO POR GENTILEZA QUE NÃO VENHAM ME PROCURAR PARA FAZER AMARRAÇÃO OU MAGIA BAIXA NÃO ACEITO FAZER ISSO POR DINHEIRO NENHUM DO MUNDO
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sábado, 25 de dezembro de 2010

SALVE OXALA

Dia 25/12 é comemorado o nascimento de Jesus Cristo que foi sincretizado na umbanda como Oxala, essa data é comemorada com trocas de presentes e festejos, eu particularmente ligo essas trocas e festejos com o nascimento de Jesus que foi um presente de Oxala a humanidade por isso todos trocam presente e festejam o dia do nascimento de Jesus ou o Presente de Oxala a humanidade!.
Oxala é o orixa regente do planeta Terra responsavel por tudo e por todos acima dele esta somente Deus/Olorum/Zambi. Os médiuns usam branco nos terreiros em respeito a ele pois a cor que o representa é o branco. O seu campo de atuação preferencial é a religiosidade dos seres, aos quais ele envia o tempo todo suas vibrações estimuladoras da fé individual e suas irradiações geradoras de sentimentos de religiosidade.
Fé! Eis o que melhor define o Orixá Oxalá.
O nosso amado Pai da Umbanda é o Orixá irradiador da fé em nível planetário e multidimensional. Oxalá é sinônimo de fé. Ele é o Trono da Fé que, assentado na Coroa Divina, irradia a fé em todos os sentidos e a todos os seres.A vibração de Oxalá habita em cada um de nós, e em toda parte de nosso corpo, porém velada pela nossa imperfeição, pelo nosso grau de evolução. É o Cristo interior, e, ao mesmo tempo, cósmico e universal; O que jamais deixou sem resposta ou sem consolo um só coração humano, cujo apelo chegasse até ele. O que procura, no seio da humanidade, homens capazes de ouvir a voz da sabedoria e que possam responder-lhe, quando pedir mensageiros para transmitir ao seu rebanho: "Estou aqui; enviai-Me".
COR: BRANCO
SÍMBOLO: ESTRELA DE CINCO PONTAS OU CRUZ
PONTOS DA NATUREZA: TODOS POIS É O REGENTE DA TERRA
DIA DA SEMANA: SEXTA FEIRA
ELEMENTO: AR
SAUDAÇÃO: EPA BABA (OLÁ COM ESPANTO E ADMIRAÇÃO AO ANCESTRAL DOS ANCESTRAIS).
SINCRETISMO: JESUS CRISTO

LENDAS DE OXALA:

Lenda da Criação
Oxalá, "O Grande Orixá" ou "O Rei do Pano Branco". Foi o primeiro a ser criado por Olorum, o deus supremo. Tinha um caráter bastante obstinado e independente.
Oxalá foi encarregado por Olorum de criar o mundo com o poder de sugerir (àbà) e o de realizar (àse). Para cumprir sua missão, antes da partida, Olorum entregou-lhe o "saco da criação". O poder que lhe fora confiado não o dispensava, entretanto de submeter-se a certas regras e de respeitar diversas obrigações como os outros orixás. Uma história de Ifá nos conta como. Em razão de seu caráter altivo, ele se recusou fazer alguns sacrifícios e oferendas a Exú, antes de iniciar sua viagem para criar o mundo.
Oxalá pôs-se a caminho apoiado num grande cajado de estanho, seu òpá osorò ou paxorô, cajado para fazer cerimônias. No momento de ultrapassar a porta do Além, encontrou Exé, que, entre as suas múltiplas obrigações, tinha a de fiscalizar as comunicações entre os dois mundos. Exé descontente com a recusa do Grande Orixá em fazer as oferendas prescritas, vingou-se o fazendo sentir uma sede intensa. Oxalá, para matar sua sede, não teve outro recurso senão o de furar com seu paxorô, a casca do tronco de um dendezeiro. Um líquido refrescante dele escorreu: era o vinho de palma. Ele bebeu-o ávida e abundantemente. Ficou bêbado, e não sabia mais onde estava e caiu adormecido. Veio então Odudua, criado por Olorum depois de Oxalá e o maior rival deste. Vendo o Grande Orixá adormecido, roubou-lhe o "saco da criação", dirigiu-se à presença de Olorum para mostrar-lhe o seu achado e lhe contar em que estado se encontrava Oxalá. Olorum exclamou: "Se ele está neste estado, vá você, Odudua! Vá criar o mundo!" Odudua saiu assim do Além e encontrou diante de uma extensão ilimitada de água.
Deixou cair a substância marrom contida no "saco da criação". Era terra. Formou-se, então, um montículo que ultrapassou a superfície das águas. Aí, ele colocou uma galinha cujos pés tinham cinco garras. Esta começou a arranhar e a espalhar a terra sobre a superfície das águas.
Onde ciscava, cobria as águas, e a terra ia se alargando cada vez mais, o que em iorubá se diz ilè nfè, expressão que deu origem ao nome da cidade de Ilê Ifé. Odudua aí se estabeleceu, seguido pelos outros orixás, e tornou-se assim o rei da terra.
Quando Oxalá acordou não mais encontrou ao seu lado o "saco da criação". Despeitado, voltou a Olorum. Este, como castigo pela sua embriaguez, proibiu ao Grande Orixá, assim como aos outros de sua família, os orixás funfun, ou "orixás brancos", beber vinho de palma e mesmo usar azeite-de-dendê. Confiou-lhe, entretanto, como consolo, a tarefa de modelar no barro o corpo dos seres humanos, aos quais ele, Olorum, insuflaria a vida.
Por essa razão, Oxalá também é chamado de Alamorere, o "proprietário da boa argila".
Pôs-se a modelar o corpo dos homens, mas não levava muito a sério a proibição de beber vinho de palma e, nos dias em que se excedia, os homens saiam de suas mãos contrafeitas, deformdas, capengas, corcundas. Alguns, retirados do forno antes da hora, saíam mal cozidos e suas cores tornavam-se tristemente pálidas: eram os albinos. Todas as pessoas que entram nessas tristes categorias são-lhe consagradas e tornam-se adoradoras de Oxalá.

Como Oxalá se Tornou o Pai da Criação
Iemanjá, a filha de olokum, foi escolhida por olorum para ser a mãe dos orixás. como ela era muito bonita, todos a queriam para esposa; então, o pai foi perguntar a orumilá com quem ela deveria casar. orumilá mandou que ele entregasse um cajado de madeira a cada pretendente; depois, eles deveriam passar a noite dormindo sobre uma pedra, segurando o cajado para que ninguém pudesse pegá-lo. na manhã seguinte, o homem cujo cajado estivesse florido seria o escolhido por orumilá para marido de iemanjá. os candidatos assim fizeram; no dia seguinte, o cajado de oxalá estava coberto de flores brancas, e assim ele se tornou pai dos orixás.

OXALA MEU PAI TEM PENA DE NÓS TEM DÓ,
SE AS VOLTAS DO MUNDO É GRANDE MEU PAI,
SEUS PODERES SÃO MAIOR!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

LIÇÃO DE EXU


Em um Dia agitado em Todo Mundo Exu Rondava a Visitar os Seus Filhos Que Haviam se esquecido dos Aliados  do Plano Espiritual Quando se deparou Com uma Situação Muito Interessante, era um filho Seu que Não Havia Esquecido o Pai, Porém Estava Revoltado e Decidido a Blasfemar o quanto Pudesse a quem um Dia o ajudara Tanto. Esse filho estava Tão Revoltado que Gritava aos Quatro Cantos e Exu Decidiu Parar Ali e Ver o Que Pensava Sobre ele Aquele Filho Revoltado Que Não Parava de Gritar:

-Foi Exu, é Tudo Culpa Daquele Demonio dos Infernos. Eu o Servi Por Muitos Anos Como um escravo e Veja Hoje a Minha Situação, Não Tenho Familia, Dinheiro, Amigos e Nem Mesmo um Teto Para Morar. Não Caiam na Tentação do Demonio Ele Lhes Prometera Muitas Coisas Mais no Final Nada Fará Por Vocês...
Ele Continuou Durante Horas a Blasfemar Quem Tanto o Ajudara Num Passado Recente e Só Parou Quando Viu a Magestosa Figura do Guardião das Encruzas a Sua Frente Indagando-o:
-Por Que essa Revolta Homem?
-Porque fez isso comigo? Para que me Deixar Chegar a esse Ponto?_respondeu Com Outra Indagação o Homem_

E Exu explicou:
-Não Fui Eu Que o Deixei Chegar a esse Ponto, você é Que se Jogou Nessa Lama Onde Hoje se Encontra! Lembra-se que Errou Querendo Fazer Furtuna Com um Dom que Lhe foi Concedido Para Auxiliar ao Proximo, Lembra-se que Nada Além da Paz e Satsfação Espiritual Foi Prometido a Você, e que Também Eu Lhe Disse que a Estabilidade Material Só Viria Após a Maturidade Espiritual.
-Sim Sei que Errei, Mas Sei Também que Vós Errou Junto a Mim Pois Quando Eu Lhe Enviava Algum Pensamento ou Pedido de Ma Fé o Senhor Não Me Dizia se eu Estava Certo ou Errado!_Respondeu o Homem em Prantos_

E Exu Após Uma Gargalhada Retrucou:
-Eu Nunca Lhe Disse se Estava Certo ou Errado Por Que Não Existe Certo ou Errado, Bom ou Ruim, Existe Apenas Aquilo que é Justo. Eu Sou Exu e Trabalho Em Harmonia Com o Universo, Eu Não Sou Bom e Não Sou Ruim, Não Sou Certo e Nem Tampouco Errado, Sou Apenas Justo. Você Fez Muito Mal a Muitos que o Procuraram Buscando Auxilio e Por Isso se encontra Assim Hoje Pois Não Procurou a Paz de Espirito, Apenas Visou a Abonança Material que Como Eu Ja o Havia Alertado Só Viria Após Uma Maturidade Espiritual, que Por Sua Vez Dependia de Sua Paz de Espirito que Só Viria Com a Cariade e Compaixão ao Proximo. Você Sabia De Tudo Isso, Porém Preferiu Seguir um Caminho Mais Longo e Doloroso. Eu Não Interferi em Nenhum Moento Pois se Assim Fizesse Estaria Influindo no Seu Livre Arbitrio.
-Tudo Bem Agora Compreendo que Para  Estar Bem é Preciso Querer Bem a Todos a Nossa Volta e Não Somente o Nosso, Mas Agora que Entendi Por Favor Ajude-me, Esteja Ao Meu Lado e Reerga-me Com Todo Seu Axé?!_Implorou o Homem Ja Caido ao Chão Sem Forças Após Tanto Chorar_

E Exu Com Uma Nova Gargalhada Exclamou:

-Nunca Deixei de Estar ao Teu Lado, Nunca Lhe Neguei a Mão Você Foi quem Virou-me as Costas e Desistiu de Viver. Para se Reerguer Basta se Levantar e Continuar Sua Jornada Honestamente, e se Assim O Fizer Sempre que Precisar Eu Serei Justo e o Ajudarei, Porém se Novamente Errar Novamente Serei Justo e o Punirei.

EXU, O Justo Guardião das Encruzas
 Bruno Conrado do Espirito Santo

domingo, 12 de dezembro de 2010

YEMANJA 08/12

YEMANJA RAINHA DAS ONDAS SEREIA DO MAR
YEMANJA SEU CANTO É BONITO QUANDO VEM DO AR
MAIS COMO É LINDO O CANTO DE YEMANJA 
QUE FAZ ATÉ OS PESCADORES CHORAR
QUEM OUVIR A MAE D'AGUA CANTAR
VAI COM ELA PRO FUNDO DO MAR

Dia 08/12 dia de Nossa Senhora da Conceição sincretizada em nossa umbanda como Yemanja e em algumas casas como Oxum. Yemanja ou A MÃE DAS MÃES, senhora da criação atua cuidando das familias sejam elas carnais ou espirituais, protetora das crianças e dos navegantes. 
Deusa da nação de Egbé, nação esta Iorubá onde existe o rio Yemojá (Yemanjá). No Brasil, rainha das águas e mares. Orixá muito respeitada e cultuada é tida como mãe de quase todos os Orixás Iorubanos, enquanto a maternidade dos Orixás Daomeanos é atribuída a Nanã. Por isso à ela também pertence a fecundidade. É protetora dos pescadores e jangadeiros.
Comparada com as outras divindades do panteão africano, Yemanjá é uma figura extremamente simples. Ela é uma das figuras mais conhecidas nos cultos brasileiros, com o nome sempre bem divulgado pela imprensa, pois suas festas anuais sempre movimentam um grande número de iniciados e simpatizantes, tanto da Umbanda como do Candomblé. 
É uma das rainhas das águas, sendo as duas salgadas: as águas provocadas pelo choro da mãe que sofre pela vida de seus filhos, que os vê se afastarem de seu abrigo, tomando rumos independentes; e o mar, sua morada, local onde costuma receber os presentes e oferendas dos devotos.
 A majestade dos mares, senhora dos oceanos, sereia sagrada, Yemanjá é a rainha das águas salgadas, regente absoluta dos lares, protetora da família. Chamada também de Deusa das Pérolas, é aquela que apara a cabeça dos bebês no momento de nascimento.
Numa Casa de Santo, Yemanjá atua dando sentido ao grupo, à comunidade ali reunida e transformando essa convivência num ato familiar; criando raízes e dependência; proporcionando sentimento de irmão para irmão em pessoas que há bem pouco tempo não se conheciam; proporcionando também o sentimento de pai para filho ou de mãe para filho e vice-versa, nos casos de relacionamento dos Babalorixás (Pais no Santo) ou Ialorixás (Mães no Santo) com os Filhos no Santo. A necessidade de saber se aquele que amamos estão bem, a dor pela preocupação, é uma regência de Yemanjá, que não vai deixar morrer dentro de nós o sentido de amor ao próximo, principalmente em se tratando de um filho, filha, pai, mãe, outro parente ou amigo muito querido. É a preocupação e o desejo de ver aquele que amamos a salvo, sem problemas, é a manutenção da harmonia do lar.
É ela que proporcionará boa pesca nos mares, regendo os seres aquáticos e provendo o alimento vindo do seu reino. É ela quem controla as marés, é a praia em ressaca, é a onda do mar, é o maremoto. Protege a vida marinha. Junta-se ao orixá Oxalá complementando-o como o Princípio Gerador Feminino.

COR: AZUL CLARO OU CRISTAL
SÍMBOLO: LUA MINGUANTE, ONDAS E PEIXES
PONTOS DA NATUREZA: MAR (CALUNGA GRANDE)
DIA DA SEMANA: SÁBADO
ELEMENTO: ÁGUA
SAUDAÇÃO: odoia ou odociaba (mãe das águas)

SINCRETISMO: Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora dos Navegantes
, Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora das Candeias

Lendas de Yemanjá

Yemanjá teve muitos problemas com os filhos. Ossain, o mago, saiu de casa muito jovem e foi viver na mata virgem estudando as plantas. Contra os conselhos da mãe, Oxossi bebeu uma poção dada por Ossain e, enfeitiçado, foi viver com ele no mato. Passado o efeito da poção, ele voltou para casa mas Yemanjá, irritada, expulsou-o. Então ogum a censurou por tratar mal o irmão. Desesperada por estar em conflito com os três filhos, Yemanjá chorou tanto que se derreteu e formou um rio que correu para o mar.

Yemanjá foi casada com Okere. Como o marido a maltratava, ela resolveu fugir para a casa do pai Olokum. Okere mandou um exército atrás dela mas, quando estava sendo alcançada, Yemanjá se transformou num rio para correr mais depressa. Mais adiante, Okere a alcançou e pediu que voltasse; como Yemanjá não atendeu, ele se transformou numa montanha, barrando sua passagem. Então Yemanjá pediu ajuda a Xangô; o orixá do fogo juntou muitas nuvens e, com um raio, provocou uma grande chuva, que encheu o rio; com outro raio, partiu a montanha em duas e Yemanjá pôde correr para o mar.

Exu, seu filho, se encantou por sua beleza e tomou-a a força, tentando violentá-la. Uma grande luta se deu, e bravamente Yemanjá resistiu à violência do filho que, na luta, dilacerou os seios da mãe. Enlouquecido e arrependido pelo que fez, Exu “saiu no mundo” desaparecendo no horizonte. Caída ao chão, Yemanjá entre a dor, a vergonha, a tristeza e a pena que teve pela atitude do filho, pediu socorro ao pai Olokum e ao criador Olorum. E, dos seus seios dilacerados, a água, salgada como a lágrima, foi saindo dando origem aos mares. Exu, pela atitude má, foi banido para sempre da mesa dos orixás, tendo como incumbência eterna ser o guardião, não podendo juntar-se aos outros na corte.
Por isso Yemanjá é representada na imagem com grandes seios, simbolizando a maternidade e a fecundidade. 

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

DIÁLOGO ENTRE OXALA E EXU


O céu e a terra fundiam-se no horizonte distante, parecendo uma coisa só, como se não houvesse separação entre o mundo espiritual e o material, a consciência individual e a cósmica.
Sentado sobre uma pedra em uma enorme montanha, de cabeça baixa e olhos apenas entreabertos, Exu observava o fenômeno da natureza e refletia sobre o seu interminável trabalho.
Como é difícil a humanidade – pensou em certo momento – parece nunca estar satisfeita, está sempre querendo mais e, em sua essência egoísta desarmoniza tudo, tudo... Tudo que era para ser tão simples acaba tão complicado.
Com os olhos habituados a enxergar na escuridão e na distância, Exu observou cada canto daqueles arredores. Viu pessoas destruindo a si mesmas através de vícios variados, viu maldades premeditadas e outras praticadas como se fossem atos da mais perfeita normalidade. Viu injustiças, principalmente contra os mais fracos e indefesos. Com seus ouvidos, também atentos a tudo, ouviu mentiras, palavras de maledicência, gritos de ódio e sussurros de traição.
Exu suspirou.
Serei eu o diabo da humanidade? – pensou ironicamente, ao lembrar o quanto era associado à figura do demônio. Passou horas observando coisas que estava habituado a ver todos os dias: mentiras, fraudes, corrupção, traições, inveja, e uma gama enorme de sentimentos negativos.
Foi quando estava imerso nesses pensamentos que Exu ouviu uma voz ao seu lado, dizendo naquele tom austero, porém complacente:
Laroyê, Senhor Falante.
Exu ergueu os olhos e vislumbrou a figura altiva de Oxalá.
Èpa Bàbá – respondeu Exu, fazendo um pequeno movimento com a cabeça, em sinal de respeito.
Noto que está pensativo, amigo Exu – falou Oxalá.
Exu respirou fundo, contemplou novamente o horizonte e respondeu:
Trabalhamos tanto... e incansavelmente, mas os homens parecem não valorizar nosso esforço.
Oxalá moveu os lábios para dizer algo, mas antes que isso acontecesse, Exu, como que prevendo o que seria dito, continuou:
Não falo em tom de reclamação, sou um trabalhador incansável e o amigo sabe disso. É com prazer que levo o que tem ser levado e retiro o que deve ser retirado. É com satisfação que abro ou fecho os caminhos, de acordo com a necessidade de cada um, é com resignação que acolho sobre minhas costas largas a culpa do mal que muitos espíritos encarnados e desencarnados fazem, não reclamo do meu trabalho. Sou Exu, para mim não existe frio ou calor, cansaço ou preguiça, existe apenas a necessidade de cumprir a tarefa para qual fui designado.
Se mostra tão resignado e, no entanto, parece que deixa-se abater pelo desânimo – comentou Oxalá, apoiando-se em seu paxorô.
Exu soltou uma gargalhada, ao que Oxalá deu um leve sorriso, com um movimento quase imperceptível no canto direito dos lábios.
Não sou resignado nem tampouco estou desanimado – falou Exu – estou pensativo sobre pouca inteligência dos homens. Veja só: como responsável pela aplicação da Lei Cármica observo muita coisa. Observo não apenas o sofrimento que alguns homens impõem a si mesmos, mas vejo também as incessantes oportunidades que o Universo dá a cada um dos seres que habitam a Terra. O aprendizado que tanto precisam lhes é dado por bem, mas quase nunca enxergam pelo amor, então lhes é dada a oportunidade de aprender pela dor, mas geralmente só lembram a lição enquanto a dor está a alfinetar sua carne. Com o alívio vem o esquecimento e todos os erros e vícios voltam a aflorar.
Oxalá fez menção de dizer algo, mas com o dedo em riste entre os lábios, novamente Exu o impediu de falar.
Ouça – disse Exu, colocando a mão em concha na orelha, como se ele e Oxalá precisassem disso para ouvir melhor. E ambos ouviram o som que vinha da Terra. O som da inveja, dos maus sentimentos, da maledicência, da promiscuidade, da ganância. Exu deu outra gargalhada e disse:
Percebe? Temos trabalho por muitos séculos ainda.
E isso não é bom? – perguntou Oxalá, que dessa vez não deixou Exu responder e continuou:
Pobres homens, ignorantes da própria grandeza espiritual e da simplicidade do Universo. Se não desconhecessem tanto o funcionamento das coisas, seriam mais felizes.
Não estão preocupados em discernir o bem do mal – resmungou Exu.
E você está, Senhor Falante? – tornou Oxalá.
Mais uma vez Exu gargalhou.
Para mim não existe o bem ou o mal. Existe o justo, bem sabe disso.
Então por que tenta exigir esse discernimento dos pobres homens?
Eu conheço os caminhos – respondeu Exu um tanto irritado – para mim não existem obstáculos, todos os caminhos se abrem em encruzilhadas. Para mim as portas nunca se fecham e as correntes nunca prendem. Conheço o sutil mistério que separa aquilo que chamam de bem daquilo que chamam de mal. Não sou maniqueísta, não sou benevolente, pois não dou a quem não merece, mas também não sou cruel, pois sempre ajo dentro da Lei. Os homens, coitados, acreditam na visão simplista do bem e do mal, como se todo o Universo, em sua “complexa simplicidade” se resumisse apenas entre o bem e o mal.
Pobres homens – repetiu Oxalá.
Pobres homens – concordou Exu – mesmo olhando o Universo de uma forma tão simplista, dividido apenas entre bem e mal, acabam sempre demonizando tudo, achando que o mal é o melhor caminho para conseguir o que desejam ou então acreditam que são eternas vítimas do mal. E o que é pior, quase sempre eu é que sou o culpado.
Mas é você o responsável pelo mal? – perguntou Oxalá, admirando o horizonte.
Sou justo, apenas isso – respondeu Exu.
Não seria a justiça uma prerrogativa de Xangô? – tornou o maior dos orixás.
Exu olhou fundo nos olhos de Oxalá e respondeu:
Estou a serviço do Universo, de cada uma das forças que o compõe, inclusive do Senhor da Justiça.
Isso significa que trabalha em harmonia com o Universo, caro Exu?
Imaginei que soubesse disso – respondeu Exu, irônico como sempre.
Acho que sempre soube. Quando observo o horizonte e vejo o céu fundindo-se à Terra, percebo o quanto o material pode estar ligado ao espiritual. Mas também lembro que o sol vai raiar e acredito que apesar de todas as dificuldades que os próprios homens criam, é possível acender a chama da fé em seus corações. Percebo o quanto eles são falhos, mas percebo também o quanto são frágeis e precisam de nós – e nesse momento pousou a mão sobre o ombro de Exu – sejam dos que trabalham na luz ou na escuridão, pois tudo faz parte do Uno e se inter-relacionam. O mesmo homem que hoje está nas profundezas mais abissais, amanhã pode ser o mensageiro da luz.
Exu olhou para os olhos de Oxalá, como se não estivesse concordando, mas dessa vez foi Oxalá quem não deixou que o outro falasse, prosseguindo com sua narrativa:
Se não fossem os valorosos guardiões que trabalham nas regiões trevosas, dificilmente os que ali sofrem um dia alcançariam o benefício da luz. Se houvesse apenas a luz, não haveria o aprendizado, que tem como ponto de partida o desconhecimento, as trevas. O Universo tão simples é ao mesmo tempo tão inteligente, que mesmo nós, que observamos os homens a uma distância grande, às vezes nos surpreendemos com sua magnitude. Os homens são frutos que precisam amadurecer e você, amigo Exu, é a estufa que os aquece até o ponto certo da maturação e eu sou a mão que os colhe como frutos amadurecidos.
Quem diria que trabalhamos em harmonia? – disse Exu em meio a um sorriso – acreditam que vivemos a digladiar quando na verdade trabalhamos em busca de um mesmo objetivo: o aprimoramento da raça humana.
Oxalá só não soltou uma gargalhada porque não era esse seu hábito (e sim o de Exu), mas disse sem conseguir esconder o contentamento:
Então, companheiro Exu, não temos porque lamentar. A ignorância em que vivem os homens é sinal de que ainda temos trabalho a realizar. A pouca sabedoria que possuem significa que ainda estão muito próximos ao ponto de partida e cabe a nós, não importa se chamados de “direita” ou “esquerda”, auxiliá-los em sua caminhada, que é muito longa ainda. Apenas contemplar as mazelas dos corações humanos não irá auxiliá-los em nada. Sou a luz que guia os olhos da humanidade e você é o movimento que não a deixa estática. Se pararmos por um segundo sequer, atrasaremos em séculos e séculos o progresso da raça humana, que tanto depende de nós.
Nesse momento o sol começou a raiar timidamente no horizonte, separando o céu e a Terra. Exu levantou-se da sua pedra e se pôs a caminhar montanha abaixo.
Aonde vai, Senhor Falante? – perguntou Oxalá, como se não soubesse.
Vou trabalhar, Senhor dos Orixás – respondeu Exu gargalhando novamente – Esqueceu que sou um trabalhador incansável e que trabalho em harmonia com o Universo, mesmo que ele me imponha a luz do sol?
Oxalá não respondeu, mas esboçou um sorriso tímido. Assim trabalhava o Universo: sempre em harmonia. Os homens, mesmo ainda presos a tantos conceitos primários, trilhavam os primeiros passos em direção ao progresso, pois não estavam órfãos de seus orixás e protetores.
 Pelo Templo Tião D'angola e Boiadeiro Sete Porteiras.

domingo, 5 de dezembro de 2010

EPARREI IANSÃ


DIA 04/12 DIA DE MAMAE IANSÃ DONA DOS VENTOS E DAS TEMPESTADES, ORIXA DA GUERRA. 
COMO A MAIOR PARTE DOS ORIXÁS FEMININOS CULTUADOS INICIALMENTE PELOS IORUBÁS, É A DIVINDADE DE UM RIO CONHECIDO INTERNACIONALMENTE COMO RIO NÍGER, OU OIÁ, PELOS AFRICANOS, ISSO, PORÉM, NÃO DEVE SER CONFUNDIDO COM UM DOMÍNIO SOBRE A ÁGUA. 
IANSÃ É A SENHORA DOS EGUNS (ESPÍRITOS DOS MORTOS), OS QUAIS CONTROLA COM UM RABO DE CAVALO CHAMADO ERUEXIM - SEU INSTRUMENTO LITÚRGICO DURANTE AS FESTAS, UMA CHIBATA FEITA DE RABO DE UM CAVALO ATADO A UM CABO DE OSSO, MADEIRA OU METAL.É ELA QUE SERVIRÁ DE GUIA, AO LADO DE OBALUAIÊ, PARA AQUELE ESPÍRITO QUE SE DESPRENDEU DO CORPO. É ELA QUE INDICARÁ O CAMINHO A SER PERCORRIDO POR AQUELA ALMA. COMANDA TAMBÉM A FALANGE DOS BOIADEIROS.
NOS TRABALHOS DE UMBANDA É SEUS FALANGEIROS QUE AUXILIAM NOS TRABALHOS DE DESCARREGOS E QUEBRANDO DEMANDAS JUNTAMENTE COM OGUM.
COR: AMARELO EM ALGUMAS CASAS LARANJA
SÍMBOLO: RAIO, ERUEXIM (CABO DE FERRO OU COBRE COM UM RABO DE CAVALO), CHIFRE DE BUFALO
PONTOS DA NATUREZA: BAMBUZAL
DIA DA SEMANA: QUARTA FEIRA
ELEMENTO: FOGO
SAUDAÇÃO: EPARREI OIA, EPARREI IANSÃ (SALVE OIA MAE DOS NOVE ESPAÇOS DO ORUM)
SINCRETISMO: SANTA BÁRBARA


LENDAS DE IANSà

IANSÃ PASSA A DOMINAR O FOGO
 
       XANGÔ ENVIOU-A EM MISSÃO NA TERRA DOS BARIBAS, A FIM DE BUSCAR UM PREPARADO QUE, UMA VEZ INGERIDO, LHE PERMITIRIA LANÇAR FOGO E CHAMAS PELA BOCA E PELO NARIZ. OIÁ, DESOBEDECENDO ÀS INSTRUÇÕES DO ESPOSO, EXPERIMENTOU ESSE PREPARADO, TORNANDO-SE TAMBÉM CAPAZ DE CUSPIR FOGO, PARA GRANDE DESGOSTO DE XANGÔ, QUE DESEJAVA GUARDAR SÓ PARA SI ESSE TERRÍVEL PODER. 

IANSÃ GANHA DE OBALUAIÊ O PODER SOBRE OS MORTOS  

          CHEGANDO DE VIAGEM À ALDEIA ONDE NASCERA, OBALUAIÊ VIU QUE ESTAVA ACONTECENDO UMA FESTA COM A PRESENÇA DE TODOS OS ORIXÁS. OBALUAIÊ NÃO PODIA ENTRAR NA FESTA, DEVIDO À SUA MEDONHA APARÊNCIA. ENTÃO FICOU ESPREITANDO PELAS FRESTAS DO TERREIRO. OGUM, AO PERCEBER A ANGÚSTIA DO ORIXÁ, COBRIU-O COM UMA ROUPA DE PALHA, COM UM CAPUZ QUE OCULTAVA SEU ROSTO DOENTE, E CONVIDOU-O A ENTRAR E APROVEITAR A ALEGRIA DOS FESTEJOS. APESAR DE ENVERGONHADO, OBALUAIÊ ENTROU, MAS NINGUÉM SE APROXIMAVA DELE, NENHUMA MULHER QUIS DANÇAR COM ELE.

IANSÃ TUDO ACOMPANHAVA COM O RABO DO OLHO. ELA COMPREENDIA A TRISTE SITUAÇÃO DE OBALUAIÊ E DELE SE COMPADECIA. IANSÃ ESPEROU QUE ELE ESTIVESSE BEM NO CENTRO DO BARRACÃO. O XIRÊ (FESTA, DANÇA, BRINCADEIRA) ESTAVA ANIMADO. OS ORIXÁS DANÇAVAM ALEGREMENTE COM SUAS EKEDES. IANSÃ CHEGOU ENTÃO BEM PERTO DELE E SOPROU SUAS ROUPAS DE PALHA COM SEU VENTO. NESSE MOMENTO DE ENCANTO E VENTANIA, AS FERIDAS DE OBALUAIÊ PULARAM PARA O ALTO, TRANSFORMADAS NUMA CHUVA DE PIPOCAS, QUE SE ESPALHARAM BRANCAS PELO BARRACÃO. OBALUAIÊ, O DEUS DAS DOENÇAS, TRANSFORMARA-SE NUM JOVEM BELO E ENCANTADOR.
O POVO O ACLAMOU POR SUA BELEZA. OBALUAIÊ FICOU MAIS DO QUE CONTENTE COM A FESTA, FICOU GRATO. E, EM RECOMPENSA, DIVIDIU COM ELA O SEU REINO. IANSÃ ENTÃO DANÇOU E DANÇOU DE ALEGRIA. PARA MOSTRAR A TODOS SEU PODER SOBRE OS MORTOS, QUANDO ELA DANÇAVA AGORA, AGITAVA NO AR O ERUEXIM (O ESPANTA-MOSCA COM QUE AFASTA OS EGUNS PARA O OUTRO MUNDO). IANSÃ TORNOU-SE IANSÃ DE BALÉ, A RAINHA DOS ESPÍRITOS DOS MORTOS, A CONDUTORA DOS EGUNS, RAINHA QUE FOI SEMPRE A GRANDE PAIXÃO DE OBALUAIÊ. 



segunda-feira, 15 de novembro de 2010

DÚVIDAS SOBRE UMBANDA

TER DÚVIDAS E BUSCAR RESPOSTAS É SER INTELIGENTE, JULGAR ALGO, DUVIDAR, SEM CONHECER, NEM BUSCAR É SER IGNORANTE. HOJE DIA DA UMBANDA REUNI ALGUMAS QUESTÕES COMUNS NO DIA A DIA DAS PESSOAS, POIS ACIMA DE TODAS AS COISAS ESTÁ O CONHECIMENTO E ESTE É DADO A TODOS SEM RESTRIÇÕES BASTA QUERER!!!

O que é a Umbanda? 
Umbanda é religião, doutrina, culto, fé.
Umbanda é amor, caridade, humildade, solidariedade.
Umbanda é vida.
Umbanda é Deus!
A Umbanda começou a muitos e muitos anos atrás, antes de Zélio, ela começou com os escravos curadores, benzedores, com os pajés, enfim a umbanda é mais antiga do que imaginamos. O mundo evolui e seus cultos também. 

Umbanda é macumba?
Macumba segundo o dicionário é um antigo instrumento musical de percurssão de origem africana e seu tocador é chamado de macumbeiro.
Macumba segundo a "sociedade" é feitiço, maldade, etc...
A resposta então é não Umbanda não é macumba, dentro do culto umbandista não se pratica nada contra o livre arbítrio das pessoas ou seja não se interfere nas leis de Deus. Na Umbanda se valoriza o ser humano como uma centelha divina, atuando com os pólos positivos e conhecendo os negativos, sempre mantendo o equilíbrio em tudo. O primeiro ensinamento num templo de Umbanda verdadeira é macumba não existe, só te atinge aquilo que você deixa. O que existe são energias negativas, espíritos ignorantes e sofredores que podem tentar te atingir mais se você mantiver sua energia positiva ou seja se manter conectado com o Bem maior com a caridade, nada chegara em você. Jesus disse Orai e vigiai, na Umbanda esta máxima é posta em prática sempre.

Mais e os exus e pomba giras não são eles que fazem macumba?
Afirmo categoricamente que não. Não são eles, são espíritos ignorantes, guiados por médiuns inconsequentes que os conduzem ainda mais fundo no precipício que se encontram. Nada acontece na vida das pessoas sem a permissão de Deus, mesmo existindo tantas pessoas maldosas Ele as usa em nosso próprio beneficio e delas também. Quando uma pessoa passa por uma obsessão por exemplo, depois de aliviado os tormentos do espírito obsessor, a pessoa em questão procura ajuda para se manter na fé em Deus, para manter seu padrão positivo. O beneficio dado através dessa "macumba" fica nítido né? O espiríto obsessor é encaminhado pra tratamento e a pessoa obsediada na maioria dos casos passa a ver a vida com outros olhos

Então o que são exus e pomba giras?
Pois é apesar de serem tão mal falados pelos ignorantes das leis divinas, são eles que cuidam justamente dessas "macumbas", para que não faça tão mal as pessoas alvos. São eles que encaminham estes obsessores, são eles que doutrinam os espíritos ignorantes, enfim eles são os Executores das Leis Divinas e não das leis pessoais dos homens.
Essas entidades não fazem nada sem a permissão divinas, são trabalhadores de Deus nas regiões negativas, que lutam incessantemente contra os magos das trevas e outros ignorantes da verdadeira Lei.
Se você conhecer algum que seja contrário ao que eu disse aqui, cuidado pois você pode estar sendo vítima de um espírito ignorante das Leis Divinas.

Na Umbanda tem imagens de santos católicos?
Em algumas casa sim em outras não. Tudo depende da comunidade que esta inserida a tenda. As imagens para alguns servem como um elo de ligação das pessoas com os orixas, para outros é mais fácil de assimilar o que é um orixá, enfim ter imagem ou não, não importa. O importante é a caridade que é feita na casa e o amor exalado pelos seus participantes.

E aqueles que cobram para fazer trabalhos?
São os médiuns inconsequentes, ignorantes. Se Deus te deu um dom de graça, de graça você deve doar. Existem muitos charlatães que se aproveitam da fragilidade de pessoas sofridas, da ignorância sobre a espiritualidade para extorquir dinheiro, com isso esses charlatães acabam acumulando uma dívida muito alta com o Pai que um dia terá que ser saldada, e como disse antes nada acontece sem a permissão de Deus, tudo tem um motivo.

Se houver mais dúvidas a respeito da umbanda, mandem para mim terei prazer em respondê-las. Uma das melhores respostas é o hino da Umbanda nele encontramos o que ela representa. O Hino da Umbanda foi composto na década de 60, há cerca de 46 anos, por um cego que em busca de sua cura foi procurar a ajuda do Caboclo das Sete Encruzilhadas. Embora não tenha conseguido a cura por ser sua cegueira cármica, ficou apaixonado pela religião e escreveu uma canção para mostrar que poderia ver o mundo e nossa religião de outra maneira. Apresentou a composição ao Caboclo das Sete Encruzilhadas que gostou tanto que resolveu apresentá-la como Hino da Umbanda, o qual em 1961, no 2º Congresso de Umbanda, foi oficializado para todo o Brasil.

Refletiu a luz divina
com todo seu esplendor
É do reino de Oxalá
onde há paz e amor.

Luz que refletiu na terra
Luz que refletiu no mar
Luz que veio de Aruanda
Para tudo iluminar.

A Umbanda é paz e amor,
é um mundo cheio de luz,
é a força que nos dá vida
e a grandeza nos conduz.

Avante filhos de fé,
como a nossa lei não há,
levando ao mundo inteiro
a bandeira de Oxalá!

domingo, 14 de novembro de 2010

A FUNDAÇÃO DA UMBANDA

COLOCO NOVAMENTE A DISPOSIÇÃO DE NOSSO LEITORES A HISTORIA DA FUNDAÇÃO DA UMBANDA QUE DEVE SER PERPETUADA POIS O CABOCLO DAS 7 ENCRUZILHADAS EM SUA MENSAGEM FINAL (veja no fim do post) JA PREVIA O QUE ACONTECE NOS DIAS DE HOJE. AJUDEM A DIVULGAR NOSSA RELIGIÃO PARA QUE SEJA USADA COMO O CABOCLO NOS ENSINOU.
No final de 1908, Zélio Fernandino de Moraes, um jovem rapaz com 17 anos de idade, que preparava-se para ingressar na carreira militar na Marinha, começou a sofrer estranhos "ataques". Sua família, conhecida e tradicional na cidade de Neves, estado do Rio de Janeiro, foi pega de surpresa pelos acontecimentos.
Esses "ataques" do rapaz, eram caracterizados por posturas de um velho, falando coisas sem sentido e desconexas, como se fosse outra pessoa que havia vivido em outra época. Muitas vezes assumia uma forma que parecia a de um felino lépido e desembaraçado que mostrava conhecer muitas coisas da natureza.
Após examiná-lo durante vários dias, o médico da família recomendou que seria melhor encaminhá-lo a um padre, pois o médico (que era tio do paciente), dizia que a loucura do rapaz não se enquadrava em nada que ele havia conhecido. Acreditava mais, era que o menino estava endemoniado.
Alguém da família sugeriu que "isso era coisa de espiritismo" e que era melhor levá-lo à Federação Espírita de Niterói, presidida na época por José de Souza. No dia 15 de novembro, o jovem Zélio foi convidado a participar da sessão, tomando um lugar à mesa.
Tomado por uma força estranha e alheia a sua vontade, e contrariando as normas que impediam o afastamento de qualquer dos componentes da mesa, Zélio levantou-se e disse: "Aqui está faltando uma flor". Saiu da sala indo ao jardim e voltando após com uma flor, que colocou no centro da mesa. Essa atitude causou um enorme tumulto entre os presentes. Restabelecidos os trabalhos, manifestaram-se nos médiuns kardecistas espíritos que se diziam pretos escravos e índios.
O diretor dos trabalhos achou tudo aquilo um absurdo e advertiu-os com aspereza, citando o "seu atraso espiritual" e convidando-os a se retirarem.
Após esse incidente, novamente uma força estranha tomou o jovem Zélio e através dele falou: _"Porque repelem a presença desses espíritos, se nem sequer se dignaram a ouvir suas mensagens. Será por causa de suas origens sociais e da cor ?"
Seguiu-se um diálogo acalorado, e os responsáveis pela sessão procuravam doutrinar e afastar o espírito desconhecido, que desenvolvia uma argumentação segura.
Um médium vidente perguntou: _"Por quê o irmão fala nestes termos, pretendendo que a direção aceite a manifestação de espíritos que, pelo grau de cultura que tiveram, quando encarnados, são claramente atrasados? Por quê fala deste modo, se estou vendo que me dirijo neste momento a um jesuíta e a sua veste branca reflete uma aura de luz? E qual o seu nome irmão?
_"Se querem um nome, que seja este: sou o Caboclo das Sete Encruzilhadas, porque para mim, não haverá caminhos fechados."
_"O que você vê em mim, são restos de uma existência anterior. Fui padre e o meu nome era Gabriel Malagrida. Acusado de bruxaria fui sacrificado na fogueira da Inquisição em Lisboa, no ano de 1761. Mas em minha última existência física, Deus concedeu-me o privilégio de nascer como caboclo brasileiro."
Anunciou também o tipo de missão que trazia do Astral:
_"Se julgam atrasados os espíritos de pretos e índios, devo dizer que amanhã (16 de novembro) estarei na casa de meu aparelho, às 20 horas, para dar início a um culto em que estes irmãos poderão dar suas mensagens e, assim, cumprir missão que o Plano Espiritual lhes confiou. Será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados.”
O vidente retrucou: _"Julga o irmão que alguém irá assistir a seu culto" ? perguntou com ironia. E o espírito já identificado disse:
_"Cada colina de Niterói atuará como porta-voz, anunciando o culto que amanhã iniciarei".
Para finalizar o caboclo completou:
_"Deus, em sua infinita Bondade, estabeleceu na morte, o grande nivelador universal, rico ou pobre, poderoso ou humilde, todos se tornariam iguais na morte, mas vocês, homens preconceituosos, não contentes em estabelecer diferenças entre os vivos, procuram levar essas mesmas diferenças até mesmo além da barreira da morte. Porque não podem nos visitar esses humildes trabalhadores do espaço, se apesar de não haverem sido pessoas socialmente importantes na Terra, também trazem importantes mensagens do além?"
No dia seguinte, na casa da família Moraes, na rua Floriano Peixoto, número 30, ao se aproximar a hora marcada, 20:00 h, lá já estavam reunidos os membros da Federação Espírita para comprovarem a veracidade do que fora declarado na véspera; estavam os parentes mais próximos, amigos, vizinhos e, do lado de fora, uma multidão de desconhecidos.
Às 20:00 h, manifestou-se o Caboclo das Sete Encruzilhadas. Declarou que naquele momento se iniciava um novo culto, em que os espíritos de velhos africanos que haviam servido como escravos e que, desencarnados, não encontravam campo de atuação nos remanescentes das seitas negras, já deturpadas e dirigidas em sua totalidade para os trabalhos de feitiçaria; e os índios nativos de nossa terra, poderiam trabalhar em benefício de seus irmãos encarnados, qualquer que fosse a cor, a raça, o credo e a condição social.
A prática da caridade, no sentido do amor fraterno, seria a característica principal deste culto, que teria por base o Evangelho de Jesus.
O Caboclo estabeleceu as normas em que se processaria o culto. Sessões, assim seriam chamados os períodos de trabalho espiritual, diárias, das 20:00 às 22:00 h; os participantes estariam uniformizados de branco e o atendimento seria gratuito. Deu, também, o nome do Movimento Religioso que se iniciava: UMBANDA – Manifestação do Espírito para a Caridade.
A Casa de trabalhos espirituais que ora se fundava, recebeu o nome de Nossa Senhora da Piedade, porque assim como Maria acolheu o filho nos braços, também seriam acolhidos como filhos todos os que necessitassem de ajuda ou de conforto.
Ditadas as bases do culto, após responder em latim e alemão às perguntas dos sacerdotes ali presentes, o Caboclo das Sete Encruzilhadas passou a parte prática dos trabalhos.
O caboclo foi atender um paralítico, fazendo este ficar curado. Passou a atender outras pessoas que haviam neste local, praticando suas curas.
Nesse mesmo dia incorporou um preto velho chamado Pai Antônio, aquele que, com fala mansa, foi confundido como loucura de seu aparelho e com palavras de muita sabedoria e humildade e com timidez aparente, recusava-se a sentar-se junto com os presentes à mesa dizendo as seguintes palavras:
"_ Nêgo num senta não meu sinhô, nêgo fica aqui mesmo. Isso é coisa de sinhô branco e nêgo deve arrespeitá."
Após insistência dos presentes fala:
"_Num carece preocupá não. Nêgo fica no toco que é lugá di nego."
Assim, continuou dizendo outras palavras representando a sua humildade. Uma pessoa na reunião pergunta se ele sentia falta de alguma coisa que tinha deixado na terra e ele responde:
"_Minha caximba. Nêgo qué o pito que deixou no toco. Manda mureque busca."
Tal afirmativa deixou os presentes perplexos, os quais estavam presenciando a solicitação do primeiro elemento de trabalho para esta religião. Foi Pai Antonio também a primeira entidade a solicitar uma guia, até hoje usadas pelos membros da Tenda e carinhosamente chamada de "Guia de Pai Antonio".
No dia seguinte, verdadeira romaria formou-se na rua Floriano Peixoto. Enfermos, cegos etc. vinham em busca de cura e ali a encontravam, em nome de Jesus. Médiuns, cuja manifestação mediúnica fora considerada loucura, deixaram os sanatórios e deram provas de suas qualidades excepcionais.
A partir daí, o Caboclo das Sete Encruzilhadas começou a trabalhar incessantemente para o esclarecimento, difusão e sedimentação da religião de Umbanda. Além de Pai Antônio, tinha como auxiliar o Caboclo orixá Malé, entidade com grande experiência no desmanche de trabalhos de baixa magia.
Em 1918, o Caboclo das Sete Encruzilhadas recebeu ordens do Astral Superior para fundar sete tendas para a propagação da Umbanda. As agremiações ganharam os seguintes nomes: Tenda Espírita Nossa Senhora da Guia; Tenda Espírita Nossa Senhora da Conceição; Tenda Espírita Santa Bárbara; Tenda Espírita São Pedro; Tenda Espírita Oxalá, Tenda Espírita São Jorge; e Tenda Espírita São Gerônimo. Enquanto Zélio estava encarnado, foram fundadas mais de 10.000 tendas a partir das mencionadas.
Embora não seguindo a carreira militar para a qual se preparava, pois sua missão mediúnica não o permitiu, Zélio Fernandino de Moraes nunca fez da religião sua profissão. Trabalhava para o sustento de sua família e diversas vezes contribuiu financeiramente para manter os templos que o Caboclo das Sete Encruzilhadas fundou, além das pessoas que se hospedavam em sua casa para os tratamentos espirituais, que segundo o que dizem parecia um albergue. Nunca aceitara ajuda monetária de ninguém era ordem do seu guia chefe, apesar de inúmeras vezes isto ser oferecido a ele.
Ministros, industriais, e militares que recorriam ao poder mediúnico de Zélio para a cura de parentes enfermos e os vendo recuperados, procuravam retribuir o benefício através de presentes, ou preenchendo cheques vultosos. "_Não os aceite. Devolva-os!", ordenava sempre o Caboclo.
A respeito do uso do termo espírita e de nomes de santos católicos nas tendas fundadas, o mesmo teve como causa o fato de naquela época não se poder registrar o nome Umbanda, e quanto aos nomes de santos, era uma maneira de estabelecer um ponto de referência para fiéis da religião católica que procuravam os préstimos da Umbanda. O ritual estabelecido pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas era bem simples, com cânticos baixos e harmoniosos, vestimenta branca, proibição de sacrifícios de animais. Dispensou os atabaques e as palmas. Capacetes, espadas, cocares, vestimentas de cor, rendas e lamês não seriam aceitos. As guias usadas são apenas as que determinam a entidade que se manifesta. Os banhos de ervas, os amacis, a concentração nos ambientes vibratórios da natureza, a par do ensinamento doutrinário, na base do Evangelho, constituiriam os principais elementos de preparação do médium.
O ritual sempre foi simples. Nunca foi permitido sacrifícios de animais. Não utilizavam atabaques ou qualquer outros objetos e adereços. Os atabaques começaram a ser usados com o passar do tempo por algumas das Tendas fundadas pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, mas a Tenda Nossa Senhora da Piedade não utiliza em seu ritual até hoje.
Após 55 anos de atividades à frente da Tenda Nossa Senhora da Piedade (1º templo de Umbanda), Zélio entregou a direção dos trabalhos as suas filhas Zélia e Zilméa, continuando, ao lado de sua esposa Isabel, médium do Caboclo Roxo, a trabalhar na Cabana de Pai Antônio, em Boca do Mato, distrito de Cachoeiras de Macacu – RJ, dedicando a maior parte das horas de seu dia ao atendimento de portadores de enfermidades psíquicas e de todos os que o procuravam.
Em 1971, a senhora Lilia Ribeiro, diretora da TULEF (Tenda de Umbanda Luz, Esperança, Fraternidade – RJ) gravou uma mensagem do Caboclo das Sete Encruzilhadas, e que bem espelha a humildade e o alto grau de evolução desta entidade de muita luz. Ei-la:
"A Umbanda tem progredido e vai progredir. É preciso haver sinceridade, honestidade e eu previno sempre aos companheiros de muitos anos: a vil moeda vai prejudicar a Umbanda; médiuns que irão se vender e que serão, mais tarde, expulsos, como Jesus expulsou os vendilhões do templo. O perigo do médium homem é a consulente mulher; do médium mulher é o consulente homem. É preciso estar sempre de prevenção, porque os próprios obsessores que procuram atacar as nossas casas fazem com que toque alguma coisa no coração da mulher que fala ao pai de terreiro, como no coração do homem que fala à mãe de terreiro. É preciso haver muita moral para que a Umbanda progrida, seja forte e coesa. Umbanda é humildade, amor e caridade – esta a nossa bandeira. Neste momento, meus irmãos, me rodeiam diversos espíritos que trabalham na Umbanda do Brasil: Caboclos de Oxossi, de Ogum, de Xangô. Eu, porém, sou da falange de Oxossi, meu pai, e não vim por acaso, trouxe uma ordem, uma missão. Meus irmãos: sejam humildes, tenham amor no coração, amor de irmão para irmão, porque vossas mediunidades ficarão mais puras, servindo aos espíritos superiores que venham a baixar entre vós; é preciso que os aparelhos estejam sempre limpos, os instrumentos afinados com as virtudes que Jesus pregou aqui na Terra, para que tenhamos boas comunicações e proteção para aqueles que vêm em busca de socorro nas casas de Umbanda. Meus irmãos: meu aparelho já está velho, com 80 anos a fazer, mas começou antes dos 18. Posso dizer que o ajudei a casar, para que não estivesse a dar cabeçadas, para que fosse um médium aproveitável e que, pela sua mediunidade, eu pudesse implantar a nossa Umbanda. A maior parte dos que trabalham na Umbanda, se não passaram por esta Tenda, passaram pelas que saíram desta Casa. Tenho uma coisa a vos pedir: se Jesus veio ao planeta Terra na humildade de uma manjedoura, não foi por acaso. Assim o Pai determinou. Podia ter procurado a casa de um potentado da época, mas foi escolher aquela que havia de ser sua mãe, este espírito que viria traçar à humanidade os passos para obter paz, saúde e felicidade. Que o nascimento de Jesus, a humildade que Ele baixou à Terra, sirvam de exemplos, iluminando os vossos espíritos, tirando os escuros de maldade por pensamento ou práticas; que Deus perdoe as maldades que possam ter sido pensadas, para que a paz possa reinar em vossos corações e nos vossos lares. Fechai os olhos para a casa do vizinho; fechai a boca para não murmurar contra quem quer que seja; não julgueis para não serdes julgados; acreditai em Deus e a paz entrará em vosso lar. É dos Evangelhos. Eu, meus irmãos, como o menor espírito que baixou à Terra, mas amigo de todos, numa concentração perfeita dos companheiros que me rodeiam neste momento, peço que eles sintam a necessidade de cada um de vós e que, ao sairdes deste templo de caridade, encontreis os caminhos abertos, vossos enfermos melhorados e curados, e a saúde para sempre em vossa matéria. Com um voto de paz, saúde e felicidade, com humildade, amor e caridade, sou e sempre serei o humilde Caboclo das Sete Encruzilhadas".

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

UMBANDA

É uma religião, ou seja, o caminho para se chegar a Deus e encontrar à Luz.
Luz que nos mostrará porque aqui estamos, e como devemos seguir o caminho certo para chegarmos a Fé, Caridade e Humildade.
Falar em Umbanda é seguir estas palavras:
Umbanda sem Caridade, não é Umbanda!
Fé é crer com razão, ou melhor, sempre sabendo o porque e não aceitando mistérios ou mentiras. Não tenha vergonha ou medo quando houver dúvida.
 Humildade e simplicidade, quanto mais pobre, singelo, e sem luxo, maior
será a Umbanda e seus filhos.
Umbanda para muitos como nós, é uma religião, ou melhor, um caminho
para se chegar à Casa do Pai. Mas para pessoas que pouco sabem sobre este
caminhar, é apenas uma Seita, ou Folclore, ou um punhado de Rituais.
Ser Umbandista é acima de tudo, ver a vida e viver como um filho de
Deus. Encontrar na caridade exemplo e forças para viver. Não nos acharmos
melhores ou diferentes dos outros irmãos. Temos sim, obrigações de sermos
mais abertos e unidos uns com os outros. Sem diferença de credo ou de ponto
de vista, somos todos iguais, perante o Nosso Criador Deus
Cabe a cada um de nós sermos mais ou menos evoluídos. As discussões
não nos levam à razão. Vamos conversar, levar o nosso pensamento sem
desmerecer nosso irmão.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Ser feliz ou ter razão?

 
O TEXTO É PEQUENO E BEM INTERESSANTE PARA PENSAR A RESPEITO...

 

" SER FELIZ OU TER RAZÃO ? "

Para reflexão...


Oito da noite, numa avenida movimentada. O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos. O endereço é novo e ela consultou no mapa antes de sair. Ele conduz o carro. Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda. Ele tem certeza de que é à direita. Discutem. Percebendo que além de atrasados, poderiam ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida. Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado. Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno. Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados. Mas ele ainda quer saber: - Se tinhas tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado, devias ter insistido um pouco mais... E ela diz: - Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!

MORAL DA HISTÓRIA:

Esta pequena história foi contada por uma empresária, durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho. Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente, de tê-la ou não. Desde que ouvi esta história, tenho me perguntado com mais frequência: 'Quero ser feliz ou ter razão?' Outro pensamento parecido, diz o seguinte: 'Nunca se justifique. Os amigos não precisam e os inimigos não acreditam. Compartilhe com seus amigos. Eu já decidi... EU QUERO SER FELIZ e você?

"Nunca se justifique. Os amigos não precisam, e os inimigos não acreditam. "



Piada?

Um Pai-de-Santo, para definir bem a influência dos orixás nas pessoas contou uma estória: Simulemos um fato: Imaginem duas pessoas brigando.

Passando um filho de Ogum, ou ele passa direto e nem olha, ou já vai se meter na briga. Um filho de Xangô para, fica olhando, e já começa a reclamar. Coitado do baixinho! Porque será esta briga? Acho que aquele alto não tem razão. E pior, nem sabe brigar. É um fraco. E fica questionando. Um filho de Oxóssi para, senta no chão e, rindo, fica assistindo e se deleitando com a briga. Uma filha de Iemanjá chamaria os dois, colocaria suas cabeças em seu colo e os acalmaria recomendando paz. Uma filha de Iansã já reclamaria e chamaria a polícia. Alguém perguntou:_ E uma filha de Oxum, que faria?

Ele Respondeu:_ Nada, e nem poderia. Os dois estavam brigando por causa dela...