Todos aqueles que possuem sentimentos nobres como amor, solidariedade, humildade e principalmente caridade são bem vindos.
Precisando conversar e/ou receber um passe energético (benzer) estou à disposição todos os dias, para jogar cartas (ler a sorte) somente com hora marcada.
Cobro apenas para ler as cartas R$ 70,00, para manutenção de nossa casa. Qualquer outro tipo de consulta não pode ser cobrada pois na verdadeira caridade não se coloca preço, a verdadeira caridade quem paga é Deus.
Endereço: Rua 22 nº 281 Jardim Morada do Sol Indaiatuba - SP
trabalho assistencial toda sexta feira às 20:00
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terça-feira, 30 de junho de 2015

O que é Orixá?


Orixás são vibrações extremamente puras que auxiliam na condução dos espíritos a evolução, são eles os responsáveis pelo equilíbrio de todas as coisas e à todas as coisas damos o nome de natureza, natureza é tudo aquilo que vemos, sentimos, tocamos, cheiramos e muito mais pois nosso espírito preso na carne é limitado aos cinco sentidos, porém o espírito liberto da carne consegue ir alem, um espírito evoluído vai ainda mais além. Para se ter uma idéia da grandeza da natureza pense numa frase dita regularmente por vários espíritos: “O planeta Terra é apenas um rascunho do mundo espiritual”.

Nós somos influenciados por essas vibrações ou energias desde o momento do nascimento, onde nossa personalidade e destino são definidos. Uma vibração ou energia que chamamos de Orixá nos acompanhará durante nosso trajeto e nos influenciará de maneira que alcancemos algum sucesso em nosso destino. Todos nós antes de encarnar traçamos metas, missões, que nos propomos a seguir enquanto encarnados, portanto todos têm um destino traçado no livro da vida depende de cada um cumpri-lo ou não.

A coroa de um médium é regida por Oxalá mais quatro orixás, onde o primeiro será aquele que regerá sua vida e influenciará em sua personalidade, o segundo regerá em menor grau ainda assim influenciando na personalidade os outros dois darão o equilíbrio e a sustentação para a evolução. Cada orixá da coroa traz um elemento, portanto teremos sempre em nossa coroa terra, água, ar, fogo e éter que é o quinto elemento representado por Oxalá. Todos os seres do planeta Terra trazem Oxalá, pois ele é o regente do planeta e o responsável por tudo que há na Terra. Para saber sua coroa é necessário consultar seu pai/mãe no santo, as entidades no caso de médiuns de incorporação também podem ser consultadas, geralmente quem confirma os orixás da coroa do médium são os eres ou os caboclos, pois eles atuam diretamente sobre a influencia do orixá.

Um orixá não incorpora em seus filhos, ele vibra, emana energia, essa vibração é captada pelo médium e manifestada através da dança e outras características que somente o médium manifestado pode descrever, porém temos algumas características comuns em todas as manifestações de determinados orixás, por exemplo, a manifestação da orixá Yemanja em sua maioria apresenta um choro incontido e suas mãos balançam como as ondas do mar, orixá Oxum sua dança em sua maioria lembra o embalo de uma criança ou as ondas do rio turbulento em direção a uma queda d’agua, todos os orixás apresentam características únicas que os identificam, observem!



segunda-feira, 29 de junho de 2015

Legião, falange e linhas

Muitos se perguntam o que são legiões? O que são falanges? O que são linhas? 
Hoje estas denominações se confundem no dia a dia de uma casa de santo, são usadas para definir grupos de espiritos. 
É importante saber o seu real significado para que quando ouvir de uma entidade estas palavras saiba entender de que tipos de espiritos ela esta falando.

A explicação é bem simples e podem ser encontradas no dicionario:

legião
le.gi.ão
sf (lat legione) 1 Divisão principal do exército romano composta de 10 coortes e compreendendo cerca de 4 a 6 mil soldados de infantaria e 300 cavaleiros. Era comandada por um legado. 2 Grande número, grande quantidade. 3 Grande porção de demônios. 4 Grande quantidade de gente. 5 Grande quantidade de anjos. 6 Folc Cada uma das sete divisões de uma linha, na feitiçaria. L. de honra: ordem militar e civil instituída na França por Napoleão I. L. estrangeira, Mil: corpo de voluntários de súditos estrangeiros a serviço de um Estado, especialmente da França.

falange
fa.lan.ge
sf (gr phálagx, pelo lat) 1 Corpo de infantaria, na antiga Grécia. 2 poétQualquer corpo de tropas. 3 Multidão, legião. 4 Anat Cada um dos ossos dos dedos das mãos e dos pés, considerados em geral. As falanges compreendemfalange, falanginha e falangeta, ou 1ª, 2ª e 3ª falanges, partindo do carpo para a extremidade. 5 Entom Cada um dos segmentos do tarso de um inseto. F. ungueal: aquela em que está implantada a unha.

linha

li.nha
sf (lat linea) 1 Fio de linho, de algodão, de seda etc., torcido e preparado para os trabalhos de costura. 2 Barbante, cordel, guita. 3(..........)29 MilDireção geral da posição das tropas no combate ou na manobra. 30 Mil Espaço que ocupa uma porção qualquer de exército disposto para entrar em combate.
                                                                                                Extraído do dicionario Michaelis


Na umbanda diz-se de legião todos os espíritos que a compõe, onde estão enquadrados os falangeiros das diferentes linhas de trabalho.

Falanges são grupos de espíritos ligados a determinados orixás que atuam nas diversas linhas de umbanda

Linha nome dado ao segmento de trabalho das diversas falanges dentro da legião de umbanda.

Creio que ficou claro o significado dessas palavras, mais peço que não exija de seu dirigente este entendimento, visto que temos que respeitar o conhecimento teórico de cada um, principalmente quando na pratica esse mesmo dirigente não deixa nada a desejar.
Para finalizar uma frase que quem não entendeu agora não restara mais duvidas:

"Dentro da legião de umbanda, existem falangeiros de Ogum, Oxossi e Xango que atuam na linha de caboclos, baianos e pretos velhos."
Axé que a legião de umbanda lhes abençoe.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

FUNDAÇÃO DA UMBANDA



A HISTORIA DA FUNDAÇÃO DA UMBANDA DE ZÉLIO FERNANDINO DE MORAES, DA QUAL BEBEMOS ALGUNS FUNDAMENTOS, LEMBREM-SE QUE A UMBANDA POSSUI FUNDAMENTOS SEMELHANTES EM TODAS AS CASAS AMOR, HUMILDADE E CARIDADE, PORÉM RITUAL E DOUTRINA É DE ACORDO COM A RAIZ DA CASA, A NOSSA ESTÁ EM ROSA ANDREOLLI DE SOUSA OU ROSA DE OURO COMO ERA CARINHOSAMENTE CONHECIDA, SEU TERREIRO FICAVA NA RUA ALBERTO SANTOS DUMONT ENTRE A OSWALDO CRUZ E RUA DOS ANDRADAS. CASA SIMPLES CONQUISTADA COM AJUDA DAS PESSOAS QUE A QUERIAM BEM.

MAIS ESSA É UMA OUTRA HISTORIA

AGORA SEGUE A HISTORIA OFICIAL DA FUNDAÇÃO DA UMBANDA

No final de 1908, Zélio Fernandino de Moraes, um jovem rapaz com 17 anos de idade, que preparava-se para ingressar na carreira militar na Marinha, começou a sofrer estranhos "ataques". Sua família, conhecida e tradicional na cidade de Neves, estado do Rio de Janeiro, foi pega de surpresa pelos acontecimentos.
Esses "ataques" do rapaz, eram caracterizados por posturas de um velho, falando coisas sem sentido e desconexas, como se fosse outra pessoa que havia vivido em outra época. Muitas vezes assumia uma forma que parecia a de um felino lépido e desembaraçado que mostrava conhecer muitas coisas da natureza.
Após examiná-lo durante vários dias, o médico da família recomendou que seria melhor encaminhá-lo a um padre, pois o médico (que era tio do paciente), dizia que a loucura do rapaz não se enquadrava em nada que ele havia conhecido. Acreditava mais, era que o menino estava endemoniado.
Alguém da família sugeriu que "isso era coisa de espiritismo" e que era melhor levá-lo à Federação Espírita de Niterói, presidida na época por José de Souza. No dia 15 de novembro, o jovem Zélio foi convidado a participar da sessão, tomando um lugar à mesa.
Tomado por uma força estranha e alheia a sua vontade, e contrariando as normas que impediam o afastamento de qualquer dos componentes da mesa, Zélio levantou-se e disse: "Aqui está faltando uma flor". Saiu da sala indo ao jardim e voltando após com uma flor, que colocou no centro da mesa. Essa atitude causou um enorme tumulto entre os presentes. Restabelecidos os trabalhos, manifestaram-se nos médiuns kardecistas espíritos que se diziam pretos escravos e índios.
O diretor dos trabalhos achou tudo aquilo um absurdo e advertiu-os com aspereza, citando o "seu atraso espiritual" e convidando-os a se retirarem.
Após esse incidente, novamente uma força estranha tomou o jovem Zélio e através dele falou: _"Porque repelem a presença desses espíritos, se nem sequer se dignaram a ouvir suas mensagens. Será por causa de suas origens sociais e da cor ?"
Seguiu-se um diálogo acalorado, e os responsáveis pela sessão procuravam doutrinar e afastar o espírito desconhecido, que desenvolvia uma argumentação segura.
Um médium vidente perguntou: _"Por quê o irmão fala nestes termos, pretendendo que a direção aceite a manifestação de espíritos que, pelo grau de cultura que tiveram, quando encarnados, são claramente atrasados? Por quê fala deste modo, se estou vendo que me dirijo neste momento a um jesuíta e a sua veste branca reflete uma aura de luz? E qual o seu nome irmão?
_"Se querem um nome, que seja este: sou o Caboclo das Sete Encruzilhadas, porque para mim, não haverá caminhos fechados."
_"O que você vê em mim, são restos de uma existência anterior. Fui padre e o meu nome era Gabriel Malagrida. Acusado de bruxaria fui sacrificado na fogueira da Inquisição em Lisboa, no ano de 1761. Mas em minha última existência física, Deus concedeu-me o privilégio de nascer como caboclo brasileiro."
Anunciou também o tipo de missão que trazia do Astral:
_"Se julgam atrasados os espíritos de pretos e índios, devo dizer que amanhã (16 de novembro) estarei na casa de meu aparelho, às 20 horas, para dar início a um culto em que estes irmãos poderão dar suas mensagens e, assim, cumprir missão que o Plano Espiritual lhes confiou. Será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados.”
O vidente retrucou: _"Julga o irmão que alguém irá assistir a seu culto" ? perguntou com ironia. E o espírito já identificado disse:
_"Cada colina de Niterói atuará como porta-voz, anunciando o culto que amanhã iniciarei".
Para finalizar o caboclo completou:
_"Deus, em sua infinita Bondade, estabeleceu na morte, o grande nivelador universal, rico ou pobre, poderoso ou humilde, todos se tornariam iguais na morte, mas vocês, homens preconceituosos, não contentes em estabelecer diferenças entre os vivos, procuram levar essas mesmas diferenças até mesmo além da barreira da morte. Porque não podem nos visitar esses humildes trabalhadores do espaço, se apesar de não haverem sido pessoas socialmente importantes na Terra, também trazem importantes mensagens do além?"
No dia seguinte, na casa da família Moraes, na rua Floriano Peixoto, número 30, ao se aproximar a hora marcada, 20:00 h, lá já estavam reunidos os membros da Federação Espírita para comprovarem a veracidade do que fora declarado na véspera; estavam os parentes mais próximos, amigos, vizinhos e, do lado de fora, uma multidão de desconhecidos.
Às 20:00 h, manifestou-se o Caboclo das Sete Encruzilhadas. Declarou que naquele momento se iniciava um novo culto, em que os espíritos de velhos africanos que haviam servido como escravos e que, desencarnados, não encontravam campo de atuação nos remanescentes das seitas negras, já deturpadas e dirigidas em sua totalidade para os trabalhos de feitiçaria; e os índios nativos de nossa terra, poderiam trabalhar em benefício de seus irmãos encarnados, qualquer que fosse a cor, a raça, o credo e a condição social.
A prática da caridade, no sentido do amor fraterno, seria a característica principal deste culto, que teria por base o Evangelho de Jesus.
O Caboclo estabeleceu as normas em que se processaria o culto. Sessões, assim seriam chamados os períodos de trabalho espiritual, diárias, das 20:00 às 22:00 h; os participantes estariam uniformizados de branco e o atendimento seria gratuito. Deu, também, o nome do Movimento Religioso que se iniciava: UMBANDA – Manifestação do Espírito para a Caridade.
A Casa de trabalhos espirituais que ora se fundava, recebeu o nome de Nossa Senhora da Piedade, porque assim como Maria acolheu o filho nos braços, também seriam acolhidos como filhos todos os que necessitassem de ajuda ou de conforto.
Ditadas as bases do culto, após responder em latim e alemão às perguntas dos sacerdotes ali presentes, o Caboclo das Sete Encruzilhadas passou a parte prática dos trabalhos.
O caboclo foi atender um paralítico, fazendo este ficar curado. Passou a atender outras pessoas que haviam neste local, praticando suas curas.
Nesse mesmo dia incorporou um preto velho chamado Pai Antônio, aquele que, com fala mansa, foi confundido como loucura de seu aparelho e com palavras de muita sabedoria e humildade e com timidez aparente, recusava-se a sentar-se junto com os presentes à mesa dizendo as seguintes palavras:
"_ Nêgo num senta não meu sinhô, nêgo fica aqui mesmo. Isso é coisa de sinhô branco e nêgo deve arrespeitá."
Após insistência dos presentes fala:
"_Num carece preocupá não. Nêgo fica no toco que é lugá di nego."
Assim, continuou dizendo outras palavras representando a sua humildade. Uma pessoa na reunião pergunta se ele sentia falta de alguma coisa que tinha deixado na terra e ele responde:
"_Minha caximba. Nêgo qué o pito que deixou no toco. Manda mureque busca."
Tal afirmativa deixou os presentes perplexos, os quais estavam presenciando a solicitação do primeiro elemento de trabalho para esta religião. Foi Pai Antonio também a primeira entidade a solicitar uma guia, até hoje usadas pelos membros da Tenda e carinhosamente chamada de "Guia de Pai Antonio".
No dia seguinte, verdadeira romaria formou-se na rua Floriano Peixoto. Enfermos, cegos etc. vinham em busca de cura e ali a encontravam, em nome de Jesus. Médiuns, cuja manifestação mediúnica fora considerada loucura, deixaram os sanatórios e deram provas de suas qualidades excepcionais.
A partir daí, o Caboclo das Sete Encruzilhadas começou a trabalhar incessantemente para o esclarecimento, difusão e sedimentação da religião de Umbanda. Além de Pai Antônio, tinha como auxiliar o Caboclo orixá Malé, entidade com grande experiência no desmanche de trabalhos de baixa magia.
Em 1918, o Caboclo das Sete Encruzilhadas recebeu ordens do Astral Superior para fundar sete tendas para a propagação da Umbanda. As agremiações ganharam os seguintes nomes: Tenda Espírita Nossa Senhora da Guia; Tenda Espírita Nossa Senhora da Conceição; Tenda Espírita Santa Bárbara; Tenda Espírita São Pedro; Tenda Espírita Oxalá, Tenda Espírita São Jorge; e Tenda Espírita São Gerônimo. Enquanto Zélio estava encarnado, foram fundadas mais de 10.000 tendas a partir das mencionadas.
Embora não seguindo a carreira militar para a qual se preparava, pois sua missão mediúnica não o permitiu, Zélio Fernandino de Moraes nunca fez da religião sua profissão. Trabalhava para o sustento de sua família e diversas vezes contribuiu financeiramente para manter os templos que o Caboclo das Sete Encruzilhadas fundou, além das pessoas que se hospedavam em sua casa para os tratamentos espirituais, que segundo o que dizem parecia um albergue. Nunca aceitara ajuda monetária de ninguém era ordem do seu guia chefe, apesar de inúmeras vezes isto ser oferecido a ele.
Ministros, industriais, e militares que recorriam ao poder mediúnico de Zélio para a cura de parentes enfermos e os vendo recuperados, procuravam retribuir o benefício através de presentes, ou preenchendo cheques vultosos. "_Não os aceite. Devolva-os!", ordenava sempre o Caboclo.
A respeito do uso do termo espírita e de nomes de santos católicos nas tendas fundadas, o mesmo teve como causa o fato de naquela época não se poder registrar o nome Umbanda, e quanto aos nomes de santos, era uma maneira de estabelecer um ponto de referência para fiéis da religião católica que procuravam os préstimos da Umbanda. O ritual estabelecido pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas era bem simples, com cânticos baixos e harmoniosos, vestimenta branca, proibição de sacrifícios de animais. Dispensou os atabaques e as palmas. Capacetes, espadas, cocares, vestimentas de cor, rendas e lamês não seriam aceitos. As guias usadas são apenas as que determinam a entidade que se manifesta. Os banhos de ervas, os amacis, a concentração nos ambientes vibratórios da natureza, a par do ensinamento doutrinário, na base do Evangelho, constituiriam os principais elementos de preparação do médium.
O ritual sempre foi simples. Nunca foi permitido sacrifícios de animais. Não utilizavam atabaques ou qualquer outros objetos e adereços. Os atabaques começaram a ser usados com o passar do tempo por algumas das Tendas fundadas pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, mas a Tenda Nossa Senhora da Piedade não utiliza em seu ritual até hoje.
Após 55 anos de atividades à frente da Tenda Nossa Senhora da Piedade (1º templo de Umbanda), Zélio entregou a direção dos trabalhos as suas filhas Zélia e Zilméa, continuando, ao lado de sua esposa Isabel, médium do Caboclo Roxo, a trabalhar na Cabana de Pai Antônio, em Boca do Mato, distrito de Cachoeiras de Macacu – RJ, dedicando a maior parte das horas de seu dia ao atendimento de portadores de enfermidades psíquicas e de todos os que o procuravam.
Em 1971, a senhora Lilia Ribeiro, diretora da TULEF (Tenda de Umbanda Luz, Esperança, Fraternidade – RJ) gravou uma mensagem do Caboclo das Sete Encruzilhadas, e que bem espelha a humildade e o alto grau de evolução desta entidade de muita luz. Ei-la:
"A Umbanda tem progredido e vai progredir. É preciso haver sinceridade, honestidade e eu previno sempre aos companheiros de muitos anos: a vil moeda vai prejudicar a Umbanda; médiuns que irão se vender e que serão, mais tarde, expulsos, como Jesus expulsou os vendilhões do templo. O perigo do médium homem é a consulente mulher; do médium mulher é o consulente homem. É preciso estar sempre de prevenção, porque os próprios obsessores que procuram atacar as nossas casas fazem com que toque alguma coisa no coração da mulher que fala ao pai de terreiro, como no coração do homem que fala à mãe de terreiro. É preciso haver muita moral para que a Umbanda progrida, seja forte e coesa. Umbanda é humildade, amor e caridade – esta a nossa bandeira. Neste momento, meus irmãos, me rodeiam diversos espíritos que trabalham na Umbanda do Brasil: Caboclos de Oxossi, de Ogum, de Xangô. Eu, porém, sou da falange de Oxossi, meu pai, e não vim por acaso, trouxe uma ordem, uma missão. Meus irmãos: sejam humildes, tenham amor no coração, amor de irmão para irmão, porque vossas mediunidades ficarão mais puras, servindo aos espíritos superiores que venham a baixar entre vós; é preciso que os aparelhos estejam sempre limpos, os instrumentos afinados com as virtudes que Jesus pregou aqui na Terra, para que tenhamos boas comunicações e proteção para aqueles que vêm em busca de socorro nas casas de Umbanda. Meus irmãos: meu aparelho já está velho, com 80 anos a fazer, mas começou antes dos 18. Posso dizer que o ajudei a casar, para que não estivesse a dar cabeçadas, para que fosse um médium aproveitável e que, pela sua mediunidade, eu pudesse implantar a nossa Umbanda. A maior parte dos que trabalham na Umbanda, se não passaram por esta Tenda, passaram pelas que saíram desta Casa. Tenho uma coisa a vos pedir: se Jesus veio ao planeta Terra na humildade de uma manjedoura, não foi por acaso. Assim o Pai determinou. Podia ter procurado a casa de um potentado da época, mas foi escolher aquela que havia de ser sua mãe, este espírito que viria traçar à humanidade os passos para obter paz, saúde e felicidade. Que o nascimento de Jesus, a humildade que Ele baixou à Terra, sirvam de exemplos, iluminando os vossos espíritos, tirando os escuros de maldade por pensamento ou práticas; que Deus perdoe as maldades que possam ter sido pensadas, para que a paz possa reinar em vossos corações e nos vossos lares. Fechai os olhos para a casa do vizinho; fechai a boca para não murmurar contra quem quer que seja; não julgueis para não serdes julgados; acreditai em Deus e a paz entrará em vosso lar. É dos Evangelhos. Eu, meus irmãos, como o menor espírito que baixou à Terra, mas amigo de todos, numa concentração perfeita dos companheiros que me rodeiam neste momento, peço que eles sintam a necessidade de cada um de vós e que, ao sairdes deste templo de caridade, encontreis os caminhos abertos, vossos enfermos melhorados e curados, e a saúde para sempre em vossa matéria. Com um voto de paz, saúde e felicidade, com humildade, amor e caridade, sou e sempre serei o humilde Caboclo das Sete Encruzilhadas".

É importante não se deixar levar por nomes e sim pelos trabalhos que eles realizam, o caboclo das 7 encruzilhadas de Zélio foi um anunciador foi um meio de dar notoriedade a umbanda que até então já existia em vários lugares do Brasil, só não tinha ainda sido notada e nomeada como Umbanda
Até então existiam pessoas benzendo e atendendo com pretos velhos caboclos exus mais não tinham um nome de religiao eram os curandeiros e benzedeiros cristãos
Com a repercussão de Zélio pode se dar nome ao culto - UMBANDA

Orixá Xango



A lição de hoje é Xango

Orixá do elemento fogo, ligado a justiça divina. Suas cores são marrom, vermelho ou vermelho e branco. Este orixa atua de forma incisiva na vida dos filhos e dos seres humanos é ele que dá a direçao para as injustiças do mundo, ele é o responsavel em manter as leis enquanto Ogum é responsavel por aplica las.

Seu elemento na natureza são os raios e os trovoes. Seu campo de maior força e vibração é nas pedreiras. Saudação Kawó Kabiyécilé ou Caô Cabiecilê que significa “Venham ver o Rei Descer Sobre a Terra!”

O significado do seu nome, equivale a SENHOR DO FOGO OCULTO

Ervas principais: Manjericão, folhas de alecrim do campo, folhas de limão, folhas de mangueira, folhas da goiabeira, folhas de uva, folhas de beterraba, babosa, guiné, levante, lírio, violeta, folhas da ameixeira.

Suas armas Oxé, machado de duas laminas, Xerém, espécie de chocalho que traz em suas mãos representando o despertar dos raios e dos trovões.

Os machados de duplo corte, que significa a alma em busca de equilíbrio e é também o símbolo da imparcialidade; A balança que significa a justiça de Oxalá; A estrela de seis pontas, associada com a sabedoria de Sa­lomão e representando o equilíbrio entre o céu e a terra, a água e o fogo, o ho­mem e a mulher, ou seja, representa o equilíbrio universal.

As lendas de Xangô nos falam muito sobre este orixá, popularmente é ligado a justiça porém é muito mais que isso, Xangô além de ser o rei da justiça é um guerreiro, um Pai benevolente para seus filhos, enfim aquele que carrega o machado de dois lados, que nunca erra.

Xangô foi um dos primeiros Deuses Iorubas a chegar no Brasil, portanto é o principal tronco dos candomblés no Brasil. Xangô é o pai da justiça, ele é o rei dos trovões e das pedreiras, é guerreiro.Podemos também dizer que Xangô é entre os deuses masculinos africanos, o mais vaidoso.

Ele rege a força da natureza que nos faz ter vontade, iniciativa, rigidez, trabalho e decisão. Ele é quem nos organiza e nos guia para que possamos por em prática nossos ideais.

Xangô é o espirito forte e nobre das pessoas!

Xangô é o patrono várias profissões tais como: juízes, promotores, advogados, senadores, jornalistas, entre outras.

No sincretismo associou-se o Xangô das Pedreiras a São Jerônimo, aquele que amansa o leão, que tem o poder da escrita e o livro onde escreve na pedra suas leis e seus julgamentos. Protetor dos intelectuais, dos magistrados.

Já na cachoeira o sincretismo foi com São João Batista, por causa do batismo de Jesus, de lavar a cabeça na água doce para se purificar. Com o poder do fogo de Xangô queima, destroi tudo o que é de ruim e ocorre a transmutação trazendo tudo o que é de bom, todo o bem possível, de acordo com o nosso merecimento. Isso é o que pedimos nas fogueiras do mês de junho.

Sincretizado também com São Judas Tadeu, tudo o que é ligado a trabalhos e pedidos de estudos, à cabeça, papéis, entregamos a linha de Xangô.

São Pedro é protetor das Almas que entram no céu assim como a Energia de Xangô.

O seu machado duplo Oxé é o símbolo da imparcialidade. É uma divindade da vida, representado pelo fogo ardente e por essa razão não tem afinidade com a morte.

Características dos Filhos de Xangô:


O Filho de Xangô é na maioria das vezes calmo e ponderado. Procura sempre ver os dois lados da moeda, quando no negativo se deixa levar pelos sentimentos e toma partido daqueles que ama. Dedica-se de corpo e alma a tudo o que se propõe a fazer, mas desilude-se com muita facilidade também. É sonhador, acha sempre que tudo dará certo, deixando-se levar, com muita freqüência, pela ilusão e pelo sonho. Sempre procura apresentar seus propósitos e planos de maneira mais bonita, mais enfeitada, o mais claro possível. Os Filhos de Xangô são capazes, geralmente, de grandes sacrifícios, mas aborrecem-se profundamente se algo que programaram não dá certo. Costumam ficar roendo muito o que lhes acontece, ou o que não se realizou com queriam. Separam, com muita freqüência, a realidade de si, levando seus pensamentos para altas esferas. Por serem muito honestos, magoam-se com muita facilidade pela ingratidão das pessoas, achando que todo o mundo tem obrigação de ser honesto e preciso em suas decisões. Magoam-se profundamente por coisas que não tenha feito ou que tenham dito que ela fez. Guarda mágoas profundas, mas não consegue guardar raiva. Em relação ao lar, não gostam de sair de casa, preferem o aconchego do lar e são excelentes chefes de família, mantendo o lar em perfeita harmonia, não permitindo desavenças entre os familiares, dando possibilidades a todos de se defenderem, sempre que for necessário.

Xango é uma divindade responsavel pelo equilibrio da Terra e seus habitantes, Xango é a energia do fogo interior que arde em cada um de nós quando se esta diante de uma injustiça. Na natureza Xango é a pedreira, enorme, forte e imponente assim como energicamente ele é o fogo que modela que transmuta os seres humanos ao caminho da evolução, enfim este é Xango Nosso Pai

Piada?

Um Pai-de-Santo, para definir bem a influência dos orixás nas pessoas contou uma estória: Simulemos um fato: Imaginem duas pessoas brigando.

Passando um filho de Ogum, ou ele passa direto e nem olha, ou já vai se meter na briga. Um filho de Xangô para, fica olhando, e já começa a reclamar. Coitado do baixinho! Porque será esta briga? Acho que aquele alto não tem razão. E pior, nem sabe brigar. É um fraco. E fica questionando. Um filho de Oxóssi para, senta no chão e, rindo, fica assistindo e se deleitando com a briga. Uma filha de Iemanjá chamaria os dois, colocaria suas cabeças em seu colo e os acalmaria recomendando paz. Uma filha de Iansã já reclamaria e chamaria a polícia. Alguém perguntou:_ E uma filha de Oxum, que faria?

Ele Respondeu:_ Nada, e nem poderia. Os dois estavam brigando por causa dela...