Todos aqueles que possuem sentimentos nobres como amor, solidariedade, humildade e principalmente caridade são bem vindos.
Precisando conversar e/ou receber um passe energético (benzer) estou à disposição todos os dias, para jogar cartas (ler a sorte) somente com hora marcada.
Cobro apenas para ler as cartas R$ 70,00, para manutenção de nossa casa. Qualquer outro tipo de consulta não pode ser cobrada pois na verdadeira caridade não se coloca preço, a verdadeira caridade quem paga é Deus.
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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Solução Simples - Por Pai João de Aruanda

Pra que chorar?

Por que se lamentar?

O tempo que você gasta derramando lágrimas é o mesmo que você ganharia construindo algo de positivo em sua vida.

Você fica ai chorando e reclamando, curtindo raiva e magoa e quem ao menos sabe que você é o maior prejudicado? Primeiramente perde um tempo muito precioso com essa lamúria toda, depois, meu filho, você passa por chato e fraco diante daqueles que elege para ouvir suas mágoas. E depois? Bem, assim se lamentando, perde a oportunidade de dar a volta por cima e fazer alguma coisa realmente boa de sua vida.

Seu fígado funciona mal; você perde a noite de sono fazendo terapia com o travesseiro e, ao acordar, fica feio, com olheiras e de mau humor. Descobre então que seus problemas continuam os mesmos de antes e que perdeu a noite em vão.

Por isso, filho, pare com essa situação agora mesmo e arranque de você essa raiva. Vomite esse ódio e rancor, angústia e lamentação. Não permaneça mais tempo agasalhando dor.

Se você resolver agora identificar a causa de tanta angústia, choro e reclamação, aposto que não conseguirá mais saber a razão. É que você está acostumado a fazer tempestade em copo d’água. Cuidado, tem gente que se afoga nas próprias lágrimas.

Levante a cabeça e tome uma decisão inteligente. Aja com sabedoria. Você é filho de Deus e irmão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Tem uma vida inteira pela frente aguardando você, para ser vivida com qualidade. Não perca tempo com lamentações... Levanta-se e ande! Jesus espera você para transformar o mundo num lugar muito melhor, começando em você mesmo.

Em geral, a energia que se emprega para derramar lágrimas de lamentação é a mesma que você investe quando auxilia o próximo. Pense nisso, meu filho, e vá em frente. A felicidade aguarda por você.

Do Livro: Sabedoria de Preto-Velho

Psicografia de Robson Pinheiro, pelo espírito de João Cobú (Pai João de Aruanda)

sexta-feira, 20 de maio de 2016

O que é Orixa?

Orixas são centelhas divinas, orixás nunca tiveram vida terrena, não bebem , não fumam, não dão consultas. Os orixás de umbanda são emanações de Deus/Zambi/Olorum, são eles que dão sustentação aos seres humanos durantes suas jornadas na Terra.
Para “humanizar” o que seriam os Orixas imaginemos a seguinte colocação:
Deus/Zambi/Olorum criador de tudo e de todas as coisas Onipotente Onipresente e Onisciente como uma bola de fogo divina.


Orixas centelhas desse fogo divino, emanadas pelo Criador cada um com uma essência própria e divina que sustentam, amparam e zelam por todas as criaturas terrenas, são os intermediadores do humano com o divino.


Entendendo este principio chegamos aos orixás menores que são os ditos pais e mães de cabeça dos médiuns de umbanda, estes orixás zelam diretamente por determinado grupo de espíritos são eles que emanam sua vibração em nossas giras de orixás.
Um orixá não incorpora em seus filhos, ele vibra, emana energia, essa vibração é captada pelo médium e manifestada através da dança e outras características que somente o médium manifestado pode descrever, porém temos algumas características comuns em todas as manifestações de determinados orixás, por exemplo, a manifestação da orixá Yemanja em sua maioria apresenta um choro incontido e suas mão balançam como as ondas do mar, orixá Oxum sua dança em sua maioria lembra o embalo de uma criança ou as ondas do rio turbulento em direção a uma queda d’agua, todos os orixás apresentam características únicas que os identificam, observem!
Em nosso culto temos os orixás Oxalá, Yemanja, Ogum, Oxum, Oxossi, Iansã, Xango, Nanã, Obaluaie/Atoto, Ibeji. Oxalá e Ibeji é o único orixá que não emana vibração em uma gira, Oxalá é o regente do planeta Terra, ou seja, zela por todos os seres humanos, nas lendas aparece como criador do corpo humano, interpretando a mensagem oculta na lenda da criação, o temos como responsável supremo sobre nossa encarnação acima dos orixás e abaixo de Deus/Zambi/Olorum. Quanto a Ibeji este é a pureza e a sinceridade por este motivo não aceita emanar vibração em seres tão impuros como nós humanos e por isso é o regente da linha dos eres, que são espíritos puros e sinceros que auxiliam na nossa amada umbanda.
Entendemos então que nosso planeta e todas as demais dimensões existentes no universo são compostas de energias que dão sustentação a todos os seres carnais e espirituais. Deus/Olorum/Zambi é o criador de todos os planetas e cada planeta tem o seu regente, uma entidade de vibração extremamente elevada abaixo do Criador, que coordena todas as coisas, no caso do planeta Terra essa entidade é Oxalá, existem vários tipos de vida o ser humano é apenas uma delas.
Orixás são vibrações extremamente puras que auxiliam na condução dos espíritos a evolução, são eles os responsáveis pelo equilíbrio de todas as coisas e à todas as coisas damos o nome de natureza, natureza é tudo aquilo que vemos, sentimos, tocamos, cheiramos e muito mais pois nosso espírito preso na carne é limitado aos 4 sentidos, porém o espírito liberto da carne consegue ir alem, um espírito evoluído vai ainda mais além. Para se ter uma idéia da grandeza da natureza pense numa frase dita regularmente por vários espíritos: “O planeta Terra é apenas um rascunho do mundo espiritual”.
Nós somos influenciados por essas vibrações ou energias desde o momento do nascimento, onde nossa personalidade e destino são definidos. Uma vibração ou energia que chamamos de Orixá nos acompanhará durante nosso trajeto e nos influenciará de maneira que alcancemos algum sucesso em nosso destino. Todos nós antes de encarnar traçamos metas, missões, que nos propomos a seguir enquanto encarnados, portanto todos têm um destino traçado no livro da vida depende de cada um cumpri-lo ou não.
A coroa de um médium é regida por Oxalá mais quatro orixás, onde o primeiro será aquele que regerá sua vida e influenciará em sua personalidade, o segundo regerá em menor grau ainda assim influenciando na personalidade os outros dois darão o equilíbrio e a sustentação para a evolução. Cada orixá da coroa traz um elemento, portanto teremos sempre em nossa coroa terra, água, ar, fogo e éter que é o quinto elemento representado por Oxalá. Todos os seres do planeta Terra trazem Oxalá, pois ele é o regente do planeta e o responsável por tudo que há na Terra. Para saber sua coroa é necessário consultar seu pai/mãe no santo, as entidades no caso de médiuns de incorporação também podem ser consultadas, geralmente quem confirma os orixás da coroa do médium são os eres ou os caboclos, pois eles atuam diretamente sobre a influencia do orixá.

autor Dani Ramos e mestre Zé

segunda-feira, 25 de abril de 2016

MEDIUM BOM!


"No tema de hoje, eu quero trazer uma reflexão, eu acho que todo mundo já se deparou com o perfil do nosso tema de hoje, aquele médium que nenhum terreiro é bom o suficiente para ele.

Vamos chamá-lo de o Médium X, o nosso amigo em questão, ele possui características bem distintas, em todo terreiro que ele vá visitar, ele sempre gosta de frisar, sua mediunidade incrível, sua vidência extraordinária, os feitos inacreditáveis de suas entidades, ele chega no terreiro que está visitando como se estivesse vendendo um produto ou uma marca extraordinária, faz uso de um marketing agressivo, gosta de impressionar a todos.

A gente sabe que há vários tipos de dirigentes desde os mais espertos até os mais tolos, desde os que tem conhecimento, até aqueles que pensam que o tem, isso é um fato.

Para um dirigente mais crédulo ele irá acreditar piamente no X, e poderá até pensar, nossa que máximo se esse médium entrar na minha corrente, será de suma ajuda, estou precisando de médiuns assim, negligenciando talvez alguns pontos que o nosso irmão X mencionou e destacou em suas próprias palavras.

Já um dirigente, um pouco mais astuto, e sábio, irá ver nosso irmão X com olhos um pouco mais cautelosos, diria até caritativos, amorosos, suas tão formidáveis qualidades, provavelmente irão ceder espaço e chamaram atenção para a vaidade, a arrogância e o orgulho, características bem problemáticas para qualquer médium.

Em sequência no decorrer de uma boa conversa, o dirigente provavelmente irá perguntar de sua trajetória, e logo nosso irmão X se arma como um pavão de penas coloridas, vejamos algumas falas:

” Na casa do Pai Fulano de tal onde trabalhei é uma bagunça, o tal pai de santo não sabe nem para ele, eu tinha que ficar ali corrigindo, senão coitados dos médiuns, e eu chamava a atenção dele na frente de todo mundo mesmo, para ele passar vergonha, onde já se viu.”

Sabemos e temos plena consciência, que com essa nova moda de virar Pai e Mãe de Santo, que muita gente anda aparecendo completamente despreparado para estar conduzindo uma casa religiosa e muito menos a mediunidade e espiritualidade alheia, isso é um fato realmente verdadeiro.

Pode acontecer de um médium entrar para dentro de um terreiro e saber coisas que o dirigente não saiba, claro, porque veja já vi médiuns com seus 30 anos de mediunidade trabalhando singelamente como médiuns de trabalho, não quiseram abrir suas próprias casas, ao contrário do que todo mundo pensa nem todos os médiuns por melhores e aplicados que sejam possuem a missão e condições de serem dirigentes e nem por isso deverão ser vistos com menos valor ou tratam seus dirigentes com arrogância.

Mas todo professor sabe ensinar, tem paciência, tem sabedoria de mostrar conhecimento sem ostentação, é humilde, fatores ai que faltou no nosso irmão X.
O diálogo sempre tem que ser construtivo e não prepotente.

Apesar de saber que muitos dirigentes por aprenderem errado não se abrem ao diálogo sadio, não se permitem a troca. Melindrosos, não permitem que ninguém os ensine, SABEM DEMAIS em sua convicções, e perdem a chance de mostrar de uma forma inteligente o que sabem e de aprenderem também.

Tem uma frase que gosto muito e que cabe muito bem nessa questão que diz assim:

“Com carinho e gentileza me levas na boca do Inferno, mas com gritos e grosseria não me levas nas portas do Céu”.

Muito ensinamento fica perdido, inutilizado porque as pessoas não sabem ensinar, querem apenas impor.

“MEUS GUIAS NÃO SE ADAPTAM EM TERREIRO NENHUM”

Eu falo para vocês como dirigente, é muito triste ouvir ou ler uma declaração onde um médium fala uma coisa assim, porque denota um desconhecimento tremendo, quantos bons médiuns a gente não vê trabalhando até em casas desequilibradas, onde a presença dos seus guias são fundamentais para aquele grupo e que com o tempo seus guias vão ajudando a reequilibrar a egregora da casa, ou porque querem mostrar a seus pupilos ensinamento que só com o exemplo pode ser obtido? Pois é.

Guias e mentores não possuem esse tipo de vaidade, fora que um espírito para não se adaptar em lugar algum o problema não é com a casa, é com o médium e com a ordem de espíritos que ele anda se sintonizando, fora que denota uma arrogância e prepotência enorme desse médium como se não houvesse casa boa suficiente para ele.

E muitas vezes são oriundas de médiuns, e espíritos não muito idôneos que não aceitam ordenança, doutrina, médiuns desequilibrados.

“TODA CASA QUE ENTRO, ME ENVOLVEM EM FOFOCAS E NÃO CONSIGO PERMANECER”

Fofoca é uma via de mão dupla se você se envolveu é porque você consentiu, estava ali no meio da roda.

Alguns médiuns falam isso, mas quando você vai buscar informações, ele pode até não ter dito nada, mas estava ali no meio ouvindo tudo, se colocando a par do ibope da semana, então ele foi tão maledicente quanto.

O pior que o perfil desses médiuns é daqueles que nada falaram, mas são o primeiro a ir levar para o dirigente.
São os famosos puxa sacos, destrutivos e leva e trás. Usam os outros como degrau.

Essas são apenas três situações bem corriqueiras, mas há várias outras.
Médiuns extremamente anímicos, que literalmente passam a carroça na frente dos bois, como bem diz o ditado.

Mistificadores, que um dia já foram realmente bons médiuns mas que se deixaram corromper pela vaidade, arrogância, ganância.

Médiuns com más posturas, mal educados, com falhas graves de doutrina, não conseguem seguir regras e normas.

Orgulhosos não aceitam serem criticados, estão acima de qualquer questionamento quanto as suas maravilhosas qualidades mediúnicas.

As vezes um conselho, nem diria uma critica, pode salvar todo o caminho de um médium, evitando que ele se perca em sua missão.

E tem aqueles que se acham tão bons que não querem trabalhar em terreiro algum, viram verdadeiros nômades, ficam 3 meses num terreiro, 6 meses em outro, e assim por diante, não conseguem passar de 1 ano numa casa fixa, não conseguem manter raízes, criar uma história, uma herança.

Se esquecem que para ensinar é preciso aprender, que para ser bom pai e mãe é preciso ser bom filho.

Em toda casa que vão, não pode começar a tocar o atabaque que eles já começam a querer espiritar, “são tão bons”, mas não possuem firmeza, controverso, fazem da casa alheia uma verdadeira descarga de suas energias negativas, nada contra, todo bom terreiro é para cura de quem está adoentado, é um hospital. O grande problema não é nem esse, o problema é que não admitem estarem passando por momentos de desequilíbrio espiritual, imaginem são tão bons, como assim? tratamento, acompanhamento, fala sério, eu me garanto. Huumm será?

Por outro lado, em suas ignorâncias acham que recebendo seus guias vão mostrar para os outros como eles são bons, trabalham bonito, são firmes.
Muitos até tem bons e excelentes guias mas se perdem na vaidade de suas arrogâncias.

Será que são firmes? será que essa palavra é adequada, um guia não precisa se mostrar para ninguém. Pensemos.

Um detalhe interessante nesta questão, muitas vezes um guia vem em terra, para descarregar seu médium, tem casos e CASOS, as vezes a entidade precisa daquele choque anímico junto ao médium, mas … nem sempre é necessário, porque na hora que o guia está dando o passe, o guia mentor daquele médium já está próximo e o descarrega sem necessariamente ter que estar acoplando a seu médium, principalmente se tratando de médium já firme e com um grau de desenvolvimento bom, é mais comum ver isso em médiuns neófitos que ainda estão no começo de desenvolvimento por não possuírem um maior controle de suas faculdades mediúnicas.

Na realidade os bons médiuns sabem perfeitamente que não podem ficar dando passagem para seus guias em tudo que é terreiro, muito menos permitem que qualquer médium lhe traga seus guias em terra, questões de equilíbrio, doutrina, vigilância.

Não se enquadra nessas questões é claro quando se trata de visitas em outras casas religiosas, ai nesse caso o guia poderá vir em terra para prestigiar a casa daquele irmão.
E temos aqueles que passam a dar passagem a seus guias em casa, isso já foi em várias ocasiões falado que não é algo recomendável e aconselhável, por várias questões espirituais, mediúnicas.

Um dos fatores correlacionados a isso, fora a vaidade e o comodismo, que dentro de uma casa religiosa, de um terreiro tem todo um amparo, e olha que mesmo assim, vira e mexe é um choque energético nefasto que pode surgir, toda casa está sujeita a isso mas para isso temos nossas firmezas e sustentações, a nossa egregora espiritual que irá estar de prontidão.

Agora imaginem um médium que trabalha sem essa sustentação, sozinho, por mais boa vontade que tenha, sem onde dissipar tanta carga energética, por mais que seus guias e mentores sejam bons, ele com o passar do tempo irá virar um imã, adoece, e poderá a vir necessitar de amparo extra espiritual, onde deverá ser socorrido por uma boa casa religiosa, que irá lhe tratar, por essas e outras não é recomendável, deve ser evitado. E todo bom guia e mentor sabe dessas consequências e não irá contribuir para o desmantelar energético de seu médium. Isso se tratando de um médium experiente, agora imaginem de um médium que nem bem desenvolvido foi e se acha em condições de estar prestando atendimento.

O médium que fala que toda casa que ele trabalha, nenhuma casa é boa o suficiente para ele, nenhum lugar é bom, duas ou uma, ou ELE É BOM MESMO, ou ele é um FALASTRÃO.

Vamos analisar com cautela a frase acima, o médium quando ele é um bom INSTRUMENTO MEDIÚNICO, primeiramente ele tem raízes, ele tem experiência de chão de terreiro, tem estudo aprimorado, é idôneo, sério e comprometido, tem uma cultura espiritual sustentável. Nesse caso a própria ordenança divina vai colaborar para que esse médium tenha seu próprio axé ou seja bem aproveitado numa boa casa religiosa, ele terá amparo, sustentação, missão e ordenança, e não fugira de suas responsabilidades. Quando falo de tempo, estou falando de tempo preenchido e não de caçambas vazias.

Agora quando você se depara com um médium com muito pouco do que está citado acima, e quando questionado, tipo: “Você é tão bom, porque você não abre um terreiro então para você” , e em seguida vem com ns. desculpas e argumentações e diz: não quero isso para mim, ele no mínimo é um FALASTRÃO, porque sempre é muito fácil criticar o trabalho, a missão alheia, o duro é arregaçar as mangas e se colocar em serviço, infelizmente tem muito médium assim, que não sabe o quanto é difícil manter uma casa religiosa nos dias de hoje, o lidar com o ser humano nunca foi e nunca será uma tarefa fácil.

É fácil dizer que a carga está leve quando não é no nosso lombo que está pesando.

FALASTRÃO também se enquadra naquele médium que não tem nenhuma experiência de chão de terreiro sustentável, nem estudo suficiente e bagagem mediúnica e espiritual, e lá com seus 2 anos de desenvolvimento porque fez um cursinho, pegou um diploma e se acha CAPACITADO para estar abrindo um TERREIRO DE UMBANDA. Infelizmente é a nova moda do momento para que ser filho de santo se pode pular etapas e ser pai e mãe de santo, se esquecem que em todo exercito para se chegar a general se aprende a ser soldado primeiro, as consequências já estamos vendo, médiuns sugestionáveis, extremamente anímicos, mistificadores, corrompendo mediunidades e desequilibrando vidas.

É muita arrogância, muita petulância, se colocar acima dos próprios guias e mentores, tem muito médium se achando guia em terra, muita vaidade que não combina com as leis sagradas de Umbanda.

Médiuns chegando agora, questionando e modificando doutrinas antigas a seu bel prazer. Doutrinas que foram pilares da Umbanda e hoje estão sendo consideradas ultrapassadas.

O médium precisa ter senso crítico de antes de culpar o outro, apontar o erro, olhar para si próprio e pensar, se ele é tão bom assim, porque não contribuiu, não agregou, não fortaleceu. Não deixaram? pode acontecer, mas o bom médium é servidor da caridade serviço não lhe falta seja onde for. Vamos procurar ser úteis.

É muito fácil querer e se achar acima do bem e do mal, agora fazer a diferença são para poucos.

Médium bom é médium humilde, não precisa de marketing pessoal, a sua bondade, o seu caráter, a sua índole fala por si mesmo. A sua obra é seu estandarte.
Médium bom é aquele que respeita o mestre, sabe ser discípulo dos guias e mentores.
Médium bom é instrumento afinado com as leis disciplinatórias e doutrinárias.
Fala pouco e ouve muito.
Médium bom é honesto, sincero, caridoso, não é ostensivo, manipulador, mercenário.

Enfim meus irmãos, quando se acharem muito bons, vejam e analisem para quem realmente estão sendo bons, se para alimentar o vosso ego, ou para o bem e a caridade pelas quais carregam suas missões mediúnicas e espirituais.

Sejamos úteis, prestativos, caritativos, nossa mediunidade não é para vaidades e arrogâncias tolas, mediunidade estagnada, é como a água parada que fica turva e poluída e atrai insetos e doenças. Pensemos.

Que nossos falangeiros de Oxossi nos tragam a sabedoria tão necessária para nossa evolução, que seus conselhos nunca nos faltem, e que sempre tenhamos tempo para ouvi-los.

Paz e Luz a todos.

Cristina Alves

Templo de Umbanda Ogum 7 Ondas e Cabocla Jupira"


terça-feira, 29 de março de 2016

MEDIUM E A VAIDADE


Hoje nos deparamos com muitos casos nos terreiros onde os médiuns se sentem menos importantes que outros.

Vamos definir primeiro que num terreiro de umbanda não existe mais ou menos importante. O que existe são pessoas que ajudam mais e outras menos.

Dentro dessa questão temos:

Aqueles que não ajudam por conta do horário do seu trabalho;

Aqueles que não ajudam pois tem compromissos mais importantes que seu terreiro;

Aqueles que não ajudam pois não são “servos” de ninguém (triste mais já ouvi isso);

Aqueles que não ajudam pois tem filhos pequenos e mais atrapalhariam do que ajudariam;

Aqueles que não ajudam pois estão cansados fisicamente;

Enfim pra não ajudar temos varias desculpas, mas podemos reparar que os que não ajudam são os primeiros a se sentirem sem importância dentro de seu terreiro.

Vejam bem cada um sabe de suas limitações e seu Orixá mais ainda, portanto as desculpas não são para sua mãe/pai no santo e sim para seu próprio Orixá.

O Orixá entende a limitação de cada um, por isso numa casa séria de umbanda a mãe/pai no santo jamais te obrigara a fazer algo que não queira ou não possa. Seu Orixá colocara outras pessoas em seu lugar pois o ritual é necessário e para prepara-lo precisa-se de mãos físicas e dispostas ao serviço.

Antes de achar que você não tem importância para sua casa se pergunte: “O que faço por ela?” “O quanto me dedico a sua manutenção e aos seus rituais?”.

Se a resposta for faço e me dedico muito e ainda assim não me sinto importante. Então você pode estar medindo seu grau de importância pela vaidade ou ate mesmo inveja de seus irmãos. Se ainda assim achar que não é nada disso converse com sua mãe/pai de santo exponha seus sentimentos quebre seu orgulho e se ainda assim continuar a se sentir dessa forma essa casa não te pertence procure uma que te satisfaça.

Quer ajudar em sua casa comece pelo simples: lavar uma louça, varrer um chão, organizar o barracão. Nem sempre você poderá participar de todos os rituais mais poderá sempre contribuir para que o ritual ocorra da melhor forma possível. Pense nisso, reflita sobre suas atitudes, se faça presente não para o dirigente e sim para seu Orixá, com toda certeza saberá que és uma peça fundamental no andamento da casa e no culto aos Orixás.


quinta-feira, 10 de março de 2016

Benção

Existia a muitos anos atrás uma roça de candomblé no interior da Bahia. Sendo aquela de muito Axé e com muitos filhos de santo. E por sua vez dirigida por uma mãe de santo muito conceituada. Porém faltava uma coisa muito importante nessa mãe de santo a ( humildade).E com o passar do tempo ela foi adoecendo. Ela já não se sentia bem, por muitas vezes passava mal etc... Ainda sim te faltava a humildade. Mais ela não comentava com ninguém das suas dores terríveis. E dava continuidade aos trabalhos espirituais.
Sempre muito arrogante e cheia de soberba. Certa vez ela recolheu um barco de três yaos. Sendo uma mulher de Oya, um menino jovem de Oxossi e um senhor de idade de Omulu. A mulher tinha algumas regalias. O menino tinha alguns privilégios. E por fim aquele senhor quase não tinha atenção de sua Mãe.
A obrigação estava no seu auge, quando aquela senhora Mãe de santo com toda sua ignorância teve um mal súbito. O yao de Omulu de cabeça baixa pediu licença quando a mãe foi voltando ao seu eu e lhe disse: minha mãe a senhora está melhor esta se sentindo bem? Ela ainda com a visão turva falou: não dirija a palavra pra mim seu yao velho. ja se viu um yao velho, idoso querer saber da minha vida.
O yao prontamente pediu desculpas e calado permaneceu. O tempo foi passando e ele sempre sendo excluído por sua mãe. Ao contrário dos demais. Quase perto da saída dos yaos daquele barco de três, a mãe de santo caiu de cama. Lhe faltava forças para levantar de tantas dores que ela tinha no seu corpo. Todos ali estavam preocuoados com aquela situação. A saúde da mãe, e a saída dos yaos. E por sua vez a mãe estava la em cima da cama prostrada a dor. Quando com efeitos de medicamentos conseguiu dormir. Aquela noite parecia ser muito longa, pois ela acordava muito por conta das dores.
Quando num breve cochilo apareceu em seu sonho um velho coberto de palhas ela tentava acordar e não conseguia e ali estava aquele velho na frente da sua cama. Ela não tinha nenhum sentido a não ser a visão. E assim permaneceu imóvel até o dia clarear.
As 6 hs em ponto ela despertou desesperada chamou sua ekede que forá imediatamente ver o que se passava com a mãe, quando a ekede entrou em seu quarto foi surpreendida com sua mãe ali imóvel em cima da cama tentando se movimentar sem êxito. E com uma voz tranquila e serena disse: vá buscar pra mim meu filho o yao de Omulu.
A ekede sem entender muito bem e disse, o yao idoso, velho minha mãe? E a mãe disse, sim filha traga pra mim o yao de Omulu.  Ainda confusa a ekede disse, sim senhora minha mãe.
E assim a ekede fez. logo a ekede bateu na porta do quarto pedindo licença a sua mãe.  Entre disse a mãe com aquela voz calma e serena. Deixe o yao aqui comigo filha e pode ir cuidar dos demais. E assim foi feito. O yao por sua educação se prostrou a sua mãe de cabeça baixa e lhe tomou a Bença.
Ela abençoou e disse:
Eu também tomo a sua bênção meu filho, abençoe sua mãe.
O velho yao sem nada entender lhe disse: mais minha mãe, quem tem que tomar a Bença aqui sou eu.
E com uma lágrima nos olhos falou a mãe:
Meu filho a Bença é pra quem pede e eu peço a sua Bença.
O velho yao ainda confuso mais obediente abençoou sua mãe com todo seu coração.
Naquele momento houve algo tão sagrado dentro daquela mulher rancorosa e doente que lhe foi batendo todo o arrependimento de tudo aquilo de errado que ela tinha feito...
Houve algo mágico dentro daquele quarto. Aquela mulher foi voltando automaticamente ao seu estado normal; as dores foram desaparecendo os movimentos foram voltando a benevolência foi invadindo o seu coração e a sabedoria foi concretizada dentro de si.
Ela se levantou e disse: aqui estou meu filho, viva, curada e com paz de espírito. O seu velho sábio me visitou essa noite e fez eu entender que agia de forma errada com você e com a maioria de meus filhos, mais principalmente com você. Eu continuo sendo sua mãe meu filho, mais me perdoa por tudo que eu não fiz por você. Eu precisei ficar doente pra enxergar que eu não sou melhor que você. Pois precisei da sua bênção pra voltar a viver e estou curada de alma. E assim daquele dia em diante ela foi humilde e benevolente com todos ao seu redor.

Moral da história
A Bença é pra quem pede.

Tomar a benção é um ato de amor e respeito. No candomblé é obrigação, tradição tomar a benção aos mais velhos de santo.
O ato de tomar a benção representa a humildade e sinceridade dentro do culto de umbanda. "Sou humilde e peço a benção a minha mãe de santo pais pequenos padrinhos e meus irmãos".
Todo umbandista deve se saudar apertando as mãos e beijando as em forma de respeito, humildade e sinceridade com seu orixá.
Sempre aquele que chega no recinto deve pedir a benção primeiro (questão de ética).
Aos que concedem a benção nesse simples ato, de transmitir em forma de palavras a emanação cósmica do seu orixá, quem concede a benção é também abençoado pela gratidão daquele que a pediu e consequentemente de seus orixás.

Então a benção aos meus mais velhos e a benção aos meus mais novos

Piada?

Um Pai-de-Santo, para definir bem a influência dos orixás nas pessoas contou uma estória: Simulemos um fato: Imaginem duas pessoas brigando.

Passando um filho de Ogum, ou ele passa direto e nem olha, ou já vai se meter na briga. Um filho de Xangô para, fica olhando, e já começa a reclamar. Coitado do baixinho! Porque será esta briga? Acho que aquele alto não tem razão. E pior, nem sabe brigar. É um fraco. E fica questionando. Um filho de Oxóssi para, senta no chão e, rindo, fica assistindo e se deleitando com a briga. Uma filha de Iemanjá chamaria os dois, colocaria suas cabeças em seu colo e os acalmaria recomendando paz. Uma filha de Iansã já reclamaria e chamaria a polícia. Alguém perguntou:_ E uma filha de Oxum, que faria?

Ele Respondeu:_ Nada, e nem poderia. Os dois estavam brigando por causa dela...